Jovens: Lutar numa perspectiva socialista

Se estás desempregado e tens menos de 24 anos e pensas que estás só com os teus problemas, estás enganado: 22% dos jovens com menos de 25 anos estão no desemprego. Portugal tem a 5ª taxa mais alta de desemprego e apesar de muitos, especialmente jovens trabalham com salários miseráveis, a situação irá piorar com a perspectiva de mais brutais cortes sociais e ainda mais privatizações que apresenta o governo.
Na competecição entre as empresas privadas, elas tentaram cortar ainda mais nos salários, nos direitos dos trabalhadores ou mesmo, usar trabalho precário e reduzir pessoal. Veja-se o sistema de saúde: são necessários mais enfermeiros para dar assistência aos doentes a tempo e não depois de longas horas de espera. Mas em vez disso, os centros de saúde e hospitais ou são fechados ou privatizados e aumenta o desemprego neste sector.

Contudo esta situação mostra claramente que as lutas tenham de se ligar para resolver o problema do desemprego juvenil. Dizemos não às privatizações e aos baixos salários e defendemos firmemente um programa de obras públicas a alargemento de serviços públicos, com investimento na criação de trabalho socialmente útil, condições de trabalho decentes e salários negociados, tudo isto baseado na negociação colectiva com os sindicatos.

Os capitalistas usam a corrente crise para desencadear ainda mais ataques contra os trabalhadores e em especial os jovens trabalhadores.

As lutas nos call-centers, a manifestação nacional da Juventude Trabalhadora e o reforço da participação de jovens nos sindicatos mostra que cresce o potencial de organização e luta entre os jovens trabalhadores.

Também, os protestos entre os estudantes do ensino secundário de 8 de Fevereiro e 21 de Março, as movimentações de estudantes universitários mostram que há disposição para lutar contra mais cortes na Educação.

Mas necessitamos não apenas de lutar contra o Governo. Também temos de desafiar o sistema económico que defende e serve, o sistema capitalista. Os seus mecanismos irão sempre conduzir a mais lucros para os ricos e pobreza para quem trabalha. Nas escolas promovem a criação de trabalhadores explorados e alienados e não pessoas que pensem livremente.

Um movimento unido de estudantes de todos os níveis e jovens trabalhadores pode contribuir para a resposta ao governo e aos seus ataques, mas que também lute pela necessidade de um sistema onde as pessoas estejam antes dos lucros.

Neste sentido, defendemos que a CGTP e a Interjovem, como instrumentos de debate e organização de jovens trabalhadores devam também iniciar a promoção de acções juntos dos jovens estudantes, futuros desempregados ou trabalhadores, para a resistência ao patronato e ao seu governo!

Jovens em Luta

A nivel mundial, nas suas 40 secções, o CIT organisa nas suas fileiras com muitos jovens que organizam a resistência e luta nas escolas, universidades e locais de trabalho.

Na Alemanha, jovens sindicalistas membros do Die Linke e do SAV (organização congénere do SR), estão a organizar a greve juvenil de 9 de Junho em várias cidades. Será uma acção que juntará jovens estudantes e trabalhadores no quadro de uma greve nacional da Educação.

No Reino Unido, o SP (Secção do CIT na Inglaterra e Gales) e os Socialistas Internacionais (Escócia) começaram em 2008 a campanha “Youth for Jobs” (Jovens pelo Emprego) contra o aumento gigantesco do desemprego juvenil. Esta campanha realiza reuniões, manifestações, acções de solidariedade e concertos para ampliar o movimento e sublinhar a questão do desemprego juvenil junto da população.

http://www.youthfightforjobs.com

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