Contra o Capitalismo e o Fascismo

Luta, Solidariedade, Democracia Socialista

A 25 de Abril celebramos o 33º aniversário do derrube do Fascismo e do começo da Revolução de Abril.
O 25 de Abril será sempre o Dia da Liberdade. Nos dias e meses que seguiram Abril, os trabalhadores e os pobres em Portugal tomaram, nas suas mãos, o seu próprio destino. Uma gigantesca onda de lutas operárias e laborais, de assalariados agrícolas e camponeses, de moradores pobres e estudantes desferiu sucessivos golpes contra a exploração e opressão. Os soldados e marinheiros, trabalhadores em armas, solidarizaram-se com os Movimentos de Libertação Nacional africanos e recusaram-se a continuar a Guerra Colonial. Os operários e demais trabalhadores ocuparam fábricas e empresas para as defender da sabotagem e boicote do Capitalismo. Na luta pelo pão, os assalariados agrícolas avançaram na Reforma Agrária. Foi o movimento dos trabalhadores que fez as Conquistas de Abril. Para o jornal inglês TIME, o capitalismo em Portugal estava morto.
Infelizmente a Revolução de Abril ficou a meio. O golpe reaccionário de 25 de Novembro, apoiado pela CIA e pelos social-democratas europeus, salvou o capitalismo. E ao salvá-lo, salvou o fascismo. Logo na altura os bandos fascistas do MDLP e do ELP espalharam terror e morte no nosso país. E agora novos nados neofascistas voltam a estar activos. Porque o Capitalismo gera fascismo.
Os recentes acontecimentos em Santa Comba, a projecção mediática dada ao PNR, o crescimento das acções provocatórias e violentas racistas e xenofobas skin-nazis mostra que Portugal não está à margem do que se tem passado por toda a Europa: a extrema-direita está, como um cancro perigoso, a ganhar terreno.
É um agrave erro para o movimento dos trabalhadores e para a juventude pensar que o fascismo e o racismo são fenómenos isolados e pontuais. Na verdade eles são também uma consequência do tipo de sociedade que temos e das políticas neoliberais que nos afligem. O terrorismo social das políticas do capitalismo, tão zelosamente levadas a cabo pelo governo, e esta política aliada à exploração e opressão inerentes ao sistema capitalista,


é um terreno fértil para o cancro neofascista.
A falta de Escola de qualidade, de Trabalhos com direitos, de Habitação a custos acessível e digno gera o desânimo e o desespero de muitos e é disso que os neofascistas se alimentam tentando dividir os trabalhadores e jovens entre os portugueses e os estrangeiros.
Só a luta unida dos trabalhadores e jovens, portugueses e estrangeiros, contra a pobreza e a precariedade, por serviços públicos, de qualidade, como a Escola e a Saúde, por um programa público de Habitação digna a custos acessíveis pode, não só barra o passo aos fascistas e racistas, mas também criar uma alternativa democrática combativa ao sistema capitalista, o Socialismo dos trabalhadores
Racismo não! Trabalho Educação! O Fascismo Não Passará!

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