Unidade! Unidade! Unidade! Do Trabalho Contra o Capital!

Manifesto 1º de Maio
Há 122 anos, a Iª Internacional dos Trabalhadores, fundada por Marx e Engels, expressando a indignação internacional do movimento operário contra o assassinato de dirigentes de trabalhadores de Chicago que lutavam pela Jornada Daria de Trabalho de 8 horas, decretou o 1º de Maio como Dia Internacional dos Trabalhadores.
Desde então, o movimento internacional de trabalhadores, através das suas organizações políticas e sindicais, jamais deixou de organizar acções de luta no 1º de Maio. Também em Portugal, apesar da dura repressão durante o fascismo, os trabalhadores e as suas organizações nunca deixara de assinalar com greves, lutas e manifestações o 1º de Maio.
O Capital, os seus “Marcelos Rebelos de Sousa”, a sua imprensa e os seus governos dizem-nos e repetem-nos que não há alternativa.
Mas que futuro eles têm para nos dar?
Apesar da hoje a ciência e tecnologia permitirem à Humanidade viver sem fome nem doença, vemos, à medida que o preços dos cereais crescem e o Capital engorda de lucros obscenos, o espectro da fome e da doença a avançar pelo mundo!
Os conflitos violentos, as guerras civis a opressão e ocupação imperial destroem milhões de vidas humanas, reduzem à miséria populações inteiras e destroem milhões de biliões de euros em recursos que poderiam ser usados para acabar com as necessidades básicas da Humanidade, a dar uma vida digna a cada criança, mulher e homem do Mundo.
A riqueza do mundo, que continua a crescer, mas está concentrada nas mãos de um grupos cada vez mais pequeno de multinacionais e indivíduos. É por isso que encerram hospitais, centros de saúde e maternidades públicas e, logo de seguida abrem privados,
É preciso, é urgente, uma politica diferente
Esta é uma das frases mais repetidas desde há muitos anos e nomeadamente no crescente número de acções de protesto, manifestações e lutas que o movimento dos trabalhadores e outros movimentos populares organizam. É verdade que sim, é necessário uma política diferente.
Mas é necessário, a nosso ver, que esta reivindicação seja suportada num programa que vá à raiz dos problemas que nos afligem.
O problema não são os homens e mulheres que estão nos governos, a sua “maldade” ou “bondade”. Eles cumprem um papel definido de defesa de um dado sistema económico que tudo determina, um sistema cujo objectivo central é a obtenção de lucro privado, através do que chamam “mercado livre”, numa palavra: o Capitalismo.
O movimento dos trabalhadores procurou historicamente alterar esse sistema, para um baseado na satisfação das necessidades humanas, na resposta e organização colectiva para uma vida melhor, numa palavra: o Socialismo.
Tentou uma organização unitária da sociedade na Comuna de Paris, no séc. XIX, tomou o poder na Rússia em 1917 e ensaiou passos na direcção a uma sociedade Socialista – degenerada posteriormente por uma elite burocrática que levou ao esmagamento da Revolução, tentou mais uma vez, em Portugal, na Revolução de Abril, quebrar as amarras do Capital: respondendo à fuga de capitais, máquinas, matérias-primas, os trabalhadores avançaram para a apropriação colectiva dos meios de produção, dos bancos e das instituições financeiras, começaram a Reforma Agrária. Criou-se o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública Democrática, e Gratuita, pôs-se fim à opressão colonial. A pressão dos trabalhadores forçou estes passos mas não fomos capazes de impor um verdadeiro controlo democrático do planeamento económico não virado para o lucro dos milionários mas para as necessidades de milhões.
Foi necessário o cerco do capitalismo mundial, a ameaça do Imperialismo, através da CIA e da NATO, os bandos fascistas do ELP e MDLP e até os falsos “socialistas” como Soares e CIA. – que estava disposto à guerra civil para defender a liberdade dos ricos explorem os pobres.
Vencida a Revolução Soares apressou-se a por o seu “socialismo” na gaveta. Desde então, 1976, o capitalismo tem vindo a destruir as conquistas seja através dos partidos abertamente capitalistas, como o PSD e o PP, seja através do chamado Partido “Socialista”.
Hoje, no Governo, o Partido de José Sócrates usurpa a ideia do Socialismo para continuar a roubar direitos e dignidade aos trabalhadores e jovens e oferecer lucros e financiamento público ao grande Capital.
Da Resistência possível à Resistência Necessária
Apesar da combatividade e tenacidade de muitos e muitos milhares de militantes das bases dos partidos de esquerda, o que nos faz falta é um programa de luta verdadeiramente socialista que denuncie o falso socialismo do PS e torne popular uma alternativa de Democracia Socialista entre os trabalhadores e a juventude.
A “democracia parlamentar” é, cada vez mais, a parra de figueira que tapa o “quer, posso e mando” do Capital; o Governo “democrático” é, cada vez mais, o fiel capataz dos interesses do Capital, da União Europeia dos patrões contra quem trabalha e os jovens da Europa e do mundo.
Num mundo à beira de uma profunda depressão económica, – provocada pela especulação bolsista e a obscena ganância de lucro do Capital, a União Europeia e o nosso Governo insistem em destruir o que resta do Estado Social, no desmantelamento dos Serviços Públicos, na privatização da Saúde, da Educação, de tudo o que possa ser transformado em lucro privado para um grupo cada vez mais restrito de grupos económicos e indivíduos.
A inflação brutal dos preços dos produtos alimentares – os preços dos cerais cresceram no último ano entre 70% a 120%, o aumento das taxas de juro dos empréstimos para habitação, a imposição de salários baixos, a precarização das relações de trabalho são as receitas para garantir a manutenção dos lucros aos ricos e impor a miséria aos trabalhadores e seus filhos.
Contrapor às medidas do Governo com propostas de carácter genuinamente socialistas será um passo para reforçar a resistência que cresce em Portugal, tal como no resto do Mundo. Com base num programa para a Democracia Socialista será possível ampliar e unificar a resistência e colocar um travão aos ataques a que nos sujeitam.
Algumas medidas que são urgentes:
Aumento imediato do salário mínimo nacional para 500€ como forma de aproximar a nossa politica salarial á média europeia; Aumento equivalente o Subsídio de Desemprego das reformas e aposentações.
• Proibição de despedimentos; redução das jornadas de trabalho sem redução salarial; fim à precarização.
• Defesa da Escola Pública Democrática e de uma Universidade Pública, de Qualidade e Gratuita. Fim às propinas Financiamento estatal apropriado.
• Não ao aumento das taxas de juro para habitação. Suspensão das amortizações em caso de desemprego ou de forte baixa de rendimentos dos trabalhadores.
• Nacionalização dos sectores chave da economia bem como do sistema bancário e financeiro para assegurar investimento na produção de bens que correspondam às necessidades da população e não aos lucros de meia dúzia.
• Fim da participação militar e diplomática na agressão imperialista aos povos: Tropas portuguesas fora do Iraque, Afeganistão Kosovo, Timor e outros espaços de intervenção imperialista
Socialismo ou barbárie
O Capitalismo, além não dar resposta a nenhum dos problemas que se colocam à Humanidade, através da sua forma caótica de organização, produz pobreza, miséria, doença, guerras e contribui fortemente para a destruição ambiental.
A globalização capitalista espalha as crises que inevitavelmente o sistema produz e as crises são pagas por milhões de trabalhadores, pobres urbanos, camponeses, jovens.
Uma resposta eficaz, mesmo que parta de um dado país, necessita da solidariedade activa dos trabalhadores e jovens de todo o mundo.
Os actuais eventos na América Latina, nomeadamente na Venezuela, Bolívia, Equador, recolocaram o Socialismo como alternativa ao capitalismo.
Quem somos?
Somos o colectivo de militantes do Comité por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT) em Portugal, organizados sob o nome de Socialismo Revolucionário, SR.
O CIT foi fundado a 23 de Abril de 1974, é uma organização mundial socialista, marxista e revolucionária presente em cerca de 40 países de todos os continentes.
Neste 1º de Maio o SR assume o compromisso de divulgar as ideias do Socialismo, promover a unidade e combatividade dos trabalhadores e jovens em Portugal para a sua emancipação.
O nosso apelo aos trabalhadores e jovens é reforçarem a Unidade e a Combatividade contra o Capital e o seu Governo, para que se cumpra o desafio que nos faz o Hino dos Trabalhadores, a Internacional:

“Unamo-nos e amanhã
A Internacional
Será o género Humano!”

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