2008 – Um ano histórico

O Comité por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT) envia calorosas saudações de Ano Novo aos militantes das suas secções e grupos em todo o mundo e aos apoiantes e leitores do socialistworld.net [e do Socialismo Hoje].

socialistworld.net e Socialismo Hoje

O Comité por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT) envia calorosas saudações de Ano Novo aos militantes das suas secções e grupos em todo o mundo e aos apoiantes e leitores do socialistworld.net [e do Socialismo Hoje]

2008 foi um ano extraordinário, tão memorável, sem bem que de uma forma diferente, como 1968- o «Ano da Revolução» cujo 40º aniversário comemorámos nos últimos doze meses, conjuntamente com o 90º aniversário da Revolução Alemã. Este ano será relembrado como marcando o fim de um período para os socialistas revolucionários de muitos países de estagnação política. Com o colapso das economias planificadas estatizadas ineficazmente pelas burocracias da URSS e da Europa de Leste, há duas décadas, e o aparente triunfo do capitalismo, era dito aos operários e demais trabalhadores de todo o mundo que não havia alternativa ao capitalismo. A maioria dos dirigentes dos sindicatos e também dos partidos dos trabalhadores alinharam com essa mentira de que a cooperação com os patrões, em vez da luta, era o único caminho a seguir

A despeito das advertências dos marxistas, cujas ideias eram vistas como «obsoletas», o capitalismo parecia prometer um crescimento interminável. Esse crescimento baseou-se em níveis sem precedentes da dívida pública e individual e foi acompanhado por guerras e guerras civis, empobrecimento das massas, de um lado da sociedade, e de obscena riqueza e corrupção, do outro. O fosso entre ricos e pobres, quer a nível nacional, quer internacional deve mesmo ter ultrapassado os terríveis níveis descritos por Marx e Engels, há 150 anos. A degradação e destruição do sistema ecológico do planeta, levada a cabo pelos gigantescos gémeos opressores do capitalismo e do estalinismo, chegou perto de um ponto de não retorno.

Agora, com o dramático e caoticamente confuso colapso das principais instituições financeiras e do mercado de habitação, seguido inexoravelmente por uma deformação baixista da economia real, existe uma aceitação relutante entre os analistas capitalistas de que Marx estava certo e um crescente interesse no que o velho disse. Os escritos Socialistaa ganham popularidade, ao mesmo tempo que banqueiros e políticos capitalistas têm merecido a ira dos trabalhadores e dos jovens.

Socialistas genuínos

Se as nacionalizações e o Keynesianismo voltaram a estar em voga, como a única forma de «salvar» o capitalismo, então a atrefa para os genuínos socialistas e comunistas, como os do CIT, é elaborar reivindicações para verdadeiras medidas socialsitas. Os grupos e secções do CIT bateram-se energéticamente por nacionalizações que fosse completamente ao serviço dos interesses dos trabalhadores – contra os segredos empresariais, contra os despedimentos, contra os cortes salariais, pela partilha de empregos e o estabelecimento de um sistema de comités representativos dos trabalhadores a nível local e nacional, para controlar e gerir a economia e a sociedade.

Numa altura em que centenas de milhares de operários estão a ser despedidos na indústria automóvel e milhões enfrentam os males gémeos do desemprego e da perca de habitação, a luta contra o próprio sistema tem de estar na ordem do dia. Os membros do CIT estão, em todo o lado, envolvidos na luta pela construção de genuínos partidos de massas dos trabalhadores, dispostos a lutar. O próprio CIT provou ser um instrumento valioso na recolha e analise de experiências de novos partidos que se desenvolveram na Europa e na América Latina, como o ilustra as animadas discussões, relatadas no socialistworld.net, na reunião de Novembro do 2008, do Comité Executivo Internacional do CIT.

Mesmo no final deste ano, militantes do CIT participaram nos tumultuosos eventos na Grécia e na França, onde a juventude e as universidades representam um foco quente das lutes de massas que se aproximam. Na Itália, a revolta dos operários e demais trabalhadores com as perspectives para 2009 está a acumular força. São inevitáveis explosões de luta de classes. A sua calendarização, extensão e resultados não são previsíveis, mas os que, entre nós, querem dar o máximo de tempo e esforços para desenvolver essas lutas , têm de estar preparados e prontos.!

Um curto período de descanso é bem-vindo durante os feriados do Ano Novo, quando isso for possível. Mas como é claro, pelos artigos recentes publicados no socialistworld.net, em alguns países – como o Paquistão, Kazaquistão, Índia, Sri Lanka, Nigéria – não há férias nas batalhas políticas e económicas quotidianas.

À medida que se intensifica a luta de classes, mais energia e dedicação serão necessários, mais forças  serão recrutados para a causa da revolução socialista. Os jornais e sites do CIT, ganhando a popularidade com aprofundar da recessão, exigem mais recursos humanos e financeiros que necessitam de ser encontradas.

(Doações especiais de Ano Novo para o CIT podem ser feitas no socialistworld.net, clicando em  «doar»!)

Esperanças e aspirações

Os importantes acontecimentos à volta das eleições presidenciais nos EUA também marcam um ponto de viragem. A vitória de Obama já levantou as esperanças e expectativas de milhões nos EUA, e ao número de oprimidos e explorados ao redor do globo. Os trabalhadores esperam que a nova administração faça a a diferença – em relação ao Iraque, Cuba, e até mesmo o Médio Oriente. Mas o novo gabinete Obama claramente não representa uma ruptura com o Estado do grande capital. A guerra no Afeganistão vai continuar e, sob o capitalismo, infelizmente, todas as reformas e “protecção” que Obama possa vir a dar não irão garantir um futuro seguro para a classe trabalhadora americana, potencialmente a mais forte no mundo, e muito menos para as massas de todo o mundo. A gigantesca população trabalhadora da China também está a descobrir arduamente que o capitalismo não é a resposta, com o abrandamento da economia aparentemente imparável.

Impendem por todo o mundo enormes explosões; ondas revolucionárias podem desenvolver-se rapidamente em vários países. A tarefa dos membros do CIT é compreender, explicar, organizar e agir em consonância com os anseios e necessidades da classe trabalhadora e os pobres. Nada é automático. Mas, depois de 20 duros anos, chegou o momento em que as ideias do Socialismo assumem a carne e os ossos para a construção de novos movimentos e partidos de massa luta.

O sentimento nas secções e grupos do CIT, e no centro internacional do CIT, em Londres, é de um aumento na confiança e entusiasmo. As nossas ideias e abordagem estão correctas. As nossas fileiras irão multiplicar-se no calor dos acontecimentos. Agradecemos a todos aqueles que deram apoio – grande ou pequeno – ao CIT ao longo do último ano e aguardamos com expectativa os desafios de 2009. Apelamos a todos os leitores de socialistworld.net [e do Socialismo Hoje] para se juntarem a nós na luta por um mundo socialista.

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