Médio Oriente: Guerra em Gaza. Urgente construir a exigência do fim dos massacres

Posted on 4 de Janeiro de 2009 por

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Por todo o mundo há choque e revolta face à brutalidade bárbara do massacre que o governo de Israel desencadeou contra a faixa de Gaza e horror pelo impacto dos mísseis aleatório contra a população civil de Israel. Tal como o ataque aéreo ao Líbano, em 2006, Israel está a massacrar famílias inteiras em nome da “paz”

Já se tornou claro que o objective do governo de Israel de derrubar o governo do Hamas com uma combinação de bombardeamentos e um pequeno aumento de fornecimentos a Gaza está a falhar e o seu ataque está a fortalecer neste momento o Hamas. Isto abre caminho para possíveis medidas mais desesperadas pelo governo israelita, como uma invasão terrestre que levaria o conflito a uma guerra mais ampla.

Na sua oposição a este ataque, os socialista revolucionários não dão o seu apoio ao Hamas, o qual tem, apesar da sua retórica anti-imperialista e anti-corrupção, políticas teocráticas reaccionárias que, no fim, representam um retrocesso na luta pela libertação palestiniana. O seu actual apoio é porque muitos palestinianos vêem os dirigentes do Hamas como muito menos corruptos que os da OLP e mais combativos no seu discurso, conta a agressão israelita. A hipocrisia do governo de Israel ao demonizar o Hamas surge quando se sabe que, no inicio, foram os serviços secretos israelitas que apoiaram a fundação do Hamas para fragilizar o seu rival mais forte na altura, a OLP.

Os palestinianos tem o direito de se defenderem, através da acção armada se necessário. Contudo esta acção defensiva deve ser exercida sob o controlo democrático dos amplos sectores da população, organizados em comités de base, em vez de milícias clandestinas que frequentemente degeneram em extorsão criminosa e que podem ser infiltradas por agentes secretos israelitas. Mas a política do Hamas de apoiar os ataques de rockets e os bombistas suicidas contra os cidadão de Israel, métodos a que o CIT se opõe, não pode defender os palestinianos e ajuda a aumentar o apoio entre os trabalhadores israelitas à sua elite governante.

Estão a realizar-se actos de protesto por todo o mundo exigido o fim desta luta. Obviamente, neste momento, o governo de Israel está apoiando por Bush e Obama mantêm-se silencioso. Embora eventualmente receio que uma espiral do conflito possa resultar na pressão das grandes potências sobre o governo de Israel para pôr cobro a esta campanha militar, é claro que o governo dos EUA e outros governos imperialista importam-se pouco com a situação das massas de Palestinianos. Ao mesmo tempo, os líderes da Liga Árabe estão, em geral, silenciosos, ou, como no caso do Egipto, cúmplices no ataque. A Organização das Nações Unidas, mais uma vez mostrou que nada pode fazer para se opõe às políticas das grandes potências, especialmente do imperialismo norte-americano.

Os protestos contra este ataque precisam urgentemente de intensificados para garantir o fim desta guerra em Gaza. Ao mesmo tempo, os Socialistas Revolucionários do CIT defendem que apenas um movimento dos trabalhadores, com políticas socialistas, pode mostrar uma maneira de sair deste pântano e por um final à aparentemente interminável série de guerras. Isto significa, reunir os trabalhadores palestinianos e israelitas, em acção conjunta, para que eles possam resolver os problemas com que se enfrentam, como parte da luta contra a opressão e o capitalismo.

Publicaremos brevemente a tradução da versão inglesa publicada no socialistword.net uma Declaração em hebreu, publicada no início da Guerra em Gaza, a 30 de Dezembro de 2008, pelo Movimento Luta Socialista (Tnu`at Maavak Sotzyalisti / Harakat Nidal Eshteraki – O CIT em Israel). Essa Declaração está a ser distribuída publicamente em Israel num contexto de uma onda reaccionária muito forte de militarismo e nacionalismo entre os Israelitas judeus

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