Sahara Ocidental: Moção de solidariedade com os prisioneiros políticos de Gdeim Izik em greve de fome

No passado dia 1 de Março os prisioneiros de Gdeim Izik iniciaram uma greve de fome indeterminada com o objectivo de denunciar a ilegalidade da sua detenção num âmbito mais alargado de luta por justiça e liberdade em todo o território saarauí. Ao todo falamos de 13 prisioneiros julgados num tribunal militar no dia 17 de fevereiro de 2013 e condenados a penas que vão de 20 anos a pena perpétua sob falsas acusações.

Convém relembrar os factos que envolvem estes julgamentos. No dia 9 de Outubro de 2010 teve ínicio uma onda de protestos pacíficos que durou um mês num acampamento localizado em Gdeim Izik próximo da capital ocupada de El-Aiún no Sahara Ocidental. Defronte de uma manifestação por condições dignas de vida num país que aguarda impacientemente pela sua autodeterminação, as autoridades marroquinas responderam com violência e detenções arbitrárias.

Neste sentido, esta acção visa pressionar as Nações Unidas para tomar uma posição relativamente a todos os prisioneiros políticos e a procurar uma resolução para a situação insustentável que vive a população da última colónia de facto em África. Desde 1976 que a Frente Polisário proclamou a República Árabe Saarauí Democrática e o seu povo luta activamente pela independência contra a ocupação do Reino de Marrocos. Este território que inclui a extensão de terra que equivale às partes ocupada e libertada é reconhecido pela União Africana e por dezenas de países espalhados pelo mundo. Desde 1991 que a MINURSO foi criada como missão responsável por assegurar a manutenção da paz e promover condições para a realização de um referendo para decidir os destinos do território mas sem sucesso. O Reino de Marrocos continua a desafiar a jurisprudência internacional, violando direitos humanos e dispondo a seu bel-prazer dos recursos naturais do Sahara Ocidental.

Perante o exposto, a organização Socialismo Revolucionário enquanto secção portuguesa do Comité para uma Internacional dos Trabalhadores:

1 – Manifesta a sua solidariedade com a luta de todos os prisioneiros políticos saarauís e exige a sua libertação imediata;

2 – Presta o seu apoio ao direito de autodeterminação do Sahara Ocidental e consequente fim da ocupação marroquina. A independência será fruto da luta do seu povo contra a opressão e a exploração da potência ocupante.

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