Não à ingerência do FMI e da União Europeia!

Não pagaremos a vossa dívida!

Por uma Greve Geral de 24 horas como parte de um programa de resistência à austeridade sem fim.

Por uma política para milhões e não para os milionários

Socialismo Revolucionário apela aos partidos da Esquerda parlamentar e extraparlamentar, às organizações de trabalhadores e juventude que sem demora mobilizem amplamente para rejeitarmos a brutal austeridade sobre o trabalhadores jovens e pobres em Portugal que nos vai ser imposta por via do pedido de “ajuda económica” feito no dia 7 pelo governo.

É em tempos de crise que as coisas se tornam mais claras

Sob um forte ataque especulativo internacional, o Estado português foi colocado à beira da bancarrota pelas mesmas agências de notação financeira que classificavam o Banco Salomon & Lehman AAA, em 2008, na véspera deste banco falir a abrir a crise capitalista que hoje vivemos.

São os bancos nacionais – e que nos últimos anos lucraram 3.828 milhões de euros que fazem um autêntico ultimato ao Governo – mostrando claramente quem manda no país – depois de terem recebido milhares de milhões em avais do Estado, e continuarem nas suas actividades especuladoras, são fragilizados por tubarões maiores e exigem agora a intervenção externa para se safarem.

A “ajuda económica” anunciada é, pois, apenas para safar os bancos e os grandes grupos económicos e vai ser feita à custa do desemprego, de mais e maiores cortes salariais da acelerada destruição de serviços públicos, de cortes sociais devastadores para as famílias trabalhadoras, numa palavra, à custa da miséria de milhões, como todos os comentadores confirmam. 

Recordamos que na Grécia e na Irlanda, a intervenção do FMI e da UE não resolveu nenhum dos problemas dos trabalhadores e jovens, ainda agravaram-nos mais! Em suma, a “ajuda económica” será austeridade sem fim para milhões pois visa só e apenas pagar aos bancos e especuladores as suas rendas intocáveis!

Crise Política

A hipocrisia dos partidos capitalistas é sem medida. O PSD, que rejeitou o PEC IV “porque os portugueses não podem ser mais sacrificados” e agora anuncia que quer aumentar o IVA e que “esta ajuda é apenas intercalar e o novo governo vai negociar um ajuda que devolva a confiança aos mercados” (Passos Coelho, TVs, 6 de Abril). O PP tenta cavalgar no populismo dos ataques aos mais pobres e excluídos sob a capa da “moralização”, mesmo quando o seu chefe é o homem dos contratos ruinosos dos submarinos, sem nenhuma moralidade para exigir transparência.

Uma coisa é certa: Passos Coelho tem o cuidado de pedir para não procurarmos culpados. Porque sabe muito bem que se forem expostos os verdadeiros culpados, iremos encontra-los todos nas fileiras do PP, do PSD e do PS de Sócrates, com os amigos do Presidente à mistura.

O PS de Sócrates faz-se de vítima e lembra-se agora que “é de esquerda” apesar de ter consistentemente levado a cabo os PEC 1, 2 e 3, e o Orçamento de Estado com benesses para o Capital e ataques contra as famílias trabalhadoras.

Como temem a inevitável resposta dos trabalhadores e jovens, os porta-vozes da classe dominante querem um futuro governo de maioria, admitindo mesmo um governo de grande coligação PP-PSD-PS.

É num quadro de profunda ameaça ao futuro dos trabalhadores e de suas famílias que se irão realizar as próximas eleições.

Contra a Inevitabilidade da Austeridade Sem Fim

Esta campanha eleitoral será dividida em dois campos: o campo da “inevitabilidade” da “ajuda externa do FMI e da UE”, dos cortes salariais e sociais em nome do “interesse de Portugal” – onde se alinham Cavaco Silva, o PP, o PSD e a direcção do PS, e o campo da luta por um Portugal onde as pessoas estejam primeiro que o pagamento da “divida” aos bancos e especuladores, onde o BE e o PCP, mas também muitos milhares de trabalhadores socialistas que não se revêem no “socialismo patronal” de Sócrates e Cia.

O PS tem de ser responsabilizado pelas políticas anti-sociais e laborais do seu governo. O PSD E o PP apresentam mais do mesmo e a ritmo possivelmente mais brutal. Apenas um forte movimento reivindicativo e de resistência poderá impulsionar uma deslocação à esquerda no campo parlamentar que sirva como base para levar a cabo a luta contra a crise e o relançamento económico de acordo com os interesses dos trabalhadores do jovens e dos pobres.

Por uma Alternativa de Esquerda

O Socialismo Revolucionário – como há tempos vem consistentemente defendendo – advoga a construção de um programa de alternativa dos trabalhadores no qual o PCP, o BE, a CGTP e outros partidos, colectivos e movimentos de trabalhadores e juventude e movimentos sociais devem ser envolvidos por forma a fazer frente ao discursos da “inevitabilidade da austeridade sem fim” que os partidos da direita e o PS de Sócrates têm para nos dar.

É nesse sentido que saudamos o início de um processo de diálogo e convergência entre organizações de esquerda. Estamos certos que nesta campanha eleitoral o debate, esclarecimento e mobilização irá contribuir para o reforço da Esquerda no Parlamento e a dinamização da resistência e luta nas empresas escolas e comunidades.

Mas consideramos ser um erro absoluto considerar que, face à queda do governo e ao facto de termos um governo de gestão, seria altura para nos concentramos na disputa eleitoral e que manter as mobilizações e greves, que seria altura para nos concentramos na disputa eleitoral poderá assustar sectores de trabalhadores.

Consideramos exactamente o contrário: a resposta à estratégia do “voto útil face ao perigo da Direita e do FMI” que a Sócrates já encetou, só pode ser contrariada com uma presença constante e crescente das lutas e da resistência nas ruas.

Saudamos a Greve Nacional dos Trabalhadores da Administração Pública anunciada para 6 de Maio, bem como o movimento grevista no sector empresarial de estado contra o roubo dos salários e as ameaças de privatizações. Defendemos, também no campo sindical, a convergência das lutas sectoriais defendendo uma nova Greve Geral de 24 horas contra a intervenção do FMI e da UE.

Certamente, em Portugal, seja qual for o próximo governo, é necessário organizar um amplo e forte movimento contra a austeridade sem fim, recusando o pagamento da divida do Capital e mobilizando a riqueza produzida pelos trabalhadores para relançar uma economia não para o lucro privado mas para a resposta ás necessidades de milhões de trabalhadores e juventude.

O Capitalismo não tem resposta para a solução da crise do seu próprio sistema que não sejam cortes salariais e sociais, o aumento do desemprego e da miséria. Está na hora de recolocar a perspectiva da Democracia Socialista na agenda política dos trabalhadores e juventude como uma alternativa viável e necessária à austeridade sem fim que nos querem impor.

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