EUA: as lições da revolta da classe trabalhadora na Virgínia Ocidental

Artigo de Charles Cannon, militante do Socialist Alternative, secção do CIT nos EUA. Originalmente publicado a 12 de Março de 2018, em inglês, no website do Socialist Alternative.

Professores protestam durante a greve, dentro do edifício do Capitólio, na Virgínia Ocidental.

“Até que assinem, estamos fechados!”, entoavam professores de Virgínia Ocidental provenientes de todos os 55 condados do estado numa manifestação no edifício do capitólio, no oitavo dia de uma greve ilegal. Os professores, três quartos dos quais mulheres, desafiaram os insultos contra eles arremessados por políticos — como “dumb bunnies” e “rednecks”[1]— aparecendo no edifício do capitólio com orelhas de coelho e bandanas vermelhas. Ganhando um aumento de 5% para todos os funcionários públicos num estado “vermelho”[2] que ainda recentemente passou leis de “direito-a-trabalhar” (right-to-work)[3], os professores expuseram a raiva massiva da sociedade contra a agenda neoliberal de cortes na educação, saúde e serviços sociais acompanhados de favores aos super ricos e grandes empresas.

Enquanto a comunicação social, em grande parte, ignorou a greve no início, trabalhadores em todo o país seguiram os eventos na Virgínia Ocidental através das redes sociais. É provável que a vitória inspire uma maior determinação dos trabalhadores para lutar por um nível de vida decente. Em Oklahoma, um dos poucos estados que paga aos professores menos do que o da Virgínia Ocidental, os professores estão agora a planear uma greve em todo o estado que poderá ter lugar em Abril. Também se fala de greve por parte de professores no Kentucky, no Arizona e em Nova Jersey.

Por decorrer enquanto o Supremo Tribunal considera o caso Janus — uma tentativa de impor nacionalmente e a todo o sector público leis de “direito-a-trabalhar” como as que existem na Virgínia Ocidental — a atitude dos professores é ainda mais inspiradora. Esta luta mostra que os trabalhadores e os sindicatos não têm que tomar estes ataques como inevitáveis — eles podem ser derrotados!

Para que os trabalhadores aprendam as muitas lições da greve dos professores na Virgínia Ocidental, é importante perceber a maneira como esta greve aconteceu. Após 30 anos de recuos do movimento operário e da dizimação dos números da sindicalização, os professores da Virgínia Ocidental disseram “basta!” Num coro vibrante que deverá deixar uma mensagem clara à classe bilionária, os professores da Virgínia Ocidental, concentrados no edifício do capitólio, entoaram a sua recusa de qualquer coisa menor do que um aumento de 5% no seu salário: “Não é 1, não são 2, não são 3, não são 4, são 55 à vossa porta!“ [referindo-se ao número de condados do estado]

O contexto

Sendo os terceiros mais mal-pagos do país e enfrentando escassez de professores, além de desafios cada vez mais difíceis — com muitos alunos vindo de lares empobrecidos durante uma feroz epidemia de opióides — os professores da Virgínia Ocidental chegaram ao seu limite. Invocando os fantasmas das passadas e radicais lutas de trabalhadores, a greve nasceu de uma revolta das bases e dos substratos mais profundos da consciência de classe. Reagindo a miseráveis aumentos salariais que em nada ajudaram na cobertura dos descontrolados custos de saúde, os professores exigiram um aumento salarial de 5% para todos os funcionários públicos, e que o poder legislativo controlasse os custos inflacionados da Agência Seguradora dos Funcionários Públicos (Public Employees Insurance Agency, PEIA).

Os professores são representados por dois sindicatos: a Associação de Educadores da Virgínia Ocidental (West Virginia Educators Association, WVEA) e a Federação Americana de Professores (American Federation of Teachers, AFT). No entanto, foi uma camada emergente de líderes de base que organizou a greve nas semanas e meses que a antecederam, enquanto a liderança de topo dos sindicatos falhou na mobilização dos professores.

Jim Justice, Governador da Virgínia Ocidental, bilionário e barão do carvão, tem dado enormes benefícios fiscais a indústrias extrativas como o carvão e o gás natural, tal como os governadores anteriores. A sua administração tem pedido à classe trabalhadora da Virgínia Ocidental para fazer sacrifícios e aceitar austeridade enquanto ele deve milhões em impostos tanto na Virgínia Ocidental como no Kentucky.

Bernie Sanders venceu todos os 55 condados da Virgínia Ocidental nas primárias de 2016. O que seria de esperar, uma vez que Hillary Clinton foi citada dizendo “Hei-de deixar os mineiros de carvão sem trabalho.” As políticas neoliberais de Clinton na eleição geral foram esmagadoramente rejeitadas pelos eleitores. Mas sem um candidato pró-classe trabalhadora credível nos boletins de voto, abriu-se a porta ao populismo de direita de Donald Trump. E se o sentimento anti-imigrante desempenhou certamente um papel significativo, os oeste-virginianos votaram essencialmente em promessas de emprego e políticas comerciais proteccionistas.

Quando muita da esquerda liberal estado-unidense concluiu que a classe trabalhadora em estados como a Virgínia Ocidental, que votaram 68% a favor de Trump, deveria ser ignorada como uma massa reacionária, o Socialist Alternative explicou a realidade contraditória e a necessidade de o movimento dos trabalhadores tomar uma posição e construir um movimento que vá de encontro aos interesses comuns de todas as pessoas trabalhadoras e ao mesmo tempo lute corajosamente contra o racismo, o nativismo e o sexismo. Os professores da Virgínia Ocidental, menos prováveis eleitores de Trump do que o estado enquanto um todo, e inspirados pelo emergente movimento das mulheres, apontam precisamente para as contradições de classe no “país de Trump”. Liderado em parte por militantes de esquerda, a revolta das bases ganhou o suporte da massa da classe trabalhadora da Virgínia Ocidental, numa luta contra a legislatura reacionária dominada pelos Republicanos.

Como foi organizada a greve

Nos meses que antecederam a greve, os líderes da WVEA e AFT tentaram em vão impedir a greve através de negociações de bastidores com o governo estatal. Ao mesmo tempo, nas bases, os professores preparavam-se para uma luta mais abrangente.

Apesar de a comunicação social acusar a greve como espontânea, ela começou devido ao trabalho e dedicação de professores das bases, que se haviam organizado nas suas escolas para preparar uma greve, política e logisticamente. Os líderes sindicais, não antecipando nem desejando a greve, foram incapazes de — usando as palavras de um professor — “fazer o trabalho que lhes pagamos para fazer: organizar uma greve.”

Quando a greve começou, pouca capacidade tiveram para a conter, uma vez que a ação foi organizada de baixo para cima. Como resultado desta experiência de organização da greve, uma nova e combativa liderança está a emergir dentro dos sindicatos dos professores da Virgínia Ocidental, e uma parte desta liderança identifica-se como socialista.

Os professores construíram solidariedade com trabalhadores de outros serviços escolares e, mais amplamente ainda, com todos trabalhadores públicos através da exigência do aumento de 5% para todo o sector público. O voto de greve incluiu não-membros dos sindicatos e a comunidade esteve activamente envolvida na greve. Isto construiu um movimento forte, que foi capaz de se levantar contra tácticas duras da legislatura estatal e ataques públicos de legisladores republicanos contra a greve.

Através das suas próprias famílias, muitos professores estavam ligados às radicais tradições operárias do passado, especialmente às dos mineiros. Usando bandanas vermelhas, professores e outros trabalhadores fizeram eco da revolta operária de Blair Mountain. Um professor, expressando um sentimento comum, disse: “se a greve é ilegal, isso só significa que não temos de jogar com as regras que eles fizeram.”

Até que assinem, estamos fechados!”

Quando os líderes sindicais e os democratas anunciaram, a 27 de Fevereiro, ao terceiro dia de greve, que um acordo havia sido feito com o governador para dar um aumento de 5% aos professores e a todos os outros funcionários públicos um aumento de 3%, pediram aos professores que confiassem neles para finalizar o acordo e voltassem ao trabalho.

Os professores fervilhavam de raiva. A fé nas “garantias” dos políticos evaporara-se, e os professores viam que o estado da PEIA não fora tratado. Como os líderes sindicais não conseguiram responder às questões dos trabalhadores sobre o acordo, os líderes de base encorajaram os professores a manter-se em greve. Um professor explicou que até àquele ponto tinha mantido a confiança na direcção do sindicato para liderar a greve, mas que o professor comum perdeu a fé assim que ficou claro que a direcção era incapaz de cumprir as suas promessas. No dia seguinte, com os próprios pés, os professores votaram na continuação da greve.

Comunidades organizaram o apoio aos professores, e enquanto a legislatura estatal tentava punir os grevistas baixando o aumento para 4%, os professores ameaçaram ocupar o edifício do capitólio. Com a greve já a decorrer, durante o fim de semana, os professores prepararam-se para a possibilidade de a acção se alongar, prometendo manter-se até que as suas exigências fossem cumpridas, não aceitando concessões nem promessas. Na segunda-feira à noite, parecia que a greve ia continuar indefinidamente.

Vendo as bases revoltar-se e o processo de radicalização em curso, na manhã de 6 de Março, os líderes sindicais e políticos do partido Democrata tentaram uma vez mais desmobilizar e pôr fim à greve. Apresentaram-se perante os professores grevistas concentrados às portas do senado estatal, lado-a-lado com o governador e anunciando que a greve tinha sido ganha e que os professores deveriam regressar a casa casa.

Gritando entre a multidão, muitos professores exigiram ver esta vitória por escrito. Professores e outros trabalhadores cantavam “Palavras não valem nada! Assinem a lei!” Depressa se tornou claro que ninguém sairia até que o projeto de lei fosse assinado. O partido Democrata respondeu que, de acordo com as regras do senado estatal, tinham de esperar 24 horas para que o comité financeiro revisse o projeto de lei antes de o poder assinar. A isto os professores responderam com cânticos de “Até que assinem, estamos fechados!”

Alguns professores começaram então a sentar-se. Ao mesmo tempo, muitos outros se preparavam para ocupar o edifício do capitólio. Uma ocupação parecia inevitável, e os professores esperaram. Após algumas horas, desapareceram todas as supostas regras que os democratas tinham usado como desculpa para explicar a impossibilidade de finalizar o projeto de lei. Ambas as casas o tinham assinado. Mas se o aumento de 5% é uma vitória clara, a questão dos custos de saúde continua por abordar devidamente. Isto poderá despoletar outra fase de luta nos próximos meses.

O Partido Democrata

Antes e durante a greve, os democratas desempenharam o papel de intermediários entre os sindicatos dos professores e a legislatura controlada pelos republicanos. Tentaram canalizar a raiva para a eleição de Novembro, desviando-a contra um punhado de legisladores específicos, como Mitch Carmichael, líder dos republicanos no senado e a cara da oposição aos professores. Carmichael foi repetidamente vilanizado pelos democratas, numa tentativa de absolver o governador Justice e outros legisladores, que — até serem forçados pela greve a mexer-se — tinham adoptado posições opostas às justas exigências dos professores.

O apelo a votar em Novembro foi atendido pelos professores — tal como demonstra o popular e frequentemente repetida palavra de ordem “Em Novembro, recordaremos!” —, mas será importante para os professores e seus aliados da Virgínia Ocidental discutir seriamente como os seus interesses podem ser representados na arena política. A terrível escolha entre uma liberal ao serviço do grande capital, Hillary Clinton, e o populista e racista Donald Trump, mostra bem o perigo de esperar dos políticos do sistema um caminho viável para o progresso. A greve mostra que mesmo com políticos reacionários no poder, indo além das políticas eleitoral e através de mobilizações em massa e luta de classes, é possível conquistar concessões. Muitos professores têm expressado como depois de uma semana de promessas vazias não confiavam nem nos democratas, nem nos republicanos, nem mesmo na liderança sindical para lhes dar a vitória. Exigia-se acção imediata, e os professores não iam esperar calmamente até à próxima eleição.

O verdadeiro aspecto da solidariedade

A greve da Virgínia Ocidental mostrou ao país o verdadeiro aspecto da solidariedade. Os mais de $320.000 angariados online para o fundo de luta e as centenas de pizzas que chegaram diariamente, carregadas em carrinhas e pagas pelo sindicato de professores de São Francisco, são os exemplos mais visíveis. Membros de sindicatos de todo o país chegavam para estar ombro-a-ombro com os professores. E a maior demonstração de solidariedade veio da parte da própria classe trabalhadora de todo o estado da Virgínia Ocidental.

Militantes do Socialist Alternative de Pittsburgh, Columbus, Philadelphia e Seattle viajaram para Charlestown para se posicionarem em solidariedade com os professores grevistas. Envolvemo-nos em muitas conversas, escutando o que os trabalhadores tinham para dizer e expressando o nosso apoio à sua luta. Os professores mostraram-se felizes por poder falar connosco, mesmo havendo algumas suspeitas do “socialismo”. No entanto, uma vez estabelecida a nossa intenção de escutar e apoiar a sua luta, ficaram entusiasmados por estar a falar com socialistas assumidos.

Membros dos DSA [Democratic Socialists of America] e outros auto-denominados socialistas actuando no terreno, na Virgínia Ocidental, e incorporados nos sindicatos merecem ser referidos por ajudar a liderar e radicalizar a greve, opondo-se à liderança sindical. Alguns grupos de extrema-esquerda que chegaram depois da greve começar, dirigiram-se aos trabalhadores como estrangeiros e sentiram-se no direito de os palestrar. Isto tão somente ajuda aqueles que tentam desacreditar a esquerda aos olhos dos trabalhadores.

Lições para o futuro

A questão-chave saída desta greve, para o movimento operário a nível nacional, é a de saber se isto é o início de uma reviravolta real após décadas de recuos. É necessário reconhecer que existiram fatores específicos que ajudaram os professores na Virgínia Ocidental, incluindo fortes tradições de solidariedade e a séria escassez de professores qualificados. Dado o fraco pagamento e a difícil natureza do trabalho, as autoridades não podiam realisticamente ameaçar despedir e substituir os professores por pessoas de fora do estado.

A atual ameaça de ação de greve de professores noutros estados aponta para como isto se pode espalhar, contudo, nesta fase, a explosão está centrada nos professores e existem razões muito específicas para isso. Vinte anos de ataques selvagens à educação pública deixaram os professores em todo o país profundamente descontentes. Mesmo com a implacável propaganda anti-professor da comunicação social, quando os professores se levantam, são apoiados pelas massas. Isto viu-se com a greve de 2012, do sindicato dos professores de Chicago.

O papel das mulheres nestes movimentos não pode ser subestimado. A greve da Virgínia Ocidental foi liderada, em parte, por mulheres combativas nas bases. Forças de trabalho predominantemente femininas, como professores e enfermeiros, têm estado na vanguarda da lutas dos trabalhadores no último período. Entre um florescente movimento de massas de mulheres, à volta de problemas como a igualdade salarial e o assédio sexual no local de trabalho, as mulheres nos sindicatos têm um papel fundamental a desempenhar na construção de um mais amplo contra-ataque dos trabalhadores.

O ímpeto gerado pela vitória da Virgínia Ocidental é uma oportunidade crucial para começar um contra-ataque significativo dos trabalhadores do sector público, liderado por sindicatos combativos de professores. Citando Amy Fauber, da escola média de Stonewall Jackson, no condado de Kanawha: “Quando as pessoas se mantêm unidas, a mudança acontece. A comunicação entre todo o grupo é fundamental para garantir que todos estão unidos pela mesma causa.”

Os professores da Virgínia Ocidental demonstraram, tal como os de Chicago, como professores sindicalizados conseguem mobilizar forças muito mais amplas ao defender os interesses dos seus estudantes. Como os professores de Chicago disseram “As nossas condições de trabalho são as condições de aprendizagem dos nossos estudantes!”

Mas há obstáculos reais perante forças rebeldes nos sindicatos do sector público, entre eles a liderança dos sindicatos nacionais de professores que têm favorecido tentativas de “influência política”, ao invés do poder colectivo de luta. Na prática, isto quase sempre significa apoiar e fazer lobby com os democratas. Mas durante o mandato de Obama, os democratas estiveram na liderança do ataque aos professores através de avaliações com graves consequências, ataques aos direitos de carreira e efectivação, além de esquemas de privatização que incluíram tentativas de substituição de escolas públicas por privadas.

A “estratégia política” dos sindicatos está completamente falida. A campanha de Bernie Sanders, em 2016, começou por apontar no sentido de uma estratégia política real para o trabalho, recusando dinheiro do grande capital e angariando dezenas de milhões de dólares para um programa pró-classe-trabalhadora, incluindo salário mínimo de $15, Medicare para todos e ensino superior sem propinas. Bernie deveria ter ido além disto e concorrido até ao fim, até Novembro de 2016. Além de recuperar as tradições da luta coletiva, incluindo a greve como arma, precisamos de preparar as fundações de um novo partido que represente os interesses dos trabalhadores e de todos os oprimidos.

Hoje, vivemos na era de Trump e os riscos são ainda mais altos. O procurador-geral de Trump esteve em frente ao Supremo Tribunal, imediatamente antes da greve da Virgínia Ocidental, a apresentar argumentos de apoio a Janus e atacando o papel dos sindicatos do sector público por alegadamente “convencerem” pessoas a pagar para que se faça trabalho com o qual não concordam, como lutar por aumentos salariais. Como temos consistentemente dito em relação a Janus e ao anterior caso Friedrich — que acabou empatado devido à morte de Justice Scalia —, a classe trabalhadora precisa de uma estratégia que não seja baseada em aceitar que perderemos inevitavelmente.

A ousadia dos professores da Virgínia Ocidental mostra que não há tempo a perder. Reuniões e comícios contra Janus devem ser feitos em todos os locais de trabalho sindicalizados do sector público no país. Isto deverá ser o ponto de partida para um massivo dia nacional de luta onde milhões de trabalhadores sindicalizados saiam à rua para dizer que não vão ser empurrados de volta à era pré-sindicatos, e para declarar que lutam não só por si próprios mas por toda a classe trabalhadora. Isto colocará o movimento operário em rota de colisão direta com Trump, os republicanos e toda a elite capitalista, e isso é exatamente o que precisa de acontecer.

Existem alguns sinais de esperança para o movimento sindical a nível nacional, incluindo um ligeiro aumento de membros no ano passado, concentrado entre trabalhadores jovens. Mas existe também uma necessidade desesperada para reaprender as tradições combativas do passado e forjar uma nova liderança que consiga assimilar as lições de batalhas como a da Virgínia Ocidental e apontar o caminho. A Virgínia Ocidental mostra que mesmo em mandatos de reacionários, lutas ofensivas podem ser travadas e ganhos podem ser obtidos. Como em períodos anteriores, os socialistas desempenharão um papel central nesse esforço.

 


[1] Em inglês, estes insultos são equivalentes ao de “palermas” e de “pacóvios”, mas teriam como tradução literal, respectivamente, “coelhinhos estúpidos” e “pescoços vermelhos”.

[2] Nos EUA, um “estado vermelho” é um estado onde, historicamente, as eleições são ganhas pelo Partido Republicano (cuja cor é o vermelho).

[3] Ao contrário do que o nome poderia indicar, as leis de “direito-a-trabalhar” não são leis que garantam o direito ao trabalho, são antes leis contra sindicatos. Vigentes em 28 estados dos EUA, estas leis proíbem os chamados “acordos de segurança sindical”, ou seja, ilegalizam situações como a de sindicalização automática de todos os trabalhadores num dado local de trabalho (uma situação que fortalece os trabalhadores).

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