Pelo fim da violência contra as mulheres!

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Repudiamos todas as formas de violência contra as mulheres — psicólogica, física, simbólica, sexual, doméstica, institucional — e solidarizamo-nos com as suas vítimas. Recusamos o discurso de culpabilização de quem é alvo destes abusos, defendendo que todas as mulheres tenham condições para denunciar os seus agressores de forma segura.

Mas os inúmeros casos de agressão às mulheres por todo o mundo tornam evidente a urgência  de lutarmos por uma mudança profunda da sociedade que elimine as causas estruturais da violência machista e da sua naturalização, que afecta sobretudo as mulheres pobres e trabalhadoras por todo o mundo. Esta forma de violência, assim como as discriminações raciais ou de orientação sexual, têm raízes no desenvolvimento de sociedade de classes capitalista. Este modelo económico desigual e que leva uma maioria à miséria sustenta-se dividindo os seus trabalhadores e oprimindo duplamente as mulheres trabalhadoras, na família e no trabalho. Tal explica o agravamento das opressões nos momentos de crise capitalista, como a que hoje vivemos.

O recente aumento da violência contra as mulheres tem sido acompanhado de um aumento das desigualdades salariais e das horas dedicadas ao trabalho doméstico e ao cuidado de familiares, bem como de recuos nos direitos reprodutivos. As políticas de austeridade em todo o mundo têm levado a um aumento do desemprego e da precariedade, que afecta sobretudo as mulheres, a uma degradação do sistema nacional de saúde e do sistema educativo, assim como a um desinvestimento nas organizações e iniciativas públicas de apoio às vítimas de violência.

As expressões de descontentamento por todo o mundo contra esta realidade, levando mulheres a sair à rua para reivindicar os seus direitos e a igualdade de género, mostram o potencial de transformação. Com as mulheres trabalhadoras organizadas e unidas com outras camadas exploradas e oprimidas, conseguiremos construir uma nova sociedade socialista que garanta a socialização do trabalho do lar (que deixa assim de ser um fardo para a mulher), assente na abolição da escravidão da exploração capitalista e na emancipação da maioria.

Mais casas de abrigo e espaços de acolhimento para mulheres!

Campanha nacional pelo fim da violência machista!

Contra a dependência financeira da mulher! Salário igual por trabalho igual! Por um plano nacional de pleno emprego!

 

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