Construir a Greve Geral contra o PEC do Capital!

Não  aos  roubos dos salários!

Aos ataques especulativos do capitalismo mundial ao Euro, a União Europeia e os governos nacionais respondem com mais do mesmo que provocou a crise geral do capitalismo: ataques aos salários e condições de vida dos  trabalhadores, ataques aos reformados, criminalização dos desempregados e juventude.

As medidas adicionais do PEC anunciadas com toda a desfaçatez pelo dito “socialista” José Sócrates, com o apoio do chefe do PSD, Passos Coelho, e o aplauso mais ou menos discreto do CDS-PP e das Confederações Patronais, não chegam, ao que parece, para deter a voragem especulativa dos grandes bancos e entidades financeiras.

Vitor Constâncio, pagando o novo cargo de Vice-Governador do Banco Central Europeu, já se dá ao luxo de sugerir, sem vergonha cortes, salariais entre 20% a 30%!

Os vampiros estão aí! Não nas telenovelas e romances, mas nas bolsas e off-shores, nos governos e concelhos de Administração do grande capital.

A banca e instituições financeiras continuam a acumular lucros obscenos, enquanto que o desemprego continua a subir vertiginosamente, os apoios sociais a faltar, os serviços públicos em risco de ruptura.

Cresce a Resistência

Cresce a insatisfação e revolta entre cada vez mais vastas camadas de trabalhadores, e reflexo disso foi o apoio generalizado à última Greve Nacional de Transportes, quando a imprensa do Capital teve dificuldade em encontrar, nas entrevistas que fez, ataques directos de trabalhadores de outros sectores aos trabalhadores em greve.

Multiplicam-se por todo o país as lutas locais, nas empresas,nos sectores, em defesa da negociação colectiva, por salários, condições e defesa do emprego. Os utentes dos serviços públicos organizam-se e vão à luta como os casos dos ataques ao Serviço Nacional de Sáude e das SCUTS.

Um outro sintoma da crescente vontade de lutar foi o Plenário Nacional de Sindicatos da CGTP- IN, onde vários sindicatos advogaram a necessidade de uma poderosa Manifestação Nacional para o dia 29, como passo para elevar a luta para uma Greve Geral contra o PEC do apital.

A CGTP e os partidos da Esquerda parlamentar denúnciam e expõem a hipocrisia do governo do grande capital nacional e internacional e das instituições capitalistas como a União Europeia ou o FMI e avançam propostas alternativas face ao programa de massacre social levado a cabo pelo governo “socialista” de Sócrates, com o total apoio do PSD, do PP e a benção de Cavaco Silva.

Falar Claro

Contudo, as propostas até agora apresentadas falham um ponto essencial: o que enfrentamos não resulta de um
conjunto infeliz de circunstãncias nem da maldade de um Governo mas da prórpia natureza do sistema capitalista. E
uma análise clara da situação poderá ajudar a retirar as ideias e programa necessárias para resistir e construir uma
alternativa viável dos trabalhadores, jovens e pobres.

Uma ideia central que passa pelas propostas avançadas é da necessidade da justiça e equilibrio dos sacrificios para
pagar a crise.Mas é mesmo correcto assumir que os trabalhadores, os desempregados, os jovens e reformados
A crise capitalista foi provocada por um grupo de super-ricos que jogaram na especulação e perderam! Usaram os
recursos públicos para se safarem – 4,2 mil milhões de euros dados pelo estado ao bando de criminosos que geriu o BPP, com a vigilância cega do Banco de Portugal. Muitos mais milhões de aval do Estado aos restantes bancos, que se
financiam no Banco Central Europeu a 1% de juros enquanto que o Estado tem de contrair empréstimos nesses próprios

Por isso defendemos que os trabalhadores não podem , nem querem pagar a crise!

Programa de Resistência e Luta

É necessário que um programa de coordenação e dinamização das lutas e resistência seja estabelecido, quanto antes, pela CGTP, com a colaboração activa dos partidos de esquerda.

Um programa que reponha a genuina ideia do Socialismo no centro da construção de uma alternativa: nacionalização dos bancos e instituições financeiras, bem como dos setores chave da economia, e com esses recuros públicos o
planeamento e controlo democrático da economia pelos trabalhadores e suas organizações para a satisfação das
necessidades da maioria e não dos lucros da minoria.

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