A austeridade capitalista tem de ser enfrentada pela acção dos trabalhadores!

Viva a luta dos trabalhadores gregos!

Solidariedade com Greve Geral na Grécia a 5 de Maio!
Por um dia internacional de acção!

Declaração conjunta das secções do
Comité por uma Internacional dos Trabalhadores
na Grécia, Portugal, Estado Espanhol e Alemanha

Nos últimos tempos assistiu-se ao lançamento de uma brutal ofensiva por parte dos governos capitalistas, conjuntamente com os mercados monetários internacionais, visando canibalizar os serviços públicos e qualidade de vida dos trabalhadores e fazer quem trabalha pagar pela crise do capitalismo, e o enorme custo das fianças e apoios aos bancos e ao sistema financeiro. Tal situação, descrita como “uma guerra” pelo primeiro-ministro grego, Papandreou, teve, nas últimas semanas e meses, uma nova fase na ofensiva de austeridade, especialmente no Sul da Europa, em resposta ao contágio provocado pela crise da dívida grega. Isto levanta, de forma dramática, a necessidade de uma resposta unida pelos trabalhadores da Europa. Um Dia de Acção Unitária à escala europeia de a 5 de Maio seria um importante primeiro passo em  frente. Os líderes dos trabalhadores devem usar 1º de Maio para convocar esta acção de solidariedade internacional

Esta semana, a despromoção da agência de notações de crédito  Santardt  & Poor  para a Grécia (ao nível de “junk bonds”) e Portugal deu um novo impulso para a crise, com as instituições capitalistas, como a União Europeia  e o FMI, bem como os governos capitalistas a exigir mais rápidas e mais profundas medidas de austeridade e mais cortes devastadores, a fim de acalmar os “deuses” do Mercado e as agências de notação de crédito. As propostas do FMI para a Grécia, envolvendo a redução dos salários através da ampla e completa eliminação do 13º mês dos salários do sector público, são receita para mais devastação.

O do governo português Sócrates antecipou o seu programa selvático de cortes e privatizações em resposta à situação, enquanto no Estado Espanhol, o governo Zapatero no início deste ano anunciou um plano de austeridade para cortar 55.000.000.000 € de despesa pública. O plano de ataque do governo grego do PASOK representa um golpe devastador para os trabalhadores e a juventude, que, se o governo for bem-sucedido, ameaçam por uma década ou mais com austeridade e de diminuição do nível de vida, para pagar as obrigações dos países capitalistas e os especuladores, que destruíram a  a economia e foram safos por seus amigos da União Europeia e do FMI.

As classes dominantes na Alemanha e Grécia têm usado uma retórica nacionalista que visam dividir a classe trabalhadora. Por exemplo, a classe dirigente alemão lançou uma campanha caluniosa contra os trabalhadores da Grécia. As principais potências europeias estão ansiosas para acelerar e intensificar os ataques nos países do Sul da Europa, a fim de proteger a sua posição, no que diz respeito ao Euro e aos mercados financeiros internacionais. Esta campanha, que visa atirar trabalhador contra trabalhador em todo o continente, deve ser combatida pelo movimento operário e da esquerda. Os sentimentos expressos pelos governos capitalistas na Grécia e em Portugal, que procuram culpar inteiramente pela situação que se está a desenvolver nesses países os mercados internacionais, representa apenas um lado da situação. Estes sentimentos nacionalistas são articulados por uma tentativa de mascarar o facto de que é o sistema capitalista e a lógica acolhida por estes governos nacionais, bem como pelos tubarões internacionais do sistema financeiro, que são os culpados.

É claro que os governos das potências mais fortes, como a Alemanha e outros países, que actualmente tentam forçar uma agressão contra as classes trabalhadoras grega e portuguesa, tem o mesmo menu de ataques planeados contra as suas próprias classes trabalhadoras e juventude
Isto levanta claramente a necessidade objectiva do internacionalismo das classes trabalhadoras, em resposta aos ataques do capitalismo nacional e internacional. Os Sindicatos gregos convocaram uma greve geral para 5 de Maio, em oposição aos cortes que foram impostos pelo governo Papandreou e os abutres capitalistas da UE e do FMI. Este é um exemplo que deveria ser seguido pelos líderes sindicais em Portugal, Espanha e outros países, onde a enorme raiva e militância tem vindo a ser manifestada pelos trabalhadores e da juventude nos últimos tempos. A greve nacional dos transportes em Portugal na terça-feira 27 de Abril, que teve mais de 95% de participação, juntamente com as manifestações maciças na Espanha em Fevereiro contra ataques do governo contra dos direitos de pensão e reforma, é um vislumbre da resposta que se encontraria com uma greve geral. Na Alemanha, onde o governo está a preparar-se para um ataque em escala contra o sistema de saúde, a questão de uma escalada militante da resistência também está colocada. Em todos os países da Europa, ataques similares, ou estão sendo implementadas ou planeadas, que, por sua própria natureza, exigem uma resposta generalizada

Como os trabalhadores gregos entram em batalha em 5 de Maio, coloca-se uma importante oportunidade para um Dia de Acção à escala europeia, como um primeiro passo para uma campanha de acção conjunta contra a crise internacional e os ataques do capitalismo .. Isso fornecerá aos trabalhadores em toda a Europa uma oportunidade crucial para sentir a força colectiva da classe trabalhadora organizada, mobilizada através das fronteiras nacionais. Este apelo deve ser tomado pelos Sindicatos e a Esquerda em toda a Europa. O CIT lutará com entusiasmo por este objectivo, para unir a resistência e cortar todo o veneno das tentativas de divisão nacionalista pelos capitalistas e seus governos. O 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, deve ser usado, este ano, para defender a necessidade de uma acção internacional do movimento dos trabalhadores, face da crise internacional. Um claro apelo à acção unida dos trabalhadores em 5 de Maio deve ser um primeiro passo para novos protestos e acção numa base transeuropeia

  • Não aos cortes e as privatizações! Os ricos que paguem a crise!
  • Viva a luta dos trabalhadores gregos e de todos os trabalhadores europeus!
  • Não ao pagamento da dívidas aos abutres capitalistas nos bancos, da UE e do FMI!
  • Não à ditadura dos mercados financeiros, das instituições de notações de crédito e do FMI!
  • Nacionalizar os bancos e sector financeiro sob o controlo e gestão democrática dos trabalhadores e suas organizações!
  • Não ao desemprego! Partilha de trabalho, sem perda de salário! Por investimentos públicos maciços em programas de obras públicas para criar trabalho socialmente útil para os milhões de desempregados!
  • Não a uma Europa dos patrões! Por uma Europa de solidariedade dos trabalhadores! Por uma Federação Democrática Socialista da Europa como uma alternativa à UE capitalista!

O Comité por uma Internacional dos Trabalhadores liga estas exigências à luta pela nacionalização dos sectores chave da economia sob controle e gestão dos trabalhadores, para desenvolver um plano socialista de produção que acabe com a crise e desenvolva a economia ao serviço dos interesses dos trabalhadores, de acordo com as necessidades do ambiente. A única solução sustentável, viável para a actual crise é a transformação socialista da sociedade internacional.

A situação actual representa um profundo impasse para a União Europeia capitalista. Não há solução estável para cada um dos países capitalistas. O CIT está contra a Europa dos patrões, e defende uma Federação Socialista da Europa.

Xekinima, Grécia
Socialismo Revolucionário, Portugal
CIT no Estado Espanhol,
SAV Sozialistische Alternative, Alemanha

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2 pensamentos sobre “A austeridade capitalista tem de ser enfrentada pela acção dos trabalhadores!

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  2. Caros camaradas, um dia destes vi na televisão o ministro dos negócios estrangeiros de Cabo Verde, proferir as seguinte afirmações, estamos a estabelecer acordos com o FMI,afim de nos concederem empréstimos monetários…contudo somos obrigados a estabeler outros acordos com grupos económicos e com os quais temos que comprar o que necessitamos”
    Em todo o mundo e em Portugal também se assiste ao mesmo embrólio capitalista, descontos mascarados com o lucro fácil, o grande monopólio escamoteia e rouba com a anuência do governo que temos,incentiva ao crédito e ao consumo, com privilégios em comparar dois em um e vantagens mescladas de subserviência, aos que querem e precisam de satisfazer as suas necessidades básicas. Mas que privilégios e que vantagens; só se for as deles, o que se assiste é a tentativa em sobreviver e ao salve-se quem puder. Será possível muitos por omissão se auto-excluirem em contestarem esta sociedade capitalista? que fazer? Na minha opinião vou continuar a lutar, por uma situação melhor para mim e para a minha familia, sem esquecer a solidariedade para com todos aqueles que são explorados e lhe são retirados direitos conquistados a cada dia que passa. Faço minhas as palavras que alguém proferiu recentemente “sou revolucuionário, porque acredito na humanidade”

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