Saudação à Greve Geral da Administração Pública

O Socialismo Revolucionário – Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal, saúda a Greve Geral dos Trabalhadores da Administração Pública, convocada pela generalidade dos Sindicatos do Sector. Os Trabalhadores da Administração Pública Central, Regional e Local são, desde há muito tempo, vítimas de uma campanha ideológica intensa – «os privilegiados» – e alvos de uma política brutal de cortes salariais – através das sobretaxas de IRS, eliminação de subsídios, redução do montante das horas extraordinárias e imposição de bancos de horas, desmantelamento de serviços e da «mobi-lidade»/«requalificação» (eufemismos para despedimentos).

A destruição de carreiras e os congelamentos salariais levaram a que os trabalhadores da Administração Pública vejam os seus rendimentos serem brutalmente reduzidos. São contudo estes trabalhadores que, com sentido de dedicação e responsabilidade, mantêm serviços públicos, na Saúde, na Educação, na Segurança Social, nos Ministérios, Câmaras e Juntas, e os serviços às populações que ainda não foram espoliadas e atiradas à sanha do lucro privado e às negociatas com a Igreja Católica e suas instituições, como é o caso das funções de Segurança Social.

A perspectiva que se tem para os próximos tempos é ainda do acentuar das medidas de austeridade, desmantelamento de serviços públicos não lucrativos e «externalização» dos restantes. Nas políticas de «emprego» já existem 30.000 «novos escravos» na Administração Pública, onde os desempregados, através dos CEIs, são obrigados a aceitar todo o tipo de trabalho, independentemente das suas qualificações, pelo valor do subsídio de desemprego mais um complemento para transportes e alimentação, mas sem nenhum contrato, apesar de desempenharem funções permanentes, necessárias e submetidos a hierarquia.

Pensamos que é necessária a luta unida e a convergência das lutas entre trabalhadores da Administração e Utentes dos Serviços Públicos e suas organizações para travar estas políticas desastrosas e contrárias aos interesses dos trabalhadores, pensionistas e juventude.

Da mesma forma, cremos que é fundamental a convergência de lutas e a sua articulação com os trabalhadores dos Transportes – cuja privatização do sector irá acelerar o autêntico pesadelo em que vivem as famílias trabalhadoras.

Na nossa opinião, há que recuperar o espírito que existia antes da malograda «Manifestação da Ponte em Autocarro». É necessário que a CGTP e os sindicatos combativos apresentem um plano de acção mobilizador para uma Greve Geral com a exigência da demissão do governo, eleições antecipadas e imediata suspensão do massacre social, a ser debatida em plenários nos locais de trabalho, mas também nos bairros, localidades, escolas secundárias e Universidades de forma a envolver todos os sectores sociais na sua preparação e concretização.

Defendemos que um movimento de massas que se baseia no debate democrático e amplo, a partir das bases, pode criar as condições para uma Plataforma de Acção Comum e a construção de um Programa de Governo dos Trabalhadores, que envolva os partidos parlamentares e não parlamentares anti-austeridade, a CGTP-IN e Sindicatos combativos, e os movimentos sociais.

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