CONTRA A PRIVATIZAÇÃO – TRABALHADORES PARAM A VALORSUL!

Posted on 17 de Março de 2014 por

0


greve_valor_sul_site

O Socialismo Revolucionário solidariza-se com a luta dos trabalhadores da ValorSul, contra a privatização desta central de tratamento de resíduos sólidos. O sector de tratamento de resíduos está na mira do Capital porque toda gente faz, necessariamente, lixo, logo quem tiver o sector tem uma renda garantida. E para ajudar a «festa» o Governo acaba de alterar as regras de fixação das taxas de resíduos sólidos, até agora municipais, dando total liberdade aos futuros donos do sector de as definirem  e fazerem as famílias trabalhadoras pagarem o grosso do que deveria continuar um serviço público essencial. 
É mais um passo no roubo organizado de bens e recursos públicos que o Capital tem vindo a impor com a total cooperação do seu governo e das instituições internacionais do Capital que tutelam a nossa actividade governativa – FMI, BE e UE. Reproduzimos o texto da União de Sindicatos de Lisboa bem como o Comunicado dos Trabalhadores da ValorSul à População

Os trabalhadores da Valorsul inciaram ontem uma greve de 4 dias, uma luta contra a privatização, contra os cortes e o congelamento dos salários, pela reposição dos descansos compensatórios e pelo cumprimento do Acordo de Empresa. A greve começou com uma adesão total dos trabalhadores e junto à central de São João da Talha, realizou-se uma concentração que contou com a presença de Arménio Carlos, Secretário-Geral da CGTP-IN. Esta jornada de luta foi decidida no dia 27 de Fevereiro, em plenário, por unanimidade, para o período de 17 a 20 de Março. A privatização da Valorsul é um negócio ruinoso para a economia e para o País, avisa a Comissão Sindical do SITE CSRA naquela empresa do Grupo EGF, a sub-holding das Águas de Portugal para o sector dos resíduos sólidos urbanos. «Não há qualquer razão de interesse público que justifique esta opção», refere a Comissão Sindical, num comunicado aos trabalhadores e à população, afirmando que a única intenção é entregar à iniciativa privada importantes activos do Estado, que são fontes líquidas de receita. Quem perde, com este negócio ruinoso, são os trabalhadores e as populações. Os trabalhadores, porque os seus postos de trabalho e os seus direitos poderão estar em causa. As populações, porque passariam a ter este serviço prestado por uma empresa gerida pelo sector privado, que visa atingir o lucro fácil, através do aumento das taxas suportadas pelos munícipes.