Semeiam miséria, colherão Resistência

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, alertou este domingo para, em Portugal, não se confundir o direito à manifestação e à greve com “aqueles que pensam que podem incendiar as ruas” e trazer “o tumulto” para o país.

in Correio da Manhã

sobre as provocações de Passos Coelho

O Colectivo Socialismo Revolucionário – Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal, denuncia a campanha de intimidação desencadeada pelas afirmações do Primeiro Ministro Passos Coelho sobre eventuais tumultos.
Muito melhor faria o Primeiro Ministro em inverter a política de saque sistemático da riqueza pública a mando e a favor de interesses privados, sejam eles nacionais ou estrangeiros.

Ao aplicar com esmero a politica imposta pela Troika, Passos Coelho e o seu governo, com a discreta benção do Presidente da República e a incómoda “oposição” da direcção do P”S”, ao massacrar o povo trabalhador, ao acelerar o processo de recessão económica e desemprego, o Governo de Passos Coelho está a alimentar uma profunda revolta popular que se apressa tentar intimidar.

Temos uma novidade para o Primeiro Ministro:

Estamos Indignados! Não nos intimidamos!

O Socialismo Revolucionário saúda desde já os sindicatos, as organizações políticas e sociais que repudiaram esta tentativa de intimidação contra os mais que justos protestos que as populações, os trabalhadores e os jovens estão já a organizar e que irão crescer à medida que for vencida a hesitação que a brutalidade das medidas tomadas e anunciadas provocou entre largas camadas da população.

Apoiamos todas as iniciativas das populações, dos trabalhadores, da juventude que criem Resistência, organizada, pacífica e de massas à politica de saque e espoliação do povo trabalhador, consubstanciada no “memorando” da Troika e no Programa do Governo:

As lutas laborais, como a dos trabalhadores da TNC, ou dos Estaleiros Navais de Viana de Castelo, que se estão a desenvolver e as já acções anunciadas, como no próximo dia 10 de Setembro com os Professores Desempregados, no dia 17 de Setembro a dos Artistas e Públicos Indignados, no dia 1 de Outubro as Manifestações da CGTP, no dia 15 de Outubro a Manifestação convocada por várias organizações sociais, bem como os protestos dos utentes dos transportes, da Saúde, etc.

O Socialismo Revolucionário convida à formação de Colectivos de Resistência contra a Austeridade que, nos locais de trabalho, nos bairros, nas escolas e faculdades, animem e apoiem os protestos e promovam a solidariedade para com as vitimas dos ataques do governo e todas as lutas que se estão a desenrolar.

Lisboa, 6 de Setembro de 2011


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