Os capitalistas estrangulam a Grécia

Posted on 19 de Julho de 2015 por

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merkelNoTsipras

15/07/2015

Não à ditadura dos bancos e grandes corporações – Por uma Europa socialista!

Georg Kümmel, Cologne, Sozialistische Alternative (CIT na Alemanha)

Como se o relógio na Europa andasse para trás 100 anos, a Grécia está a ser levada ao estado de país colonial. Uma ditadura política e económica está a ser imposta à Grécia – a ditadura dos bancos e das grandes corporações.

No topo desta ditadura, vemos Merkel e Schäuble como representantes do capital alemão. A Grécia vai ser pilhada e as corporações estrangeiras vão beneficiar da privatização quase total dos bens públicos. Como nos tempos coloniais, os trabalhadores e os pobres da Grécia estão condenados a viver sob os pés dos governantes coloniais e, acima de tudo, estão a ser humilhados. O capitalismo do século XXI está a mostrar a sua verdadeira face. É a mesma careta feia de há 100 anos; impiedosa, gananciosa, insaciável.

Tsipras e a liderança do Syriza pensaram que podia haver um compromisso com a Troika. Um erro fatal. Não tinham um plano B, não desenvolveram nenhuma alternativa. O resultado é uma capitulação profundamente dolorosa. A maioria do povo grego disse ‘Não’ no referendo, i.e. ‘Não’ à chantagem, ‘Não’ a mais cortes. Disseram ‘Não’ apesar de uma campanha de medo sem precedentes dos partidos do sistema e da comunicação social na Europa, apesar do encerramento de bancos e do caos que os armadores gregos e as classes dominantes europeias ameaçaram e iniciaram.

Necessária alternativa

Sob a liderança do Syriza e de Tsipras, a Grécia passou de ter um retumbante ‘Não’, que inspirava novas esperanças, a uma terrível derrota. A Troika teve facilidade em chantageá-los porque eles não vêem nenhuma alternativa à Europa e dos bancos e grandes grupos económicos.

Temos de retirar as lições deste terrível engano, enquanto as lutas do povo grego por trabalho, alimentação e medicação continuam. Na Alemanha, todos os que não aceitam a ditadura da austeridade têm agora uma responsabilidade acrescida. São os bancos e corporações alemãs e o governo alemão que estão a usar o chicote da austeridade com mais força. Tem de ser construída a resistência às políticas desumanas do governo alemão. Contudo, isto tem de ser ligado a um claro e irreconciliável ‘Não’ à ditadura dos bancos e grandes corporações. É mais que tempo de promover uma alternativa ao capitalismo – a alternativa de uma Europa democrática e socialista.