Por uma Frente Unida contra a Precariedade

Posted on 19 de Junho de 2016 por

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Comunicado do Socialismo Revolucionário para a Manifestção contra a Precariedade de dia 16 de Junho 2016

A precariedade é-nos imposta e defendida pelos porta-vozes do Capital como o “novo normal” nas relações laborais e nas relações sociais em geral. Ela é reflexo de um sistema podre, que nada mais tem para oferecer à esmagadora maioria do que uma crescente miséria. Ele não nos serve.

Hoje saímos à rua não só para acabar com a precariedade nos portos portugueses, mas em todo o lado. Esta é uma luta de todos os trabalhadores e jovens. Devemos continuá-la juntos, baseando-nos no exemplo dos estivadores do porto de Lisboa, com quem tanto temos a aprender.

Hoje toda a esquerda, movimento sindical e movimentos sociais colocam, pelo menos formalmente, no topo das suas prioridades a luta contra a precariedade. No entanto, hoje, são raras as acções de rua, é rara a mobilização nos locais de trabalho e de estudo. Porquê?

Quando devíamos estar a usar a nova correlação de forças no parlamento para forçar um governo débil da burguesia a fazer concessões, estamos ao invés, atados a acordos recuados que nos limitam à política de austeridade e privatizações do PS, mesmo que numa versão light, que perpetuará a precariedade, até que a Direita tradicional volte a ganhar fôlego.

“Precariedade para ninguém!” devia ser o slogan de uma forte campanha unitária, uma frente de todos os trabalhadores e jovens. Um processo que tem de partir da base, de cada local de trabalho, de estudo e de habitação. Construindo uma mensagem clara e reivindicações fortes, tem de quebrar o isolamento. O parlamento não pode ser o cemitério das nossas lutas, onde cada uma das reivindicações chave são chumbadas sistemáticamente. O parlamento deve ser uma plataforma de mobilização e denúncia para as lutas fora dele, para as nossas lutas.

Hoje pode ser o início deste processo!

– Fim dos falsos recibos verdes e extinção de todas as Empresas de Trabalho Temporário. Defender a contração colectiva.
– Fim aos salários de miséria e ao trabalho gratuito. Fim dos estágios não remunerados. Salário Mínimo de 600€ já, na luta pelos 800€, pois quem trabalha não pode ser pobre.
– Pelas 35 horas em todo o sector público e privado! Por uma política de pleno emprego digno! Dividir o trabalho disponível por todos os aptos a trabalhar.

Se concordas com estas propostas, divulga-as, fala com os teus colegas e entra em contacto connosco. É hora de dizer basta à precariedade!