Crise capitalista – miseria para milhões

Jovens e trabalhadores: Organizemos a Luta!

A crise económica levou o sistema capitalista à beira do colapso. O capitalismo mostra que não é um sistema que possa garantir os interesses da maioria da sociedade, os jovens e os trabalhadores. A riqueza produzida fica cada vez mais nas mãos de uma pequena elite e o resto da humanidade ficou com os custos: desemprego, pobreza, crise ecológica, imperialismo…

Não vamos pagar a crise capitalista

Enquanto os políticos e comentadores falam cada vez mais na “saída da crise”, são claras as consequências duradouras da gigantesca crise económica do capitalismo. Em todos os países, a agenda dos governos é essencialmente igual: seremos nós, jovens, trabalhadores, precários, a pagar a crise dos capitalistas.

É por isso que o governo continua a não investir devidamente, no ensino, ataca os direitos democráticos dos Estudantes, mas também dos Professores e outros Trabalhadores do Ensino. Por isso o Ensino está em crise em Portugal e no mundo.

Ao mesmo tempo que os grandes bancos e instituições financeiras beneficiam da generosidade bilionária dos estados, – em Portugal, o governo gastou 4,2 mil milhões de euros para “salvar” os bancos o que leva que em plena crise os bancos tenham lucros recorde, as empresas continuam a despedir milhares de pessoas e o défice público, causado pelos rios de dinheiro dados ao patronato. Mas esse roubo aos trabalhadores e jovens para dar aos ricos é usado como argumento para impor novos “sacrifícios”; ou seja, novos ataques nas nossas vidas, desinvestimento no Ensino, congelamento de salários e destruição dos serviços públicos.

Por todo lado, os jovens estão entre as primeiras vítimas da crise, condenados como uma “geração perdida”, duramente atingidos pelo desemprego massivo e como única perspectiva a precariedade. Em Espanha, por exemplo, onde o impacto da crise tem sido devastador, dos jovens com menos de 25 anos, 42% se encontra desempregado. Em Portugal, a taxa de desemprego está no nível mais alto dos últimos 25 anos, e segundo estimativas, mais de 165,000 desempregados não têm qualquer subsidio social. Além disso, 53% dos jovens abaixo de 25 anos vivem com um contrato de trabalho precário.

Embora o nosso nível de abandono escolar já seja o mais alto de todo o continente europeu, resultado dos ataques selvagens e sistemáticos sobre o orçamento da educação e o estatuto dos professores dos sucessivos governos, o custo do Ensino, seja Básico e Secundário, seja Superior continua a subir e encontrar um lugar no mercado de trabalho torna-se numa verdadeira corrida de obstáculos. Com a crise, causada pela ganância de lucros de uma minoria de parasitas, as enormes dívidas do sector privado foram transferidos para a comunidade. Agora a classe capitalista quer impor à maioria que paguemos esta divida. E uma das medidas dessa imposição, é claro, e reduzir o orçamento da educação ou aumentar os custos a pagar pelas famílias trabalhadores para um Ensino que deveria ser gratuito. E para calar a revolta, atacar os direitos e as conquistas dos estudantes mas também dos professores e outros trabalhadores das Escolas, aumentando a pressão e instabilidade nas Escolas.

Lutar com uma alternativa verdadeiramente socialista ao sistema

Só lutando seremos capazes de parar a vaga de ataques pela qual o governo nos quer forçar a pagar a crise. Mas defender os nossos direitos pela luta, organizando greves e manifestações também tem seus limites. É cada vez mais claro que o sistema capitalista não tem absolutamente nenhum futuro para oferecer para a maioria de nós. Por isso a luta tem de ser acompanhada com um programa que apresente uma alternativa ao capitalismo, um programa socialista revolucionário, que contraste claramente com o “socialismo patronal” do PS.

Os estudantes, por si só, não conseguem mudar o sistema. Se há força que pode mudar um sistema, são os trabalhadores. A maioria dos estudantes são filhos de trabalhadores. E por isso, directamente interessados em mudar não apenas a Escola como a sociedade. Nos próximos tempos os trabalhadores vão sair à rua em luta contra o mesmo sistema que bloqueia o Ensino e ataca os estudantes. No dia 5 de Fevereiro, os trabalhadores do sector púbico e no dia 25 todos os trabalhadores sairão às ruas exigindo os seus direitos. Serão passos importantes para a construção de um movimento generalizado contra os actuais ataques aos nossos direitos. Os estudantes e outros jovens terão, certamente, um papel importante na construção de tal movimento.

Numa série de outros países europeus, os jovens mostraram sua determinação a se recusar de pagar a crise. Já o mostraram as recentes ondas de ocupações e manifestações estudantis na Áustria e na Alemanha, por motivos idênticos aos dos estudantes portugueses. Em Itália, Grécia e França, movimentos similares foram realizadas, envolvendo dezenas de milhares de jovens. “Se queremos um futuro, teremos de lutar”: quanto mais a crise se aprofundar esta mensagem vai chegar à consciência de cada vez mais estudantes e outros jovens.

O Comité por uma Internacional dos Trabalhadores teve um papel importante nessas lutas. Os nossos camaradas austríacos da Resistência Socialista Internacional por exemplo estiveram na frente das ocupações das universidades, e o mesmo se pode dizer sobre os nossos companheiros na Grécia. Também em Portugal queremos construir a RSI e o CIT. Junta-te a nos!

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