O IMPÉRIO CONTRA-ATACA!

O Colectivo Socialismo Revolucionário participou, na passada 4ª feira, na Concentração contra a Intervenção Imperialista na Líbia junto à Embaixada dos EUA em Lisboa, promovido pelo conselho Português para a Paz e Cooperação, a CGTP, o Colectivo Mumia Abu Jamal, o Comité Palestina Livre, Tribunal do Iraque, entre outros. Nesse acto distribuímos a declaração que se segue

CONTRA A INTERVENÇÃO MILITAR NA REVOLUÇÃO LÍBIA

A intervenção do eixo atlântico (EUA, Reino Unido, França, etc.) com o apoio das elites da região e das ditaduras que compõem a Liga Árabe não têm qualquer motivação humanitária ou tão pouco a criação de uma base democrática popular.

A onda revolucionária iniciada na Tunísia com a respectiva queda de Ben Ali, e no Egipto com Mubarak, onde apesar do apoio da “comunidade internacional” os antigos ditadores viram-se forçados a abandonar o poder em face do crescente movimento popular de contestação nestes países por parte dos trabalhadores e oprimidos.

Agora, com o alastrar da revolução à diversos países da região como Iémen, Bahrein e Omã, podemos observar o silêncio destas mesmas potências imperialistas, onde o seu critério de “democracia” não se adapta aos seus próprios interesses económicos, e que calam-se em face da violenta repressão por parte destas ditaduras contra suas populações.

A verdadeira intenção desta nova guerra é reprimir o espontâneo processo revolucionário e ao mesmo fortalecer a presença militar na região de forma a garantir a estabilidade política e a consequente exploração neo-colonialista dos seus recursos naturais.

Dito isto, acreditamos que os verdadeiros comunistas e socialistas devem ser totalmente contra esta intervenção, que não oferece qualquer verdadeira solução para os problemas económicos e políticos do povo líbio. Pelo contrário, a intervenção estrangeira poderá fortalecer o regime de Kadafi que utilizará a retórica da invasão para simular uma luta contra o imperialismo.

O movimento revolucionário anti-capitalista e anti-imperialista é a única resposta!

A origem dos movimentos revolucionários da região tem como base as profundas contradições económicas nestes países, como o aumento do preço dos alimentos e dos combustíveis, bem como o enorme nível de desemprego, consequência de décadas de ditaduras e suas politicas neo-colonialistas.

Não há respostas para estas contradições dentro da lógica de sistema capitalista!

Nós, do Comité por uma Internacional de Trabalhadores, Socialismo Revolucionário em Portugal apoiamos a construção de um movimento popular de trabalhadores, que possua um controlo efectivo e democrático dos recursos naturais e sectores-chave da economia, que desta forma garanta uma vida digna e saudável para todos.

Para tal, é necessária uma cooperação profunda entre os movimentos revolucionários do Norte de África e Médio Oriente, com o objectivo final a formação de uma Federação de Estados Socialistas Democráticos que tenham por base uma união livre e voluntária.

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