10,000 operários petroquímicos em greve na cidade de Zhanaozen, Cazaquistão

O seguinte apelo foi emitido por militantes do Resistência Socialista, o CIT no Cazaquistão. Esta greve vital de dez mil operários petroquímicos está a ser bloqueada noticiosamente no Cazaquistão e também a ser atacada por decisões judiciais contra o direito à greve.  

Fim ao Bloqueio e às provocações policiais 
Precisamos de mensagens de solidariedade!

Por favor, enviem urgentemente mensagens de solidairedade aos operários grevistas e suas famílias no Cazaquistão occidental e protestos aos patrões da АО National Company ‘KazMunaiGaz’ e às autoridades do Cazaquistão.

Socialistworld.net Socialistworld.net  Socialismo Hoje

Em nome da Resistência Socialista Cazaque (CIT), apelamos à solidariedade para com os trabalhadores da empresa «KazMunaiGaz» e a sua filial ‘OzenMunaiGaz’,  ‘KazMunaiGaz’  e da sua filial ‘OzenMunaiGaz’, na cidade de Zhanaozen, no Cazaquistão ocidental, que estão em greve e cujos dirigentes estão a enfrentar repressão.  

Os dez mil operários da da petrolífera de Zhanaozen estão em greve desde 4 de Março de 2010 e vinte deles preparados para declarar greve de fome indefinida. As famílias estão a apoiá-los. Lutam pela melhoria das condições de vida e salários e pela nacionalização da refinaria (que era estatal anteriormente) com a introdução do controlo operário sobre a produção.

 A greve começou a 4 de Março com uma assembleia de massas participada por 3000 operários realizada na estação rodoviária de onde os trabalhadores são enviados em autocarros para os campos petrolíferos. Eram principalmente operários da ‘Ozenmunaigaz’, uma empresa que foi privatizada e agora pertence a Timur Kulibaev, o genro do Presidente Nursultan Nazarbayev. Eles elegeram um Comité de Greve, decidiram as reivindicações e também a criação de um sindicato independente. Como resultado da greve todos os fornecimentos de petróleo pararam. Apenas as linhas de produção contínua estão a trabalhar. Agora também parou a extracção de petróleo.

  Em Novembro do ano passado os operários petrolíferos realizaram greves e protestos, acompanhados com greves de fome de dezenas de operários. Apesar de imensas promessas da administração, as reivindicações dos grevistas não foram implementadas. Os operários estão revoltados pelas infernais condições de trabalho, salários baixos e também com o equipamento obsoleto com que têm de trabalhar que foi comprador pela empresa em segunda mão mas que foi declarado, para efeitos de impostos, como “novo”

Os operários estão convencidos que os problemas são causados pela corrupção da direcção da empresa e são resultado da privatização. Assim, a sua principal reivindicação é que todas as acções da empresa em mão de privados retornem ao estado e a introdução do controlo operário dos fundos, aquisição de equipamentos e distribuição de lucros. Os trabalhadores manifestaram a sua desconfiança na administração e exigem negociações directas com as autoridades estatais.  

Bloqueio Informativo

As autoridades estão a tentar ganhar tempo e tentam estabelecer um bloqueio informativo à volta da greve. Nenhum dos canais centrais de TV ou principais jornais estão a referir-se a estes acontecimentos sem precedentes em Zhanaozen.

Agora, assistimos a uma “guerra de nervos”, com as autoridades a tentar identificar “instigadores”, “principais organizadores” e “extremistas” para agirem contra eles, colocando toda a responsabilidade da greve nos seus ombros e, ao faze-lo, intimidar a massa dos operários.

Nas suas assembleias diárias, os grevistas prometem que se houver alguma provocação ou detenção de activistas irão organizar uma marcha de milhares para a capital regional Aktai, onde realizaram uma reunião de protesto de massas com a população local, muitos deles que já manifestaram o seu apoio à greve.  

No dia 10 de Março, o tribunal da cidade de Zhanaozen declarou a greve dos operários petrolíferos “ilegal” e ordenou a suspensão da greve, acusando várias pessoas de violarem leis administrativas. Contudo, s operários estão a ignorar a decisão judicial e estão preparados para lutar até um fim vitorioso.  

Zhanaozen está neste momento cercada de policias e tropas de choque. Há muitos relatos de haverem policias a infiltrarem-se entre a multidão com roupas dos operários e a agiram como provocadores.  

Para reforçar a determinação dos grevistas, é necessário fazer circular a notícia da greve  e ter uma campanha de solidariedade internacional.Milhares de operários e as suas famílias estão a aguardar para ver que apoio podem obter e esperam não serem deixados isolados na sua luta.  

Queremos também agradecer a todas as secções do CIT o apoio manifestado na sequencia do brutal espancamento do bem conhecido membro do CIT , Kurmanov Ainur, em Almaty, no Outono passado.

Apelamos-vos e a todo o movimento operário e internacional que enviem a vossa solidariedade à luta operária no Cazaquistão e exijam que a República do Cazaquistão respeite as normas internacionais dos direitos humanos assegurando o direito dos operários a participar em sindicatos e na negociação colectiva. Mensagens de solidariedade

Por favor, envie mensagens de solidariedade para e protestos e para:

KMGsolidarity@gmail.com

Protestos :  

KazMunaiGaz АО Companhia Nacional ‘ АО National Company ‘KazMunaiGaz’
República do Cazaquistão Republic of Kazakhstan
Astana, 010000 Astana, 010000
PR. Pr. Kabanbai-Batyra, 19 Kabanbai-batyra, 19
Fax: +7 (7172) 97 60 00, 97 60 01 Fax: +7 (7172) 97 60 00, 97 60 01
E-mail: info@kmg.kz e doverie@kmg.kz e-mail: info@kmg.kz and doverie@kmg.kz

Com saudações socialistas

Comité Central da Resistência Socialista (CIT)

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Um pensamento sobre “10,000 operários petroquímicos em greve na cidade de Zhanaozen, Cazaquistão

  1. Não existem dúvidas que o capitalismo já deu o que tinha a dar, par onde vai tanta riqueza, tanto dinheiro? porquê esta insistência na “economia de mercado”, que se destina a encher os bolsos, de quem nunca lutou, nem fez nada na vida , que vive ás custas das massas trabalhadoras. Se voltássemos neste momento à sociedade de subsistência, como seria? no meu caso e de muitos trabalhadores e porque temos duas mãos para trabalhar, a luta do quotidiano abriam-nos no horizonte uma nova esperança: a construção de uma sociedade Socialista seria um projecto arrojado, de construção de uma nova alternativa, para os senhores do capital, seus lacaios e grandes grupos económicos, habituados a não estalar o verniz das unhas, teriam que se vergar à força da solidariedade, entre as massas trabalhadoras, é essa solidariedade que está a nascer companheiros, e é essa solidariedade que mostro para a vossa luta no presente e no futuro. Não uma solidariedade de pena, como a que se demonstra em geral pelos “velhinhos”, mas uma força solidária desinteressada e dissimulada, de ajuda e apoio a todos que são alvo de construções sociais matizadas pelo capitalismo, uma solidariedade de levantar o companheiro do lado do chão e apoiá-lo, mas também o de dar um “murro nas ventas a quem o empurrou” e isso meus amigos, só se consegue com a luta de todos os dias, insistindo,contestando, reivindicando e porque a união faz a força! apoio incondicionalmente a vossa luta e a de todos os que no mundo s inteiro em idêntica situação. Vão em frente companheiros, já ontem era tarde, lutemos por uma sociedade mais justa, com mais equidade social

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