A receita do capitalismo para “sair da crise”

Volvidos quatro anos após a crise do subprime (crise da dívida privada) os media diariamente nos relembram sobre a inevitabilidade da austeridade, e tudo o que ela acarreta: despedimentos, perda da qualidade de vida, aumento dos conflitos sociais, perdas de direitos, etc.

Perdas de direitos a nível mundial, o mais recente acordo entre o Governo, o patronato e a UGT demonstra que os ataques contra os trabalhadores não irão cessar, uma vez que através da miséria da classe trabalhadora, a burguesia capitalista encontra um alívio para a crise, ao mesmo tempo que os capitalistas mais poderosos conseguem maximizar seus lucros.

A tendência é global, e na proporção na qual se cortam nos direitos laborais e sociais, aumenta-se a legislação e medidas repressivas, direitos políticos e civis são cada vez mais constrangidos na preparação para a tensão social que naturalmente irá crescer. Para além dos 10 milhões de euros no final do ano passado, mais 7 milhões serão investidos na PSP e GNR no início deste ano.

Na Hungria, o partido Fidesz, actual Governo de extrema-direita já alterou a Constituição do país, que suprime a menção “República”(isto é, res publica, algo que é de todos), a retórica nacionalista-cristã conquistou dois terços dos votos para o Parlamento nacional.

Nos EUA a nova legislação chamada de “National Defense Autorization Act”, assinada na noite de 31 de Dezembro de 2011 pelo Nobel da paz, Presidente Obama, nada mais é do que uma extensão natural do “Patriotic Act” assinado por George W. Bush após o 11 de Setembro. A nova lei permite que qualquer pessoa nacional ou estrangeira, possa vir a ser detida por forças militares, isto, por tempo indeterminado sem sequer haver um julgamento em curso. Para os legisladores americanos, esta lei é aplicável não apenas em solo norte-americano, mas em todo o mundo, uma vez que aos olhos do establishment norte-americano, a nova lei designa “the world as the battlefield, including the homeland” (ou seja, todo o mundo enquanto campo de batalha, inclusive o território nacional).

Para nós do Socialismo Revolucionário, é urgente a organização e resistência não só contra a austeridade e suas medidas draconianas que apenas perpetuam o círculo vicioso que é o capitalismo. Mas é igualmente importante a luta pela defesa dos direitos básicos, como liberdade de expressão e direito à informação que se encontram cada vez mais sob ameaça.

A guerra entre classes existe, a classe burguesa-capitalista está consciente disto. Os trabalhadores, estudantes, reformados e todos aqueles que não se vêem neste círculo vicioso de exploração, que é o capitalismo, devem se unir, a união da esquerda em Portugal e no mundo, não é apenas uma questão de táctica, mas antes uma necessidade natural no caminho para o Socialismo.

Mauro K.

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