Não à liberalização dos despedimentos!

Folheto distribuído pelo SR na Manifestação de 12 de Agosto, em Lisboa

A nova lei do governo que permite aos patrões contratar e despedir como e quando quiserem é
novamente um monstruoso ataque aos nossos direitos!

Para uma acção conjunta da CGTP-IN e da UGT, contra os ataques capitalistas aos direitos dos trabalhadores e aos padrões de vida!

Noutros países, as tentativas dos governos de reduzir os direitos dos trabalhadores em termos de liberalização dos despedimentos, conduziram a grandes protestos e greves. Em 1998, protestos contra essa liberalização forçaram o governo alemão a demitir-se. Em Itália alguns anos depois, duas greves gerais foram as respostas dos trabalhadores para defender a seus direitos laborais.

Em França enormes protestos juvenis exprimiram a raiva contra a lei ”CPE” que aumentou o período de experiência de trabalhadores com menos de 26 para 2 anos.

Hoje assistimos não só apenas a uma tentativa dos governantes de atacarem as nossas condições de trabalho e de vida mas somos atropelados por um catálogo completo de cortes e ataques para que o governo possa servir a Troika.

Podemos ver que os seus argumentos, de que os cortes irão ajudar Portugal a sair da crise não são mais que contos de fadas. Os únicos portugueses que serão ajudados serão os banqueiros portugueses e os grandes empregadores, que utilizam a pressão da Troika para conduzirem a desigual redistribuição da riqueza o mais longe possível.

Ao mesmo tempo vemos todos os dias nos media, que não importa quais políticas neo-liberais os governos implementem por todo o mundo, não conseguem parar o comportamento anárquico e predatorio dos mercados.

Os mercados bolsistas tremem ao verem a França e os EUA ameaçados pela possibilidade das agências de rating desclassificarem a notacao AAA sobre a economia destes paises.

Nestes tempos torna-se mais claro do que nos 20 últimos anos que o capitalismo é incapaz de ir ao encontro das necessidades de quem trabalha e está apenas a saltar de uma crise para outra, resolvendo as falhas do mercado à custa das nossas condições de vida.

Tornou-se óbvio que o livre mercado destrói as nossas vidas e como tal, impoe se a construcao de uma alternativa.. Após o colapso do sistema estalinista os dirigentes mundiais riram-se de todos aqueles que procuravam por uma alternativa ao capitalismo e anunciaram o Fim da História.

Agora o seu sorriso congelou quando vêem os mercados bolsistas tremerem apenas 3 anos depois da crise de 2008.

Cabe-nos a nós trazer ideias alternativas para cima da mesa e lutar por uma sociedade verdadeiramente democrática e social, uma uniao dos partidos de esquerda, que se distancie da pseudo esquerda do PS publicizada pela grande media, que vá de encontro às nossas necessidades e não daqueles que procuram lucros gananciosos.

Torna-te activo! Contacta-nos para mais informações e discussões.

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