Fascismo, Xenofobia Não! Por uma resposta organizada à extrema-direita!

Posted on 21 de Setembro de 2015 por

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Ontem, após o Comício eleitoral da CDU, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, um grupo de fascistas atacou várias pessoas, expressando o seu ódio terrorista à democracia e aos trabalhadores.

Os neofascistas teriam participado numa marcha xenófoba «contra os refugiados» e, junto à Ginginha no Largo de São Domingos, encontraram em idosos o alvo para o seu ódio e métodos terroristas. Um militante do PCP e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, que tentou parar as agressões, foi barbaramente agredido e encontra-se no Hospital de São José com várias fracturas e um traumatismo craniano.

Um dos atacantes terá deixado cair a carteira, recolhida por uma testemunha, onde estava a sua identificação de Guarda Prisional. A testemunha entregou a carteira à PSP, que a devolveu ao atacante sem proceder a qualquer identificação. Este é mais um episódio do terrorismo neofascista que tem vindo a levantar a cabeça com o silêncio, e muitas vezes a cumplicidade, do Governo e das chamadas forças de segurança.

O fascismo emergente alimenta-se do desespero em que muitos desempregados e jovens se encontram por via da austeridade sem fim imposta pelas Troikas externa (UE, CE e FMI) e interna (PSD-CDS-PS). Ele é alimentado pelo sistema para dividir e atemorizar os trabalhadores e apenas estes, juntamente com a juventude, derrotando a austeridade e lutando por melhores condições de vida, trabalho e direitos para todos, podem ao mesmo tempo desmascarar o discurso falso e demagógico de “primeiro os portugueses” e do ódio claro quer aos imigrantes e refugiados, quer à democracia, especialmente aos trabalhadores e suas organizações.

O Socialismo Revolucionário, Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal, manifesta a sua solidariedade com o companheiro Vitorino e demais vitimas de agressão e suas famílias, com o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, o PCP e a CDU, relembrando que a história do fascismo e do movimento operário mostra que os trabalhadores não podem depender dos chamados órgãos de poder para pôr cobro à violência fascista.

Só a aAnifa1cção de massas disciplinada e organizada dos trabalhadores e juventude e suas organizações, nomeadamente os Sindicatos, pode cortar a crescente violência verbal e física dos fascistas e romper com as políticas capitalistas que impõem austeridade para milhões em benefício dos milionários.