Por uma frente unida contra a crise capitalista!

Precisamos urgentemente de um
programa de acção comum!

Carta aberta ao PCP e ao BE

Pacotes de austeridade e cortes sociais sem precedentes estão a ser anunciados país após país. Mais uma vez dizem aos tra­balhadores e à classe média que estes brutais cortes sociais são uma exigência do “sacrossanto” mercado. Esta semana, depois dos governos do Estado Es­panhol, da Grécia e de Portugal, ´foi a vez do governo italiano de Berlusconi anunciar cortes no montante de € 24 mil milhões de euros. Em nome dos sacrifícios “colectivos”, os Governos capi­talistas em todo o lado impõem severas medidas anti-sociais sobre as vítimas da crise capitalista.

A classe capitalista e os tubarões financeiros empurram toda a sociedade para trás nome dos seus lucros. O único futuro que nos prometem é de dificuldades, des­emprego e miséria. Neste pro­pósito, cada argumento é usado como justificativa para nos fazer pensar que não há alter­nativa a esta lógica de cortes sociais e retrocesso social incessante, como se fosse uma espécie de “desastre natural”.

Mas, também, país após país, os trabalhadores resistem. De Atenas a Bucareste, de Paris a Lisboa, a classe operária e demais tra­balhadores, a ju­ventude, os re­formados e pensionistas, os pobres saiem às ruas em defesa do emprego, dos serviços públicos e de condições de vida dignas. Inspirados pela revolta maciça dos trabalhadores e da juventude grega, que já desencadearam cinco greves gerais, muitos milhares de pessoas estão a aderir às fileiras da resistência e luta. Na quinta-feira, os trabalhadores franceses realizaram manifesta­ções de massas e acções de greve contra as tentativas de Sarkozy de aumentar a idade da reforma.

Os trabalhadores portugueses também têm demonstrado de diversas formas, nos últimos tempos, a sua oposição maciça, e a sua vontade e disposição para lutar. Inúmeras acções greves e protestos ocorreram nos últimos meses , e no 1º de Maio, mais de 130 mil pessoas saíram às ruas sob a bandeira da luta contra o PEC. Apesar disso, no entanto, o governo de Sócrates desencadeou mais uma escalada de austeri­dade, com uma nova versão do PEC, e os novos brutais e vergonhosos ataques contra os subsídios e apoios aos desempregados.

A classe trabalhadora tem uma força potencial enorme e pode derrotar o governo capitalista e a sua guerra social contra os empregos, salários e serviços públicos e sociais . Mas, para isso a resistência e luta devem ser organizadas, coordenadas e canalizadas para a construção de um movimento forte e combativo, que possa dar confiança a todos nós e trazer uma perspectiva de que podemos vencer essa batalha.

Fazer uma manifestação mensal para expressar a nossa raiva e revolta não será suficiente para parar o programa de austeridade capitalista. Caso contrário, o governo está apenas a esperar para ver de “onde sopra o vento ” para continuar com os seus ataques. Só com a unidade na acção da classe operária e de todos os demais trabalhadores, dos jovens e reformados, de todos os sectores sociais visados pelos ataques, baseada numa estratégia clara de luta seremos capazes de travar os PEC 1 e 2 e evitar que os PEC 3 e 4 nos triturem.

Os militantes do Socialismo Revolucionário, Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal, exortam o PCP e o BE para que, em colaboração com o movimento sindical, preparar um programa comum de resistência para organizar adequadamente a luta contra esta ofensiva do governo e patrões, com um conjunto comum de reivindicações que podem encontrar um enorme apoio em todos os locais de trabalho, e com base na ideia central de não pagar um cêntimo para a crise capitalista.

Pensamos que há um sentimento de urgência entre muitos activistas de ambos os partidos e sem partido que o PCP e o BE usem as suas posições, quer no Parlamento, quer nos movimentos sociais, para ajudar à construção e convocação de uma greve geral de 24 horas, como um primeiro passo na elaboração de uma abordagem coordenada e em crescendo das lutas de resistência. A greve geral, com comícios e manifestações em todas as cidades e regiões, seria um foco extremamente importante para a mobilização e uma poderosa demonstração da força do movimento operário e popular. Tal apelo teria, sem dúvida, uma resposta calorosa de centenas de milhares de pessoas em todo o país.

Para uma participação de massas na Semana de Protesto e Solidariedade Internacional em Junho!

Além disso, tem havido já acções de solidariedade na Europa do Sul, com a procura de trabalhadores de diferentes países no sentido de interligar as lutas e fazer frente à táctica do patronato e dos seus governos de “dividir para Reinar”. É urgente que esses tipos de acções sejam alargadas e aprofundadas para que deixem de ser apenas simbólicas ou meras acções de solidariedade, mas que possam marcar o início de uma luta internacional de resistência contra a ditadura do mercado e o caos do capitalismo.

Em Maio, vários membros de esquerda do Parlamento Europeu, da Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Nórdica Verde (GUE / NGL) assinaram um apelo para uma Semana Europeia de Protesto e Solidariedade na semana de 21-26 de Junho, conjuntamente com propostas de políticas (listados abaixo). A primeira lista de signatários, deste apelo foi apoiada por deputados europeus da Irlanda, da Suécia, da Alemanha, da Grécia, da França, da Holanda, de Chipre e 3 deputados do BE Português. Nós encorajamos do PCP a aderir também a esta iniciativa, e esperamos que ambas as organizações possam encarar positivamente estas propostas, e possam ajudar a tornar esta iniciativa vital numa resposta bem sucedida e poderosa de resistência à agenda neo-liberal em curso.

        • Os trabalhadores não devem pagar a crise. Os ricos e os banqueiros que a paguem!
        • Solidariedade com os trabalhadores gregos e unidade do povo trabalhador por toda a Europa!
        • Não ao roubo de salários, ao desemprego e aumento de idade de reforma!
        • Não ás privatizações dos serviços públicos!
        • Fim à ditadura dos mercados financeiros, das agências de notação de crédito e do FMI!
        • Fim aos apoios aos bancos – nacionalização dos bancos e instituições financeiras para servirem o interesse dos trabalhadores e pobres.
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