O Aviso dos Sapadores Bombeiros de Lisboa

Sapadores Bomberios unidos - foto STML

No passado dia 23, centenas de bombeiros do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, não só efectivos mas como também estagiários saíram à rua, mais precisamente diante do edifício da Câmara de Lisboa, onde deram voz à sua actual situação que já com tantos problemas, ameaça deteriorar-se ainda mais. A medida do executivo camarário, que consiste em aumentar o número de turnos (dos actuais quatro, para então cinco) e ao mesmo tempo reduzir o número de horas em cada turno, tudo isto, com o mesmo número de pessoal, é obviamente insustentável.
Os prejuízos com tal tipo de medida atingem não só os bombeiros, uma vez que afecta não só a segurança dos próprios bombeiros, mas também das pessoas e bens que visam proteger. O mais importante é termos consciência que não é realizável tal tipo de alteração nos turnos, um vez que haverá uma clara falta de pessoal e haverá o sério risco de viaturas ficarem paradas em caso de perigo por falta de pessoal exigido.Segundo o Presidente do Sindicato dos Sapadores Bombeiros, Delfino Serras,  esta nova medida vem juntar-se a um conjunto de medidas lesivas tomadas pelo Governo, como por exemplo o corte do subsídio de natal em 50%, e pelo executivo camarário, como o despedimento recente de 9 Tratadadores Apanhadores de Animais e de cerca de 40 Auxiliares de Acção Educativa.

Antio Pascoal intervindo - foto STML

António Pascoal, Coordenador do Departamento de Bombeiros do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, salienta que o executivo não oferece propostas alternativas, contudo os problemas não são recentes, uma vez que lembra-nos que o último investimento significativo feito nos bombeiros, foi após o incêndio de 1988, deixando a questão se teremos que esperar outra catástrofe para que haja algum investimento no serviço dos bombeiros a nível humano e material?
Após o Plenário ter aprovado uma Moção os Sapadores Bombeiros atravessaram a Baixa lisboeta em Manifestação até ao Gabinete do Presidente da Câmara, no Intendente. Pelo caminho foi patente a compreensão e apoio dos transeuntes
A recente ideologia de “austeridade” que foi adoptada pelos governos em todo mundo, tendo em vista  a degradação do serviço público, como fim último a privatização e acumulação de capital e de influência, deve ser combatida agora, a abertura para novas manifestações e possibilidade de greves está em aberto não só entre os dirigentes, mas também entre todos os que lá trabalham. Para tal é necessário o apoio e solidariedade entre os diversos sectores da população, se não combatermos o  “fogo posto” pela classe burguesa contra os nossos direitos e condições de vida, no fim só nos restarão as cinzas do que poderia ter sido o nosso futuro.
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