Solidariedade e apoio à greve geral dos trabalhadores da TAP

Posted on 12 de Dezembro de 2014 por

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Declaração do Socialismo Revolucionário – CIT em Portugal

Começou o ataque do governo e patrões contra a greve da TAP. Em todos os jornais do regime se publicaram hoje notícias sobre as “terríveis consequências” para o país desta luta, acusando os trabalhadores da TAP de egoísmo, um pouco como já tinha sido feito com os Estivadores. É assim sempre que os trabalhadores decidem enfrentar o massacre da Troika e do governo de forma decisiva!

A estratégia do governo, com uma proposta de grupo de trabalho, não tem como objectivo um verdadeiro diálogo sobre as preocupações dos trabalhadores. Ela é apenas uma manobra para impedir que a greve ocorra numa época tão importante. Não se pode ceder!

O Socialismo Revolucionário apoia a luta dos trabalhadores da TAP, que nada tem de egoísta. Não só é uma defesa legítima dos seus direitos e condições de vida como é a única defesa consequente da TAP como serviço público essencial para a economia e o povo trabalhador, que, tal como com a privatização da Galp, da PT, da EDP e tantas outras empresas estratégicas, sairá a perder se houver uma privatização da TAP. Se houver privatização, milhares de trabalhadores serão despedidos, dificultando ainda mais a sustentabilidade da Segurança Social. No final, todos acabaríamos a pagar mais por um serviço pior!

Então, quem são os egoístas? Dizemos claramente: quem age por interesse próprio é o governo e a Troika, que defendem os interesses daqueles que querem lucrar milhões com a privatização da TAP. Os prejuízos e incómodos causados pela greve em nada se podem comparar com as consequências de uma privatização. Já aprendemos essa lição.

Para que esta luta seja decidida no interesse da maioria, do povo trabalhador, ela precisa de um plano de acção contínuo e tem de contar com a solidariedade activa de todo o movimento sindical, social e partidos de esquerda. Esse plano deve ser organizado democraticamente através de assembleias e comités abertos à participação dos utentes. Só assim poderemos travar este saque.

E à acusação de que a empresa está à beira da falência, os trabalhadores devem exigir a abertura das contas, através dos comités de trabalhadores, garantir que a gestão da TAP é feita no interesses dos trabalhadores e utentes e não em benefício de administrações milionárias. A TAP, como empresa estratégica para o país, deve ser pública e gerida democraticamente.

Não cedemos à chantagem do governo!

Defendemos:

Fim dos cortes! Não à privatização!

A abertura das contas da TAP. Queremos saber para onde foi o dinheiro!

Um plano de luta de todos os trabalhadores para travar a privatização!

Um serviço público de transporte aéreo de qualidade e gerido democraticamente!

Toda a solidariedade com a luta dos trabalhadores da TAP!