A crise deles e a nossa luta! Não pagaremos a crise capitalista!

O Colectivo Socialismo Revolucionário – Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal, saúda os trabalhadores da Administração Pública e os seus sindicatos que saem à rua em revolta contra mais uma tentativa do grande capital e dos seus capatazes no Governo de os fazer pagar a crise que os próprios capitalistas criaram.

Como diz a Frente Comum de Sindicatos é um ULTRAJE a intenção de congelamento salarial e os ataques aos direitos de aposentação – neste caso, rasgando o acordo feito com os Sindicatos – e a redução de postos de trabalho no sector são um sinal claro da tentativa do Governo de impor aos trabalhadores o fardo da crise provocada pelo grande capital financeiro e especulativo.

Este ataque aos trabalhadores da Administração Pública, num momento em que o desemprego atinge já muito mais de meio milhão de trabalhadores, que se sucedem os lay-offs , encerramentos de empresas, falências fraudulentas, é também um sinal ao patronato para aprofundar ataques e aprofundar as políticas de baixos salários precarização e retirada de direitos aos trabalhadores do sector privado.

O “socialismo patronal” do Governo dá milhares de milhões aos bancos e especuladores ( 4,2 mil milhões para o BNP) insiste nas negociatas Publicas-Privadas que representam o estado a dar dinheiro e os privados a lucrarem, preparar a reprivatização do BPN e a privatização da EDP, Águas de Portugal, TAP, REN. Em contrapartida exige dos trabalhadores um esforço e compreensão para “os tempos difíceis” com degradação das condições de vida e trabalho, empobrecimento generalizado e desemprego galopantes. Sectores radicais do patronato exigem já cortes salariais de 10 a 15%!

A luta é o caminho

A experiência colectiva dos trabalhadores demonstra que só a luta pode travar a actual ofensiva patronal e do seu governo de serviço. Foi uma poderosa greve dos trabalhadores da Limpeza Urbana da Câmara de Lisboa que travou a tentativa de privatização do sector na capital. Foram as acções de luta persistentes e organizadas dos professores que derrotaram a arrogância e prepotência da antiga Ministra e forçaram a actual a ceder a importantes reivindicações dos professores. Existe disponibilidade para lutar como a recente greve de 3 dias dos enfermeiros , marcadas por acções de rua e a manifestação nacional que reuniu mais de 15.000 trabalhadores. Seguramente a Acção de Protesto Nacional Descentralizada  organizada pela CGTP mobilizará muitos e muitos milhares de trabalhadores, desempregados e jovens.

É preciso, é urgente um Socialismo diferente

Vivemos uma profunda crise global do capitalismo. Processos e lutas muito semelhantes ao que se travam no nosso país, travam-se por toda a Europa e por todo o Mundo. Porque a crise não foi um azar que aconteceu, é fruto da própria natureza e desenvolvimento do capitalismo, da necessidade imperiosa de gerar lucro e acumular riqueza em grupos cada vez mais minoritários mas poderosos. Decorre da absoluta anarquia da produção, e da irracionalidade da actividade financeira especulativa. E as mesmas politicas que desencadearam a crise estão a ser agora apresentadas para se sair dela.

Não é, nem será possível. É por isso que os trabalhadores, ao exigirem uma política diferente, devem dar passos para a construção de uma alternativa ao capitalismo que ponha as necessidades e aspirações colectivas à frente do lucro privado. Esse é o programa básico do genuíno Socialismo. Foi por este programa socialista básico que os trabalha dores lutaram na Revolução de Abril e necessariamente voltarão a lutar porque o capitalismo não tem nada a oferecer senão a pobreza, o desemprego e a exploração desenfreada da Humanidade e dos recursos da Terra.

A resistência dos trabalhadores e das suas organizações de classe à tentativa de fazer-nos pagar a crise é fundamental.  Mas também é imperioso e urgente que se erga uma alternativa socialista dos trabalhadores. Assim, o Socialismo Revolucionário – Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal – defende que os Sindicatos e os Partidos da Esquerda, parlamentares ou extra-parlamentares, devem encetar conversações nesse sentido e estabelecer um programa de acção que possa romper a chantagem e intimidação patronal e ganhar amplos sectores para a luta e apresentar uma alternativa governativa socialista dos trabalhadores.

Com a articulação da acção reivindicativa e de massas, cada medida do “socialismo patronal” deve ser contraposta com uma proposta genuinamente socialista.

O Governo e o capital querem fazer-nos pagar a Crise. Dizem que não há dinheiro. Mas é falso! Se efectivamente os bancos forem nacionalizados, sob controlo democrático dos trabalhadores e organizações sociais, ter-se-á os fundos necessários para salários, pensões, combate à pobreza e relançamento económico produtivo. Este é um pequeno exemplo do potencial do Socialismo. Os partidos de Esquerda e os Sindicatos devem procurar construir uma alternativa dos socialista dos trabalhadores para combater a crise e por uma sociedade mais justa.

-Não criámos a crise! Não a pagaremos!
-Não ao congelamento salarial no sector publico e no sector privado!
-Subsidio de desemprego para TODOS os desempregados!
-Fim aos ataques à pensões e reformas!
-Plano público efectivo de obras públicas e investimentos na criação de postos de trabalho socialmente úteis, permanentes, com condições de trabalho e salários negociados com os Sindicatos;
-Revogação do Código do Trabalho e das Leis da chamada “Reforma da Administração Pública”!
-Luta contra o desemprego! Nacionalização, sob o controlo dos trabalhadores e suas organizações, das industrias e empresas que ameaçam despedir. Semana de Trabalho de 35 horas sem redução de salário como forma de redistribuição do trabalho;
-Financiamento  pleno do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Pública. Fim às Parcerias Públicas–Privadas onde o Estado dá o dinheiro e os privados sacam os lucros, reduzem e pioram a qualidade do serviços;
-Apropriação colectiva da banca e serviços financeiros, sob controlo dos trabalhadores e suas organizações, para mobilizar a riqueza que possuem para a recomposição da economia numa perspectiva de satisfação das necessidades da população e não do lucro privado de minorias ;
-Nacionalização dos sectores chaves da economia com indemnizações de accionistas pagas com base em necessidade comprovada;
-Fim à ditadura das bolsas e dos bancos! Por uma sociedade genuinamente Socialista, Democrática, com a economia planeada para a satisfação das necessidades e não para os lucros dos ricos.

Colectivo Socialismo Revolucionário

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2 pensamentos sobre “A crise deles e a nossa luta! Não pagaremos a crise capitalista!

  1. Pingback: Anónimo

  2. Relanço aqui todos os vaticinios de Karl Mark ,ao auscultar a sociedade actual, lucros imensos de uns quantos e milhões no desemprego, miséria, pobreza, outros alvo de discriminação e exclusão. Os mais explorados são em maior número, são a força de trabalho do mundo inteiro, ao sabor do grande capital e do patronato, porque muitos não lutam por uma sociedadae mais justa ,por omissão ou outra coisa qualquer !? estão prespassados pela sociedade instntãnea baseada no aqui e no agora, que nos acorrenta, livremo-nos dos grilhões dessas correntes, porque se a sociedade exerce sobre nós um poder coercivo, temos margem de manobra para nos libertar-mos lutando, onde está o carisma,e a luta, que com sentido de missão, conquistou horários dignos de trabalho, direitos sociais e de protecção social para as massasa trabalhadoras, apenas com a união demonstada neste texto se consegue tal intento PASSEMOS ENTÃO A MENSAGEM

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