Os dias que aí vêm


Muitos blogistas, activistas e comentadores descrevem os acontecimentos que se estão a desenrolar e confessam uma certa incapacidade para perspectivar propostas reais que não seja, a prazo, voltarmos às condições que provocaram estas  crises

Talvez seja necessário voltar aos baús dos antigos e voltar a compreender, analisando o concreto que se passa, que este governo, um governo mais à direita, um governo mais à esquerda, mais abaixo ou mais acima, com estas relações de produção, com este modelo económico é, com todas as cambiantes possíveis, um governo que garante o sistema de exploração e dai que é ele que é necessário mudar mas apenas e só se for para mudar o sistema económico.

A apropriação colectiva dos meios de produção, o planeamento económico com vista às necessidades das pessoas e não à produção do lucro só pode ser feito por um governo que assegure, com a autoridade democrática de representar a maioria social do pais, -e do mundo – que esse planeamento, a execução e gestão do plano e das forças produtivas e o controlo de todos estes processos sejam assegurados por corpos de representantes dos trabalhadores e dos consumidores.

Isto é, perspectivar o fim da propriedade privada com base na exploração do homem pelo homem.

Que Soluções Tem a Burguesia?

Conscientes do perigo que o seu sistema capitalista corre, por todo o mundo as diferentes facções dos capitalistas unem-se para debelar a custa à custa dos trabalhadores. Dai as acções bipartidárias em plena campanha eleitoral norte-americana, com Bush, Mcaen e Obama de mão dadas para resolver o problem. Atamacaram uma solução, mas a coisa já é grande demais para eles. As manobras de Sarkovy, Gordow, Merkell e Berlusconni vão na mesma linha.

Por cá as conversas acerca de um Governo do Bloco Central passam pelas redacções dos média, nas crónicas do analistas capitalistas e nos quartéis generais dos partidos em causa. A classe dominante quer um Governo “Forte”de “Lei&Ordem” para impor aos trabalhadores a factura da crise.

Os sectores democráticos da burguesia, sensíveis ao mal social que por ai vem, pensam fazer voltar a roda da história para trás e impor medidas de estado social como forma de atenuar o fardo sobre os explorados e excluídos.

Para isso necessita de uma certa esquerda disponível a amansar a revolta que cresce, que acalme os ânimos e leve a vaselina em doses certas para os trabalhadores aguentarem o remédio.

As Esquerdas Parlamentares

A nova esquerda parlamentar, mesmo com alguns acessos de febre radicalizante, no essencial querem ser “modernos”, “porpositivos” encontrar”novas soluções” e desejosos estão eles que a tal visão humanista, popular, republicana, quiçá socialista, dê um paso para eles desatarem a correr para arrebanhar postos e convencer os seus descrentes.

A velha esquerda parlamentar também, face aos acontecimentos e à sua compreensão da gravidade deles, foi recuperar a “unidade de todos os portugueses honrados” para combater e derrotar o governo e a politica de direita. Para já, no nosso entender, é positivo a reintrodução na agenda politica da questão da pertença da propriedade, exigindo a nacionalização estatal nomeadamente dos sectores s económicos estratégicos.

Por um perspectiva independente de classe

Falta a nossa ver, aquilo que difere das nacionalizações que os governos capitalistas estão a ser forçados a fazer e as nacionalizações que um partido de classe, que representa os interesses dos trabalhadores.

Enquanto para aos capitalistas é uma socialização dos seus prejuízos, para que possam retomar os chorudos lucros mais tarde nas privatizações; para os trabalhadores as nacionalizações só têm sentido se foram para efectivamente mudar a vida e a sociedade, usar os recursos de uma forma planificada para dar resposta às necessidades das populações, usar os activos dos bancos não para jogar no casino especulativo, mas para investir nas infra-estruturas, na produção de bens, no sistema educativo, no Serviço Nacional de Saúde, etc.

Ora por ser exactamente este o tipo de programa necessário, que certamente a massa dos trabalhadores compreenderão, que exige que o modelo político mude e constitua corpos eleitos democráticos e democraticamente controlados pelos eleitores que planeiem, giram e controlem a economia.

Apresentar desde já ideias que posam agora ser implementadas mas que as pessoas entendam que só quando a coisa for totalmente diferente é que o sonho colectivo, que entretanto esta a reerguer-se, pode efectivamente ser possível.

Uma coisa é absolutamente certa, os operários, os trabalhadores necessitam de uma representação política, independente, que represente os seus interesses e perspective uma sociedade genuinamente socialista, a Democracia Socialista.

Os eventos, dramáticos, que se estão a desenrolar, irão por à prova as direcções do BE e do PC. Se conseguirem resistir e fazer avançar os trabalhadores, é excelente. Se falharem, necessariamente novos dirigentes terão de surgir com um novo programa, e métodos de luta.

Um Debate necessário

O Socialismo Revolucionário convida fraternalmente todos os leitores a deixar s seus comentários e sugestões

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s