Organizar a Resistência e Luta contra a Austeridade Capitalista

Governo e Patronato
continuam a guerra aberta contra quem trabalha

Na linha dos anteriores PECs, o Governo, correspondendo às exigências dos especuladores, da banca e das instâncias capitalistas internacionais, acaba de desencadear mais um brutal ataque às famílias trabalhadoras e ao pobres.

O corte salarial de 5% aos trabalhadores da Administração Pública com salários brutos superiores a 1.500€ pode parecer “justiça social” a muitos trabalhadores, já que o salário médio em Portugal é de 700€ e existem centenas de milhares com salários que rondam 500€.

Puro engano! A grande fatia do bolo que o Estado vai arrecadar – e depois transferir para a banca como forma de “pagamento da divida  pública” – será nos ataques aos reformados, no aumento do IVA, nos aumentos de contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social, da supressão do abono de família, no corte de deduções fiscais às famílias trabalhadoras, etc.

Isto é, falando claro, uma forte machadada nos rendimentos das famílias trabalhadoras, dos reformados, dos imigrantes, dos jovens, um roubo a quem trabalha organizado pelo Governo para beneficio do grande capital.

Por uma Greve Geral

Combativa e Participada

O Socialismo Revolucionário – Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal, saúda a decisão do Conselho Nacional da CGTP de apelar às trabalhadoras e trabalhadores para se pronunciarem sobre a Convocação de uma Greve Geral para ia 24 e Novembro, Greve essa pela qual os militantes do Socialismo Revolucionário no movimento sindical e social, juntamente com muitos outros activistas, têm vindo a defender como essencial para construir uma resistência eficaz aos ataques do patronato e do seu governo.

O desafio lançado aos outros sindicato para unirem esforço nesta mobilização já deu frutos com a decisão a Frente Sindical da Administração Pública da UGT a aderir à Greve Geral, antes mesmo da reunião entre entre as direcção da CGTP e UGT. Tudo indica que a pressão dos trabalhadores irá resultar numa Greve Geral convocada pela esmagadora maioria dos sindicatos portugueses.

Esta Greve Geral será seguramente um passo fundamental para organizar um amplo movimento de resistência aos ataques do patronato e do seu governo e um ponto importante para a construção de uma alternativa dos trabalhadores à austeridade e ao próprio modelo capitalista que é incapaz de resolver um problema que seja da nossa sociedade.

Na construção desta Greve importa reforçar a necessidade da dinamização e reforço da acção colectiva, democrática e participada nos sindicatos.

Esta Greve Geral deverá ser construída com a ampla mobilização e participação activa dos trabalhadores, dos reformados, dos imigrantes, com amplas reuniões nos locais de trabalho, concentrações e comícios nos bairros.

Neste processo é necessário encorajar e apoiar a luta e organização dos sectores mais vulneráveis dos trabalhadores, nomeadamente os precários, desempregados e imigrantes.

Os Sindicatos e organizações de trabalhadores devem apelar directamente à participação dos estudantes e da juventude em geral, filhos de trabalhadores, para erguerem as suas reivindicações e apoiarem a luta dos trabalhadores.

Nesta mobilização social contra a austeridade e injustiça social é importante envolver as organizações de moradores, de utentes e outras organizações populares, dando expressão à indignação e revolta que cresce contra os PECs e a politica governamental e capitalista.

Por uma Alternativa Socialista

dos trabalhadores

Entendemos que na construção da Greve Geral e no seu seguimento é fundamental que os partidos da Esquerda parlamentar, o BE e o PCP , e mesmo os sectores do PS que se opõem à orientação neo-liberal da direcção do PS, iniciem, entre eles, com outros grupos de esquerda e com os movimento sociais, nomeadamente com o maior movimento social em Portugal, a CGTP, um diálogo para a construção de uma alternativa politica dos trabalhadores à lógica destrutiva do capitalismo.

Como contributo para esse debate, o Socialismo Revolucionário, o Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal considera:

Esta dívida não é a nossa dívida: nós não a podemos pagar, não a pagaremos! Abram as contas das grandes empresas e bancos, de forma a ver para onde o dinheiro têm ido!

A mobilização dos recursos financeiros neste momento acumulados nos bancos, off-shores e outras instituições financeiras, em articulação com um plano de obras e investimentos públicos democraticamente estabelecido e controlado pelos sindicatos e organizações sociais populares poderá relançar a produção de bens socialmente úteis, e criar condições para a retoma da actividade económica, suprindo as necessidades sociais e não o lucro privado.

Para obstar à ditadura dos “mercados financeiros”, uma outra forma de dizer capitalismo internacional e impedir o cerco e asfixia económica e financeira é fundamental a articulação a luta dos trabalhadores em Portugal com os trabalhadores da Europa e do muno e um forte apelo à solidariedade internacional os trabalhadores. Rejeitamos as instituições económicas, financeiras, militares e políticas do capitalismo, como o FMI, a OCDE ou a União Europeia. Dizemos que a Democracia Socialista num só país é impossível. O Socialismo ou será internacional ou nunca o será.

  • Não ao pagamento da dívida para o grande capital!
  • Nacionalização da banca, das companhias de seguro, das indústrias chave e de outros monopólios sob o controle democrático da classe trabalhadora e associações de consumidores.
  • Redução da semana de trabalho, sem perca de vencimento, para criar mais postos de trabalho para os desempregados.
  • Saída de Portugal da NATO e da NATO de Portugal.
  • Basta de um sistema de mercado brutal que cria mais exploração, pobreza e guerras: por um governo de e para os trabalhadores e pobres, baseado num sistema racional, planeado e de democracia socialista de forma a suprir as necessidades de milhões, e não os lucros e ganância dos milionários.
  • Pela unidade e solidariedade internacional da classe trabalhadora!
  • Contra a União Europeia dos Patrões! Por uma Europa Socialista!

7 de Outubro de 2010

Socialismo Revolucionário

Comité por uma Internacional os Trabalhadores em Portugal

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