Marcha do Clima 2018. Muda o sistema, salva o clima!

Texto do panfleto do Socialismo Revolucionário para distribuição na Marcha do Clima 2018

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Destruir o capitalismo é salvar o clima! A cada ano que passa os records de temperaturas são ultrapassados — o degelo atinge proporções inimagináveis e os eventos catastróficos, como ondas de calor, tempestades e incêndios, aumentam em quantidade e intensidade. As catástrofes provocadas por alterações climáticas transformaram o quotidiano de milhões de pessoas por todo o mundo, afectando particularmente os mais pobres.

Os principais poluentes são os gases com efeito de estufa resultantes sobretudo da queima de combustíveis fósseis. Em Portugal, as concessões de exploração e extracção petrolífera previstas irão destruir os ecossistemas e a qualidade de vida das populações, enquanto que os lucros daí retirados ficarão nas mãos de grandes multinacionais.

Por isso dizemos: é urgente parar o petróleo!

Um culpado: o capitalismo. Para salvar o planeta e as nossas próprias vidas precisamos, no entanto, de ir além da crítica aos combustíveis fósseis. O capitalismo é o modo de produção na história que conquistou mais melhorias de vida para a humanidade, mas tornou-se, ao mesmo tempo, o mais agressivo para o meio ambiente. Isto deve-se à competição desenfreada pelo lucro a qualquer custo.

Somos todos os dias bombardeados com críticas individualistas ao consumo. Apontam-nos como culpados se não reciclamos, se não temos determinados hábitos alimentares, e culpam-nos até pelo modo como nos fazemos transportar. Mas nunca é referido que apenas 90 empresas são responsáveis por dois terços de toda a poluição de origem humana no mundo.

Se o movimento ecologista quer atacar a raíz das alterações climáticas, então deve rejeitar a lógica do lucro e do mercado e adoptar uma perspectiva socialista. Não há solução para o planeta em capitalismo!

O que fazer? É necessário organizar a produção, o transporte e o consumo de forma a providenciar as necessidades de toda a população de forma sustentável. Isso implica a nacionalização dos principais sectores da economia, como a banca, a energia, a alimentação e os transportes, assim como as maiores empresas, e geri-las democraticamente nos interesses da maioria. Devemos ainda avançar para um plano urgente de reconversão dos postos de trabalho de indústrias poluentes em postos de trabalho verdes, ou seja, de sectores ligados às energias renováveis ou à protecção ambiental.

Possuímos todos os conhecimentos e tecnologia necessários para parar a destruição ambiental e salvar o nosso planeta desta corrida para o abismo a que o capitalismo nos está a levar, mas a vitória só será possível com a luta organizada e feita com um objectivo claro: o socialismo.

Junta-te ao Socialismo Revolucionário na luta por uma sociedade ecológica!

  • Investimento público e massivo em energias renováveis e tecnologia limpa para uma rápida substituição dos combustíveis fósseis
  • Formação de novos postos de trabalho para todos os trabalhadores de indústrias poluentes em produção limpa e socialmente útil
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