A Crise que aí vêm…

Sob esta designação publicamos um conjunto de textos produzidos por militantes do Comité por Uma Internacional dos Trabalhadores que analisam a crescente crise económica mundial e procuram quer antever as prováveis consequências da crise que se está a instalar, bom como as tarefas que se colocam aos marxistas, aos socialistas revolucionários e aos trabalhadores em geral

A importância de um pensamento claro sobre estas amtérias que a burguesia e os reformistas nos querem fazer crer impenetráveis para poderem continuar a alienar os trabalhadores e activistas é patente no pequeno artigo que se segue.

Alternativa Socialista

No seu estudo clássico “O Imperialismo, Estádio Supremo do Capitalismo”, Lenine escreveu que:

“Traduzindo na linguagem humana comum, isto significa que o desenvolvimento do capitalismo chegou a uma etapa quando, embora que a produção de mercadorias ainda “reine” e continue a ser considerada como a base da vida económica, na realidade foi minada e a maior parte dos lucros vá para os “génios” da manipulação financeira.”

Operando fora de controlos governamentais inclusive mínimos, 3/4 dos fundos de investimento de risco têm sede nas Ilhas Caiman, um paraíso fiscal.
Os políticos capitalistas têm una total responsabilidade por esta situação – um grupo de trabalho da administração Bush decidiu recentemente, em Fevereiro de este ano, que os Fundos de Risco (edges funds) “não necessitavam de regulação” informou o Washington Post (4 de Julho de 2007).
Desde o colapso dos Fundos de Investimento de Risco da empresa Administração de Capital a Largo Plazo, em 1988, colocando uma ameaça gigantesca ao sistema financeiro, o volume de dinheiro administrado por fundos de Risco nos EUA aumentou de cerca de $300 milhões de dólares para bem acima dos $1 triliões de dólares. Globalmente, supõem-se que gerem quase $2 triliões, ainda que ninguém está completamente certo disso. O papel dos Fundos de Investimento de Risco serve muito para explicar a volatilidade da bolsa de valores nas últimas semanas.
Durante o auge do crédito, os bancos e as firmas de intermediação emprestaram grandes somas de dinheiro a Fundos de Investimento de Risco e outros especuladores o que conduziu à baixa das taxas primárias sobre activos de risco, como os que têm como base a dívida hipotecária secundária.
Agora que o mercado colapsou, os bancos e correctores querem que os fundos de risco consigam mais garantias para assegurar empréstimos marginais ou que vedam activos. Os investidores ricos por detrás da maioria dos fundos de investimento de risco procura aos gritos retirar os seus investimentos.
Isso explica porque é que, antes do “voo para a qualidade” que ocorre normalmente quando os investidores detêm activos perigosos, as acções de muitas das principais e presumivelmente mais sólidas empresas foram manchadas pelo pânico boçal das últimas semanas.
As acções em companhias como General Electric, Wal-Mart, Samsung e gigantes mineiras como BHP Billiton e Rio Tinto sofreram uma forte queda. Isso deve-se, parcialmente, a que os Fundos de Investimento de Risco foram obrigados a vender a maior parte dos seus nomes mais líquidos para cobrirem as percas do mercado secundário de hipotecas e de ouros activos de alto risco. Quedas continuas no preço das acções podem causar grandes problemas, para conseguir novos empréstimos, mesmo a companhias com balanços saudáveis, desdobrando a crise, portanto, aos investimentos e outras áreas da economia do “mundo Real”.

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