Lutar enquanto o ferro está quente

Posted on 5 de Fevereiro de 2009 por

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Folheto do Socialist Party , secção inglesa e galesa do CIT  e escrito por KEITH GIBSON,(G.M.B. (Sindicato da Construção Civil – membro do Comité de Greve não oficial da LOR) e JOHN McEWAN do Forum Nacional de Delegados Sindicais da Construção (ambos em nome individual)

Irlanda, Grécia, França, Letónia… por toda a Europa os trabalhadores estão a sair às ruas em protesto contra os governos que deixaram os grandes capitalistas ficarem cada vez mais ricos enquanto os nossos empregos, salários e pensões foram atacados:

Também nós, trabalhadores na Grã-Bretanha dizemos “Já Basta”

A nossa greve espalhou-se como fogo na pradaria na semana passada, com acções de solidariedade em cerca de 20 estaleiros de construção na Sexta-Feira. Milhares de trabalhadores estão a agir combativamente não ligando nada à legislação anti-sindical

Temos o governo em pânico. Temos de lutar enquanto o ferro está quente. Temos de espalhar a greve para forçar os patrões e o governo a ceder às nossas reivindicações.

GORDON BROWN – o teu governo é “indefensável”

Gordon Brown diz que a nossa greve selvagem é “indefensável”. Não, Gordon, é o teu governo e dez anos de políticas pró grande capital que são indefensáveis. O Novo Trabalhismo encorajou o patronato a explorar os trabalhadores na Grã-Bretanha através da desregulamentarização, baixos salários e políticas anti-sindicais. Peter Mandelson diz que os trabalhadores britânicos podem ir trabalhar para a União Europeia. Faz lembrar Norman Tebbitt que dizia aos desempregados, nos anos 80, para pegarem nas bicicletas e sairem à procura de emprego.! Porque raio nós deveríamos deixar as nossas casas e famílias para trabalhar quando companhias, como a Alstom e a IREM não nos deixam trabalhar aqui?

Lutar pelo emprego! Parar a corrida de nivelamento para baixo!

Os patrões, os banqueiros e o governo colocaram-nos nesta trapalhada económica. Agora querem que paguemos o preço com os nossos postos de trabalho, salários e condições de trabalho. De forma nenhuma!

Está greve é para parar a corrida ao nivelamento para baixo. Estamos em greve e em luta contra os patrões com a Alstom e a IREM que se recusam a contratar trabalhadores locais. Estamos em greve contra as leis e decisões judicais pró patronato da União Europeia que tornam legal aos patrões explorarem salários baixos para maximizarem os lucros.

Esta greve é para parar a sabotagem patronal do nosso Acordo Nacional de Trabalho para a Construção Civil e a tentativa de quebrar a nossa força sindical.

Em vez de dizer “Empregos britânicos para trabalhadores britânicos” devemos dizer: Trabalho e condições de trabalho em termos do ACT para todos os trabalhadores

O que queremos?

O  Socialist Party pensa que os sindicatos devem lutar por:

  • Contra represálias de trabalhadores que entraram em greve por solidariedade
  • Todos os trabalhadores na Grã-Bretanha integrados no Acordo Colectivo de Trabalho
  • Registo sindicalmente controlado dos desempregados e trabalhadores sindicalizados que devem ter direito de preferência para os postos de trabalho que surgirem.
  • Investimentos adequados quer do governo, quer do patronato em formação e centros de aprendizagem para a nova geração de operários da construção civil – lutar pelo futuro dos jovens.
  • Todo o trabalhador imigrante deve ser sindicalizado
  • Apoio sindical aos trabalhadores imigrantes – incluindo interpretes – e acesso ao poio sindical  para promover e integrar activistas sindicais imigrantes.

A história até agora

Um aviso despedimento em 90 dias tinha sido emitido em meados de Novembro de 2008, aos trabalhadores da Refinaria de Petróleo de Lindsey (LOR): Isso significava que a 17 de Fevereiro de 2009 trabalhadores de operários da obra em Shaws  (da LOR) seriam despedidos.

Na véspera do Natal, os Delegados Sindicais em Shaws relataram aos trabalhadores uma parte do contrato da LOR na fábrica de HDS3 tinha sido adjudicado à Irem, uma empresa italiana. Os Delegados de Shaws explicaram que perderiam 1/3 de postos de trabalho para a Irem que ira empregar os seus próprios trabalhadores, entre 200 e 300 italianos e portugueses. Delegados e dirigentes do Sindicato pediram uma reunião IREM depois do Natal para esclarecer a proposta ou seja, seria a IREM empregaria mão de obra britânica? Foi dito aos trabalhadores da Shaws que os trabalhadores do novo estaleiro da IREM seriam alojados em barcaças flutuantes nas docas de Grimsby e seriam transportados em camionetas entre as docas e o estaleiro, inclusive à hora de almoço.

Os trabalhadores da IREM teriam uma jornada de trabalho das 7:30 às 11:30 e das 13h00 às 17h00, para uma semana de trabalho de 44 horas. A semana de trabalho normal é de 44h, divida em 5 dias, das 7h30 às 16h00 e acabando às 14h00 às sextas-feiras ( a maioria dos trabalhadores fazem horas extras). As interrupções normais incluem 10 minutos de manhã e 30 minutos de pausa para jantar.

Disseram aos delegados que os trabalhadores da IREM receberiam o salário nacional, o que até agora não foi confirmado. Depois do Natal. Delegados mandatados entraram em negociações com a IREM. Entretanto um Fórum Nacional de Delegados Sindicais da Construção realizaram uma reunião em Londres para discutir a questão da Central de Energia de Stayhorpe onda a empresa Alstom estava a recusar-se a contratar trabalhadores britânicos, contratando trabalhadores não sindicalizados polacos e espanhóis.

Foi decidido que todos os estaleiros da Blue Book abrangidos pelo Acordo nacional da Industria da Construção (NAECI) iriam enviar delegações a Stayhorpe para protestar contra as acções da Alstom. Os trabalhadores da LOR enviaram uma delegação. Então, na Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2009, os trabalhadores de Shaw souberam pelos seus delegados que a INEM não ria contratar trabalhadores britânicos. Todos os trabalhadores da LOR, incluindo dos sub-empreiteiros, reuniu-se e votou unanimemente entrar imediatamente em greve não oficial. No dia seguinte mais de mil trabalhadores, dos estaleiros de Conoco e Easington vieram para os portões da LOR fazendo um piquete de protesto. Está foi a faísca que incendiou as paralisações espontâneas de companheiros da construção por toda a Grã-Bretanha . Esta solidariedade operária é contra a “chantagem consciente” sobre os trabalhadores da construção civil feita pelas empresas empregadoras que estão a recusar-se contratar mão de obra especializada britânica na Grã-Bretanha.

Os operários da KOR, da Conoco e da Easington não estão em greve contra os trabalhadores imigrantes. A nossa acção é directamente direccionada contra as empresas que tentam lançar trabalhadores contra trabalhadores e sabotar o nosso Acordo nacional de Trabalho.

UNIDOS MANTEREMOS FIRMEZA, DIVIDIDOS FALHAREMOS. A UNIÃO É A NOSSA FORÇA

A ORGANIZAÇÃO RACISTA – o BNP – está a tentar intervir nesta greve.

Come é que se atrevem?

O BNP é uma organização anti-sindical que apoiou Thatcher contra os mineiros nos anos 80.

Opuseram-se à greve dos Bombeiros, defendendo que “eles nem deviam ter direito à greve”.

Eles organizaram o seu próprio sindicato “segregado” que irá dividir e separa os trabalhadores.

As políticas do BNP são as políticas dos patrões das empresas que tentam virar trabalhadores de uma nacionalidade contra outras sabotando os Acordos Colectivos Nacionais que protegem os duramente conquistados direitos dos trabalhadores como o Acordo para a Industria da Construção.

OS TRABALHADORES NECESSITAM DE UM NOVO PARTIDO

O Partido Trabalhista já não é o partido dos trabalhadores.

Blair e Brown sob a enganadora bandeira do “Novo Trabalhismo” insistem na “Agenda Pró-Capitalista”

Os banqueiros e patrões, cuja ganância por lucros dizimara a economia mundial são agora recompensados com milhares de milhões do dinheiro dos contribuintes

O nosso dinehiro! Diariamente, sem nenhuma negociação, é anunciado que NÓS iramos pagar pela sua ganância e incompetência! Sindicatos como o UNITE e o GMB deveriam para de pagar as quotas  sindicais ao “Novo Trabalhismo”porque os trabalhadores sabem que um NOVO partido do TRABALHO é necessário para lutar pelos interesses dos trabalhadores e suas famílias.

Os sindicatos deveriam iniciar um novo partido dos trabalhadores QUE REPRESENTE OS MILHÕES E NÃO OS MILIONÁRIOS! JUNTA-TE À Campanha por um Novo Partido dos Trabalhadores . Vê em www.cnwp.org.uk

O CAPITALISNO NÃO FUNCIONA
É TEMPO PARA O SOCIALISMO

Esta recessão sublinha um facto – o capitalismo não funciona.

Por todo o mundo milhões de pessoas têm sido atiradas para o desemprego e pobreza enquanto que os banqueiros e patrões cresciam numa riqueza obscena.

Os Socialistas sabem que há riqueza e recursos suficientes no mundo para que toda a gente possa ter um padrão de vida decente mas que isso nunca acontecerá sob este sistema louco de ganância que coloca os lucros antes das necessidades humanas, o ambiente e o nosso planeta.

Defendemos uma Democracia Socialista onde as principais industrias e serviços sejam propriedade pública e democraticamente geridas pelos trabalhadores em benefício da maioria da sociedade.

Uma sociedade bem planeada erradicará a competição capitalista que acumula largos lucros para uns poucos à custa do desemprego de massas, pobreza, guerras e destruição ambiental.

Se estás de acordo com isto e queres saber mais, então contacta connosco em www.socialistparty.org.uk