Europa: Trabalhadores necessitam de unidade para enfrentar os ataques!

traduçao de www. socialistworld .net, 09/05/2010

A ditadura dos mercados financeiros continua a avançar e quem actualmente  está a ser esmagado por sua dictat são os trabalhadores, os reformados e os pobres da Grécia.

Joe Higgins, membro do Parlamento Europeu,
Socialist Party  (CIT na Irlanda)

Desde há meses que os esquadrões da ditadura – Fundos de Investimento, bancos de investimentos predatórios e obrigacionistas, ajudados pelos seus batedores nas agências de de cotação financeira – sitiaram a economia grega. O plano de batalha era bastante simples – bastaria criar insegurança, desconfiança e instabilidade que lhes permitam arrancar ao Governo grego níveis de juros sobre os empréstimos que aumentem enormemente os seus lucros usurários que é, naturalmente, o objecto principal deste cerca, desde o início do sítio.

Em todas as guerras, é a população civil que mais sofre e isso não é nenhuma excepção. Daí o enorme espólio que está sendo acumulada pelos agressores têm que ser pagos pelos cortes drásticos nos salários do sector público, nas pensões e pelos aumentos de impostos.

A observação de que a verdade é a primeira vítima da guerra também se aplica aqui. E assim vemos espalhadas pela imprensa europeia grandes distorções e absolutas mentiras.  Numerosos artigos querem fazer-nos crer que os trabalhadores gregos podem reformar-se com pensão completa aos 53 anos, ou perto disso, e que os trabalhadores do sector público estão a viver no luxo de receberem salário catorze meses em cada período de doze meses.  A verdade é bem diferente.

Os chamados “décimo terceiro” e décimos quarto meses são dois extra pagamentos anuais para os trabalhadores públicos gregos.  Eles foram projetados para aumentar os salários muito baixos para algo mais realista, um pouco como alguém do salário mínimo miserável na Irlanda, contando com um subsídio de turno ou uma gratificação de Natal, para tornar as coisas um pouco melhor.

A distorção sobre a idade de reforma decorre do facto de que dezenas de milhares de trabalhadores gregos terem sido despedidos em privatizações e “racionalizações” ao longo dos últimos dez anos. Muitos destes trabalhadores não irão trabalhar novamente, porque não há empregos para eles, e por isso foi-lhes dada a reforma. This, Isso, no entanto, foi divulgado como sendo o mesma que a reforma voluntária com uma pensão do estado numa idade relativamente baixa. Na verdade, a reforma oficial por idade para os homens na Grécia é de 65 anos agora e irá subir para 67, como parte da ofensiva actual.

Algumas dessas falsidades é jornalismo preguiçoso, mas algumas resultam de uma distorção deliberada da verdade com o objectivo de criar uma opinião em toda a UE que o programa selvagem de cortes agora infligido é merecido e necessário. Os trabalhadores do sector público com baixos salários em Portugal comprenderão prontamente a natureza da campanha de propaganda que está a ser usada  contra os seus homólogos gregos, uma vez que têm sido alvo de algo muito semelhante eles próprios.

Certamente que os sucessivos governos gregos partilham a responsabilidade da situação actual. Eles conduziram o povo grego para a Zona Euro, e fizeram-no distorcendo a realidade económica. Eles têm assistido a uma enorme fraude fiscal e permanente fuga aos impostos pelas grandes empresas gregas e permitiram que a instituição mais rica da Grécia, a Igreja Ortodoxa, tenha um estatuto de total isenção de impostos. Mas isso não foi da responsabilidade da classe trabalhadora grega, a quem agora é apresentada a factura.

A capitulação total face aos “mercados” por parte da Comissão Europeia e de todos os governos dos Estados-Membros, desmente a sua altamente fluída retórica sobre a União Europeia ser uma incansável defensora da democracia, da justiça e equidade, os chamados” valores europeus “. De facto, os governos que deveriam ser soberanos, dobram-se numa submissão abjecta aos tubarões financeiros, satisfazendo sua sede de sangue económico. O Primeiro-ministro grego Papandreou, mesmo denunciando a especulação dos “mercados”, foi a correr com a bandeira branca da rendição ao ceder às suas exigências para que as pessoas comuns da Grécia devem ser marteladas para pagar os seus lucros.

O Conselho da União dos Ministros das Finanças e da Comissão Europeia, ao invés de ser o campeão dos direitos democráticos, tem agido como agente para os “mercados”. Eles são os únicos a exigir que o governo grego implemente um programa ainda mais selvagem dos cortes em serviços e qualidade de vida do que aquele que já está a ser executado. O pacote de resgate de 100 mil milhões de Euros está a ser retratado como um presente para a Grécia. Na verdade, como o Comissário da Economia da EU, Olli Rehn, apontou, os juros pagos pelo povo grego em todos os casos “ser maior do que os juros pagos” pelos empréstimos aos países em que se pede o empréstimo.

E assim, “os mercados” têm esperança de desfrutar de três anos de super lucros sacados ao suor do povo grego. Agora eles vão passar a Portugal, à Espanha e, sim, para a Irlanda. O que é outra razão pela qual não deveremos deixar que o povo trabalhador grego ser isolado na sua resistência. Apenas há alguns dias atrás, no 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, em muitas cidades europeias as bandeiras proclamavam “Trabalhadores, Uni-vos”. É realmente tempo de começar a esse slogan uma expressão concreta, desafiando a ditadura dos mercados.


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