Iraque – Arremesso “em nome” dos pobres e oprimidos da região

Posted on 21 de Dezembro de 2008 por

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Ampla solidariedade para com o jornalista iraquiano que atirou os sapatos a Bush

Tamer Mahdi – CIT no Líbano


O mundo árabe está a testemunhar acções de solidariedade com Mountazar Al Zaidi, com protestos organizados numa série de países. Com um sapato, o jornalista Al Zaidi tornou em realidade um desejo das pessoas da região e no mundo que se opõem à política dos EUA na região, violadora dos direitos humanos e que conduziu à destruição do Iraque ao ponto de fazer alguns dos iraquianos recuarem as dias da brutal ditadura de Saddam Hussein.

O que fez este jornalista não surpreende, dada a exposição do mundo à mentiras de George W. Bush acera da invasão e ocupação e da chamada “liberdade e democracia” em que vive o povo iraquiano. A reacção do governo iraquiano contra Zaidi – prisão e tortura – torna mais evidente que o que se passa hoje no Iraque está longe de ser a “liberdade e a democracia”. Há novos relatos que Zaidi tem fracturas de ossos e esta a sofrer de feridas severamente infectadas. Pediram até à sua família para retardar o regresso de Zaidi a casa por uma semana de forma a não se ver a sua condição horrorosa e para que a revolta não se faça sentir na sala de julgamentos onde ele foi levado anteriormente.

Diz-se que Zaidi é um «activista comunista revolucionário», que lutou contra o regime de Saddam Hussein.

A forma com que Zaidi desejou a George W. Bush adeus, durante a sua visita ao Iraque, foi, no mínimo o que este brutal líder e a sua degenerada administração mereciam, levando, por décadas, o mundo para a guerra e o empobrecimento e apoiando os reis árabes e os regimes corruptos de forma a manter controlo do petróleo e outras riquezas. Considerando o papel da Administração Bush no apoio ao regime de Israel não é de surpreender que o povo da Faixa de Gaza, apesar do cerco assassino, proteste em solidariedade com Zaidi.

O apoio e solidariedade que temos visto nos últimos dias podem facilmente intensificar-se com a amplificação das actividades. Os Socialistas e a esquerda na região devem intensificar as suas acções e não apenas juntar-se aos protestos solidários, mas ajudar a construir um movimento contra a Guerra e pela unidade das massas contra este mortal sistema capitalista.

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