Não ao governo da troika!

Por uma Greve Geral já!

Gonçalo Romeiro, CIT

Mais milhão, menos millhão esta é a ajuda do FMI

Mais uma vez assistimos à acção consertada da ditadura dos mercados com os governos e partidos capitalistas, seus fantoches! Um acordo de 78 mil milhões de Euros, com uma taxa de juro ainda desconhecida, mas que tal como na Grécia e na Irlanda, será superior a 5%. Isto significa, que tendo em conta um salário médio de 700€, em 3 anos vai ser retirado a cada português um ANO de rendimentos!

Ao mesmo tempo que entrega 12 mil milhões de Euros à banca (4 vezes o valor gasto com o BPN), se compromete ainda a garantir o incumprimento da banca à nossa custa, e a garantir os títulos bancários no valor de 35 mil milhões de Euros.

Esta é a “ajuda” de nos querem oferecer, enquanto nos fazem sofrer a austeridade prevista no PEC IV só neste ano, pois mais PEC’s virão!

E tudo isto pisando em qualquer noção de democracia possível, negociado por um Governo de gestão, sem legitimidade democrática, e apoiado tão hipocritamente por PDS e CDS que chumbaram o PEC IV de Sócrates devido a pressões populares e por oportunismo político, mas que agora apoiam a uma só voz o mesmo PEC IV da Troika, pois desta vez as suas “mãos” ajudaram a preparar a “massa”.

As consequências deste acordo são óbvias, tal como na Grécia e na Irlanda, vai trazer mais recessão económica, e uma economia que não cresce não é sustentável, vai trazer mais desemprego fruto dessa mesma recessão, mas também fruto da maior facilidade em despedir prevista no novo código laboral, o mesmo já foi feito em Espanha com resultados dramáticos, em menos de um ano após a “liberalização laboral” mais 1 milhão de trabalhadores ficou no desemprego.

Reformas e salários serão congelados ou reduzidos, bens essenciais vão ver o seu IVA aumentar, um vasto programa de privatizações que inclui as Golden Shares do Estado vai ser posto em curso, retirando mais fontes de receita pública e colocando-as em mãos privadas.

Esta é essencialmente a receita da Troika, do PS/PSD e CDS para Portugal.

Organizar a resistência

Para combate-la é necessário, mais do que nunca, a formação de uma Frente Unida de toda a esquerda, parlamentar e não parlamentar, que elabore um programa de governo verdadeiramente socialista, que diga Não ao FMI, nacionalize a banca e os sectores chave da economia, que recuse o pagamento desta dívida criado por especuladores criminosos e que use a riqueza existente para uma política de emprego, que relance a produção nacional em moldes ecológicos, que defenda os direitos dos mais desprotegidos, tudo isto baseado no controlo democrático, a todos os níveis (Estado, autarquias, empresas, escolas etc) dos trabalhadores e dos jovens portugueses. E esse programa tem de ser apoiado por um programa de luta consistente, que utilize uma Greve Geral como ponto de partida para uma luta que só pode parar com a derrota destas políticas capitalistas.

Nós não queremos reformar o capitalismo, para lhe dar uma cara mais bonita. Isso já foi tentado no passado e falhou, como se vê agora, pois o problema é do sistema capitalista em si mesmo, que não se baseia nas necessidades da população mundial, mas sim na melhor forma de explorar os recursos existentes para o lucro de um grupo restrito de pessoas à custa de milhões. Queremos romper com este sistema, e transformar a sociedade para um modelo que ponha as pessoas à frente do lucro e não o contrário! Lutamos pelo Socialismo!

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