Fim ao Bombardeamento da Palestina e do Líbano!

Este texto é uma análise de Kevin Sinpson, do Secretariado Internacional do CIT.
Foi publicado a 18 de Julho e, necessáriamente, não tem em conta os desenvolvimentos posteriores.
José David Gregório

Os ataques aéreos do regime de Israel ao Líbano
abrem a porta a uma nova guerra regional

“Faremos recuar o Líbano 20 anos”. Esta ameaça de um general israelita está agora a ser implementada por um brutal bombardeamento do Líbano pelas Forças Armadas de Israel, as FDI. Nos últimos de sete dias, muitas partes do Líbano foram bombardeadas “até ao subsolo” como um activista socialista de Beirute descreve os acontecimentos.
O regime de Israel, com o apoio da administração Bush e o seu aliado Primeiro Ministro Blair, corre o perigo de conduzir a região para uma nova Guerra regional a não ser que a classe capitalista israelita seja forçada a recuar. A incursão da FDI em Gaza foi suficientemente devastadora. O regime israelita tem um historial de invasão e ocupação do Líbano. Contudo, a mais recente invasão aérea do Líbano, dado o aumento da enorme potência de fogo do armamento militar israelita que devastou o país é, qualitativamente, de uma ordem diferente.
Os eventos estão numa espiral for a de controlo. Jornalistas da TV jordana relatam ameaças israelitas ao regime da Síria para forçar o Hezbollah a recuar ou enfrentar raids de bombardeiros dentro de 72 horas. O Primeiro Ministro israelita Olmert fala ominosamente de uma «longa guerra», enquanto que o Sheikh Nasrullah, líder do Hezbollah, ameaça Israel com mais ataques de rockets e dispara-os. Um diplomata ocidental diz “Se [o cenário de pesadelo] se desenvolve todos estaremos num profundo, muito profundo problema” (Observer, 16 de Julho de 2006)
As guerras e os conflitos militares têm uma lógica própria. No Médio Oriente, ensopada com ódio ao imperialismo norte-americano e a bárbara opressão de décadas sobre os palestinos, isto é ainda mais verdade. Desde a ocupação pelas FDI da Margem Ocidental e da Faixa de Gaza na Guerra Israelo-Árabe de 1967, mais de 650.000 actos de detenção e prisão de palestinos foram levados a acabo pelo estado israelita. Mais de 9000 palestinos e libaneses sofrem as prisões israelitas. Isto é apenas um indicador da opressão sofrida pelas massas palestinas.
Não pode ser posto de parte que o regime de Israel possa recuar na iminência de uma nova guerra aberta. Mas essa possibilidade decresce de dia para dia. Contudo, mesmo se for esse o caso, a situação política no Médio Oriente mostra algumas semelhanças com as enormes tensões e amarga revolta entre as massas árabes que existiam no período anterior às guerras Israelo-Árabes em 1956 e 1967.
Enormes faixas do Sul de Beirute estão reduzidas a escombros fumegantes com os moradores vagueando pelas áreas em estado de choque face à enorme destruição que chegou na forma de salvas de mísseis e bombas vindas de terra, do mar e do ar. Pontes, estradas e centrais eléctricas foram pulverizadas. A destruição de fábricas começou. Todos os portos e aeroportos do Líbano forma bombardeados. A falta de mantimentos e água potável é geral. A fome e as doenças, sempre companheiras das guerras e conflitos, ameaçam agora os mais pobres do Líbano.
Centenas de mortes
Centenas de civis libaneses já foram mortos, muitos deles feitos em pedaços pelas de bombas do FDI enquanto tentavam fugir do país para Damasco, a capital da Síria. Um milhão de refugiados fugiu de Beirute. Já ocorreram massacres. No sábado, 15 de Julho, a FDI advertiu os residentes de Marwaheen, no Sul Líbano para abandonarem a sua aldeia. Quando saíam da aldeia, a coluna de camiões que os levava foi atacada com um míssil israelita. Morreram 20 pessoas, incluindo muitas crianças. Foram divulgadas fotografias horrorosas de corpos desmembrados nas televisão do mundo árabe e muçulmano.
Mas, como é o caso em todos os conflitos, são a classe operária, os demais trabalhadores e os camponeses pobres de ambos os lados que sofrem – mão os generais, os políticos e a elite capitalista que estão bem longe do perigo, incluindo os que, como o filho de Hariri, o antigo presidente libanês, que está albergado num hotel de cinco estrelas em Damasco. Os trabalhadores e jovens libaneses sofrem a maior parte da morte e destruição. Contudo, cada vez mais os trabalhadores judeus israelitas também sofrerão, como os oito ferroviários mortos por um míssil do Hezbollah em Haifa no passado fim de semana o demonstrou. Os árabes israelitas também se tornaram vítimas dos ataques de rockets do Hezbollah em vilas dentro de Israel como Majd el Krum onde um morador árabe israelita disse que o Hezbollah perece “não fazer diferença entre Judeus e Árabes. Mas todos somos comida do mesmo prato”:
Internacionalmente, os trabalhadores e juventude estão cada vez mais revoltados com a brutalidades deste conflito e a cínica frieza em relação às vidas de civis inocentes mostrada pelo imperialismo dos EUA e das potências da União Europeia (UE). Quando foi perguntado a um porta-voz presidencial norte-americano se Bush condenaria a resposta desproporcionada de Israel, respondeu: «O Presidente não dará conselhos militares a Israel” (London Times, Quinta Feira 15 de Julho de 2006). Contudo, na cimeira do G8, numa conversa privada com Blair que foi captada por gravação, Bush disse: “O que eles necessitam de fazer é de atacar a Síria, para parar o Hezbollah para esta merda”.
A elite Árabe é fraca e gananciosa. Uma reunião da Liga Árabe durante o passado fim de semana, foi incapaz de emitir uma declaração! A Arábia Saudita apoiou inicialmente a acção de Israel contra o Hezbollah. Todas estas acções serão recordadas pelas massas árabes e estes líderes pagarão por estes crimes no futuro.
Contudo, o que realmente revolta todos os que estão horrorizados pelas cenas de destruição que vêm nas suas TVs em cada noite que passa e que conduzem as massas árabes e muçulmanas a níveis de revolta incandescente, é que o imperialismo dos EUA apoia tão aberta e transparentemente o regime de Israel. E tudo isto é feito em nome da ‘democracia’ e contra o ‘terrorismo’. A Cimeira do G8, sobre forte pressão do imperialismo dos EUA, emitiu uma declaração colocando o ónus do conflito no Hezbollah e recusando a apelar a um cessar fogo. Uma reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE seguiu essa declaração em comentários similares, recusando-se a condenar Israel. Tudo isto junto dá apoio ao regime de Israel para o castigo colectivo de toda a nação libanesa. O imperialismo ocidental lamentará o dia que deu luz verde para o regime de Israel pulverizar o Líbano, o que não nada mais do que terrorismo de estado.
A atitude do imperialismo americano face a Israel não é nada de novo. Ao longo do ano passado, Bush apoiou a construção massiva de colonatos por Israel na Margem Ocidental e deu quase carta branca ao plano de Olmert para impor unilateralmente um ‘acordo final’ sobre os palestinos , que lhes deixará apenas com 115 da original Palestina , e mesmo essa área sendo cercada por muros de separação tipo “Muro de Berlim”.
Já passaram os dias em que os EUA pareciam ser neutrais. Agora é muito difícil à administração Bush até fingir que age como travão à brutal repressão militar do regime de Israel. Mesmo a elite árabe percebe isso.
Mudança de políticas
Parte disto representa uma mudança de políticas sob o segundo mandato da Administração Bush. Mas também está ligado ao facto de que a capacidade do imperialismo dos EUA de intervir e influir nos acontecimentos mundiais é agora muito mais limitada que antes. A seguir aos ataques do 11 de Setembro, quando a hiper potência dos EUA parecia temporariamente ter mais espaço para intervir militarmente em todo o mundo, o regime de Bush avançou com a ideia que riria redesenhar o Médio Oriente. Iriam varrer os Talibans do Afeganistão e implementar um ‘regime democrático secular’. Trataria do regime de Saddam no Iraque e novos regimes amigos dos EUA floresceriam no Médio Oriente e dariam energia barata ao Ocidente. Seguir-se-ia uma transformação ‘democrática’ no resto da região, varrendo o regime do Irão que fazia parte do ‘eixo do mal’, o regime Baas de Assad da Síria e talvez mesmo mudar antigos aliados dos EUA com governantes mais adequados e estáveis em países como o Egipto e Arábia Saudita. Uma solução final para o conflito Israelo-Palestina iria resultar do esmagamento dos grupos islâmicos mais extremistas nos Territórios Ocupados.
Esta Utopia neo-conservadora foi substituída por uma horrorosa catástrofe para as massas e provocou um pesadelo político e militar para o imperialismo para qualquer lado que se volte. O Iraque és numa situação pior do que estava sob o brutal regime de Saddam Hussein. A possibilidade do país se partir em pequenos Estados instáveis e hostis torna-se dia para dia mais real. O Irão foi qualitativamente fortalecido regionalmente porque os partidos Xiitas ligados ao regime estão em ascendência no Iraque.
Mais, o regime iraniano recusou-se a vergar à pressão ocidental para parar com a produção de urânio enriquecido e, ao faze-lo, ganhou apoio de maioria da população do Irão pela sua retórica anti-imperialista. A Arábia Saudita e o Egipto enfrentam crescente ameaças de grupos islâmicos reaccionários ligados à Al-Qaeda. A somar a isso, a Fraternidade Islâmica teve importantes ganhos eleitorais nas recentes eleições gerais no Egipto. Mas a mais clara humilhação para o imperialismo norte-americano na região veio da esmagadora vitória eleitoral do Hamas mas eleições da Palestina, em Janeiro passado. Este exemplo mostrou a hipocrisia da administração de Bush. Este lançou uma campanha, apoiada por ameaças de intervenção militar ampla no Médio Oriente, em nome da ‘democracia’. Contudo, quando se deram as eleições, o imperialismo dos EUA não gostou dos resultados. Consequentemente, quando o regime de Israel desencadeou mais destruição contra as massas palestinianas em resultado das eleições, receberam total apoio do imperialismo norte-americano e dos seus sequazes.
Mas a presente fase dos acontecimentos é bem mais séria. O ataque original do Hezbollah á coluna militar israelita foi feito para fortalecer a sua posição dentro do Líbano, desde a retirada das tropas sírias lhes levou o que é visto como um dos seus aliados. O ataque também foi feito para desviar as atenções da exigência das Nações Unidas para o Hezbollah desarmar as suas milícias.
O Hezbollah, melhor armado e mais coeso que o Hamas, representa um formidável inimigo para o regime de Israel. É actualmente visto como a terceira mais poderosa força armada na região por alguns observadores militares. Foi responsável, com base no seu apoio de massas entre a população xiita e pelos seus ataques armadas contra tropas israelitas, por forçar a FDI a retirar prematuramente do sul do Líbano em 2000. É por isso que é um enorme golpe para o prestígio dos militares. É por isso que comentadores da imprensa israelita chamam, ao Líbano, o “Vietname do Israel”.
Contraprodutivo
O Hezbollah tem o direito de resistir às agressões de Israel mas usar ataques indiscriminados contra áreas civis israelitas é contraprodutivo. Em vez de minar o apoio ao regime de Israel entre a sua população, é mais provável que cimente os trabalhadores e jovens israelitas à volta do seus regime.
Quando o Hezbollah matou sete soldados e capturou outros dois, os militares israelitas sofreram outro enorme golpe. Uma vez que o conflito entrou em escalada, o Hezbollah mostrou que é capaz de atingir importantes centros populacionais de Israel, como Haifa. Mais de um milhão de habitantes da cidade e dos seus subúrbios, a terceira maior de Israel, fugiram para o sul e os principais locais de trabalho de Haifa estão encerrados. Isto significa que o prestígio do regime de Israel está agora em causa. A sua promessa de décadas de fornecer segurança permanente à população judaica de Israel é cada vez mais posta em causa.
Esta é uma das principais razões por que está a haver uma tal brutal resposta aos ataques do Hezbollah.. Torna-se claro que a elite militar israelita quer enfatizar uma política daquilo que descrevem como «prevenção». Isto não significa que se oponham ao plano do governo de Olmert para uma retirada de áreas da Margem Ocidental e a imposição de um acordo final ao Palestinianos. Mas é claro que querem fazê-lo esmagando qualquer sinal de resistência para sublinhar que o capitalismo israelita é e principal potência militar na região e a retirada não é um sinal de fraqueza. A natureza esmagadora da sua resposta aos rockets do Hezbollah é uma mensagem clara aos sues oponentes e às massas árabes – «oponham-se a nós e sofram as consequências».
A esperança da FDI é que os seus bombardeamentos forcem o governo libanês e a sua população a voltarem-se contra o Hezbollah e força-lo a desarmar-se e a retirar para 25 milhas da fronteira entre o Líbano e Israel., para o rio Litani. Com efeito, isso significaria que o Hezbollah sairia das áreas onde é maior o seu apoio entre a população.
Mas as tácticas do FDI apenas servirão para tornar as coisas piores. Entre alguns sectores da população que apoiam os mais reaccionários partidos cristãos do Líbano, há total apoio para o esmagamento do Hezbollah, de que são, apesar de tudo, históricos oponentes desde os tempos da Guerra Civil Libanesa. Na fase inicial dos actuais bombardeamentos, amplos sectores da população sentiam que estavam sofrer por causa das acções desencadeadas pelo Hezbollah. Contudo, dada a brutalidade dos ataques do FDI, o sentimento mudou e agora o ódio à brutalidades do regime de Israel domina e o apoio muda agora para o Hezbollah – não apenas entre os Xiitas.
Em Israel também há agudas mudanças nos sentimentos e consciência. Nunca antes, na história do capitalismo israelita, a elite rica foi tão odiada pelos trabalhadores judeus por causa dos ataques neoliberais do governo as suas condições de vida e a crescente corrupção entre os políticos. Também os militares viram, também, os seus padrões de prestígio diminuir normalmente altos perante a sociedade.
Mas a ameaça de generalização de ataques com rockets e o crescente sentimento de que estão cercados por países árabes hostis que ameaçam empurrar os judeus para o mar, significa que, de momento, o sentimento começou a mudar. Há agora um crescente apoio ao governo de Olmert– mesmo quando isso possa ser tingido por dúvidas e críticas. Apenas através da experimentação da futilidade de usar meios militares para esmagar oposição de massas e a incapacidade do capitalismo israelita de proteger a sua população física e socialmente a disposição em Israel mudará. Mas de momento ela está a virar-se para uma mentalidade de Guerra.
Isto polariza a situação ainda mais e também explica porque é que o capitalismo israelita o imperialismo e as elites árabes têm tão pouca margem de manobra. Tudo isto irá levar de atrocidade a atrocidade para equilibrar a balança. A FDI já tem forces terrestres infiltradas a operar no Líbano. Olmert assinou uma ordem na Terça-feira, 18 de Julho, para serem recrutados três batalhões de reservistas. Isto é um sinal que o FDI pode estar a preparar uma invasão terrestre.
Mas a continuação desta brutal Guerra aérea, com toda a probabilidade, conduzirá ao enfraquecimento e à divisão e queda do governo libanês, e o Hezbollah a tomar controlo aberto das áreas onde detêm a maioria de apoio. O regime sírio poderá usar isto como desculpa para enviar forças secretas de regresso ao Líbano, disfarçados de combatentes do Hezbollah. Não pode mesmo ser posto de parte que o regime Iraniano, que já fornece armamento e conselheiros militares ao Hezbollah possa mandar combatentes voluntários para o Líbano.
Parte desta espiral de Guerra pode potencialmente ser o bombardeamento de Israel à Síria e também contra as instalações nucleares do Irão. Esta hipótese já não pode ser posta de parte mas não é certo particularmente se crescer a pressão sobre o capitalismo israelita para decretar um cessar-fogo. E, se este horrífico cenário caminhar se der, uma Guerra regional será mais provável. O capitalismo israelita e o imperialismo dos EUA estão-se a apoiar no facto de que o Hezbollah está isolado no mundo árabe, com muitos líderes árabes sunitas vendo o conflito como uma oportunidade de cortar as asas de um competidor fortalecido. Alguns comentadores militares sérios referiram que a resposta relativamente contida do regime da Síria aos ataques israelitas é uma prova que não têm vontade de colocar a cabeça em risco. Usam mesmo o facto do Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão ter apelado a um cessar-fogo, a negociações e à libertação dos prisioneiros, como prova de que há limites no seu apoio ao Hezbollah.
Mas há também uma enorme revolta entre as amassas árabes. Se o conflito entrar em escalada, então os regimes árabes podem ser ameaçados agora, ou mais tarde com uma enorme instabilidade, movimentos de massas e mesmo o derrube das elites corruptas. A administração egípcia está sob o fio da navalha e países como a Arábia Saudita – apesar do aumento do preço do petróleo – estão atolados numa instabilidade nunca dantes vista. A ideia de um turbilhão em expansão do conflito armado, atingindo o Líbano, a Síria o Irão e então o Iraque onde mais de 140.000 militares dos EUA estão estacionadas já não é assim tão improvável.
Efeitos económicos
Isso poderá ter efeitos catastróficos na economia mundial onde o petróleo está na iminência de atingir os 80 dólares por barril e pode aumentar rapidamente para os $100/barril. Isso poderia aumentar a perspectiva de uma nova crise económica mundial na escala da de 1974 – 75 que foi parcialmente despoletada pela quadruplicação do preço do petróleo.
Tal como estas tácticas militares brutais da FDI e dos seus apoiantes imperialistas já têm efeitos sérios e a longo prazo e continuarão a ter: Por exemplo, a ocupação militar do Afeganistão fortaleceu os talibans e a Al-Quaeda e no Iraque fortaleceu Zarqawi e conduziu indirectamente aos atentados bombistas de Londres e Madrid. As consequências dos últimos ataques ao Líbano poderão, infelizmente, ser seguidos de uma nova onda de ataques terroristas por todo o mundo cujas vítimas são, invariavelmente, as classes trabalhadoras.
Os trabalhadores da região, conjuntamente com o campesinato pobre , são a única força capaz de derrotar o imperialismo, o capitalismo e as elites árabes corruptas e cumprir a aspiração dos palestinianos á sua libertação social e nacional. De contrário, serão sempre a secção da população que sofrerão mais em situações de conflitos ou Guerra.
A enorme revolta que existe contra o papel perniciosa do imperialismo necessita de ser orientada para a construção de novos movimentos e partidos da classe operária e dos demais trabalhadores, baseadas nas ideias da retirada de todas as forças armadas imperialistas e do derrube do capitalismo e feudalismo na região e de uma confederação socialista do Médio Oriente.
Indubitavelmente, a perspectiva de mais conflitos e guerras enche os trabalhadores e juventude de todo o mundo, e em particular do Médio Oriente, de receio por causados terríveis sofrimentos que podem significar. Contudo, as guerras e conflitos capitalistas irão assistir a mais lutas de classes contra as privatizações e ataques às condições de vida dos trabalhadores que já se fazem sentir em países como o Irão, Egípcio e Israel. Tais movimentos voltarão à linha da frente mas com uma consciência diferente –imbuída com o desejo de por fim ao derramamento de sangue e por uma nova sociedade onde a massa da população controle a enorme riqueza que existe na região.
Esta perspectiva é baseada na experiência histórica. No auge da Guerra Civil Libanesa de 1988, os trabalhadores libaneses, rompendo as barreiras sectárias existentes, entraram em greve contra o colapso do valor do salário mínimo como resultado da inflação galopante causado pelo conflito. Ao longo da ‘linha verde’ que devidia a Beirute Cristã da Beirute Muçulmana, realizaram-se manifestações conjuntas sobre esta questão. Durante o mesmo período entre meio e um milhão de israelitas manifestaram-se contra a invasão do Líbano pelas FDI
Contudo, os socialistas revolucionários e os activistas não podem esperar sentados por esses desenvolvimento no futuro. Um movimento pela mudança revolucionária socialista necessita de ser construído, com carácter de urgência, por toda a região.

18 de Julho de 2006
Kevin Simpson,
Secretariado Internacional do
Comité por uma Internacional dos Trabalhadores
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