Construir a Greve Geral em Luta e Solidariedade


A Riqueza do Capital
Os trabalhadores portugueses assistem a um ataque sem precedentes às suas condições de trabalho e de vida. O capitalismo em Portugal continua a crescer e florescer. Apesar dos discursos da crise, a verdade é que os lucros brutos das 500 maiores empresas não financeiras no final de2006 rondavam os 23%, enquanto apenas os 4 maiores bancos tiveram aumentos de lucros na ordem dos 30%. Os lucros da GALP, EDP e PT ascendem a 10.000€ por minuto!
A Pobreza de quem trabalha
A par e passo desta obscena acumulação de riqueza, cresce diariamente o número de pobres em Portugal. Um em cada quatro pobres em Portugal trabalha, o que significa que os salários são de tal modo miseráveis que não dão para a sobrevivência mínima das famílias trabalhadoras. Cerca de 2 milhões de idosos vivem no limiar da pobreza. O desemprego, apesar das manobras e demagogias do Estado, não pára de crescer. Com ele a precariedade, a supressão de direitos dos trabalhadores, a repressão patronal.

PS, verdadeiro partido neoliberal
O governo do PS, que há muito abandonou qualquer perspectiva minimamente democrática e socialista, é o ponta de lança da ofensiva generalizada do patronato português e do capitalismo global, A sua missão é reduzir os salários, aterrorizar os trabalhadores através da flexi(in)segurança, reduzir o estado à expressão mínima, como Marx e Engels , genuínos socialistas definiam há mais de 100 anos: um corpo de homens armados em defesa da classe dominante. O PS nada tem a haver com o genuíno Socialismo. É um partido capitalista que aplica os ditames do neoliberalismo global.
A chamada “reforma do Estado” significa, o despedimento em massa dos trabalhadores da Administração pública e a destruição dos Serviços Públicos, a entrega à gula do Capital da Saúde, da Educação, da Segurança Social. A proposta de rever o Código do trabalho visa aprofundar o ataque aos trabalhadores e suas organizações de classe.
Dividir para Reinar
Para ter sucesso o governo conta com o apoio dos órgãos da comunicação social, dos chamados especialistas tipo Marcelo ou Sousa Tavares e mais do que tudo, do apoio entusiástico das Associações patronais. Daí a crise permanente dos partidos capitalistas tradicionais, o PSD e o PP e a aparente popularidade do governo e de Sócrates. Mas também a discreta promoção dos bandos neonazis que preseguem trabalhadores estrangeiros e tentam promover o racismo e a xenofobia

Resistência e Luta
Mas a esta ofensiva os trabalhadores estão a dar resposta. O Protesto Geral de Outubro (120.000) nas ruas, ou a Manifestação Nacional de 2 de Março (150.000),as lutas contra o encerramento de Maternidades, Centros de Saúde, Escolas, a luta pela efectivação da contratação colectiva, as acções de greve e de rua mostram que cresce a vontade de dizer: Já Basta!
Rumo à Greve Geral
A convocação da Greve Geral está a ser saudada pelos trabalhadores, mas também por jovens, reformados, desempregados. Ela será um importante passo para travar a ofensiva em curso e preparar-nos colectivamente para reconquistarmos os direitos que nos estão a roubar.
Durante Maio, por todo o país, é necessário que todos participemos na construção da Greve Geral: seja nas empresas como nos bairros, nas escolas ou nos serviços, necessitamos de explicar e mobilizar, desafiar à acção todos os que são vítimas da política neoliberal de Sócrates e seus comparsas. Trabalhores e jovens, portugueses e estrangeiros necessitam de unir-se, resistir e lutar para vencer.
O que faz falta é o verdadeiro Socialismo
Na luta contra a ofensiva neoliberal, há que compreender que o Governo PS/Sócrates é uma das expressões políticas de um sistema económico que se baseia na exploração e opressão, o Capitalismo. Em última análise, é o sistema que gera riqueza dos poderosos e a crise que nos oprime.
E apenas o derrube do Capitalismo e a instauração de uma verdadeira Democracia Socialista, em Portugal e no Mundo pode, de vez, pôr cobro às guerras, pobreza, fome, desemprego, destruição ambiental.
Só assim teremos uma Sociedade centrada na Humanidade e não nos lucros de alguns.

Contra a Carestia, Salário Minímo de 550€!
Proibição de Despedimentos em empreas lucrativas!
Fim á Precariedade, Trabalho com Direitos!
Defesa dos Direitos Laborais e Sindicais!
Defesa da Contratação Colectiva!
Defesa dos Serviços Publicos!
Fim das Privatizações!

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