25N: Pelo fim da violência contra as mulheres!

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Comunicado do Socialismo Revolucionário

Condenamos todas as formas de violência contra as mulheres e deixamos aqui uma mensagem de solidariedade com as suas vítimas. Os inúmeros casos de agressão às mulheres por todo o mundo tornam evidente a urgência de lutarmos por uma mudança profunda da sociedade que elimine as causas estruturais da violência machista e da sua naturalização, que afecta sobretudo as mulheres pobres e trabalhadoras.

Este ano marca os 10 anos da legalização do aborto em Portugal. A luta que envolveu todo este processo não se limita mas teve um grande contributo do referendo de 2007 que deu uma estrondosa vitória ao “sim”! Mas na maioria dos países no mundo o direito ao aborto é ainda um direito a conquistar. Esta tem sido uma batalha inesgotável que não aborda apenas a questão específica dos direitos reprodutivos, mas toda a condição da mulher e violência machista.

A violência contra a mulher estende-se às discriminações raciais ou de orientação sexual, cuja raiz comum se encontra no desenvolvimento da sociedade capitalista, em que uma minoria proprietária se alimenta da miséria e divisão da maioria. Neste modelo económico desigual, as mulheres trabalhadoras estão sujeitas a uma dupla opressão: na família e no trabalho. Tal explica o agravamento das opressões, em particular sobre as mulheres, nos momentos de crise capitalista, como a que hoje vivemos.

O aumento da violência machista nos últimos anos é consequência das políticas de austeridades que afectam principalmente a mulher trabalhadora e a sua independência económica, com o aumento das desigualdades salariais e das horas dedicadas ao trabalho doméstico e ao cuidado de familiares, bem como com os recuos nos direitos reprodutivos e na degradação dos serviços públicos.

Tal como milhões de mulheres que têm saído às ruas contra a opressão machista não nos resignamos. O capitalismo, estruturalmente sexista, racista e xenófobo, não é o fim da história. As recentes mobilizações de massa por todo o mundo mostram a busca por uma alternativa livre de exploração e opressão, bem como o potencial de a concretizar. A revolução será feminista ou não será!

Campanha nacional pelo fim da violência machista!
Investimento público que garanta uma rede de creches, lares, cantinas, lavandarias e casas de abrigo para mulheres. Exigimos serviços públicos gratuitos e de qualidade!

Contra a dependência financeira da mulher!
Salário igual por trabalho igual! Por um plano nacional de pleno emprego!

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