O Ministro direitista do Interior Sarkozy insulta a juventude dos bairros

O Alternativa Socialista – grupo de militantes do Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal, divulga o texto que os nossos camaradas em França do Gauche Revolucionárie estão a distribuir nos bairros em revolta em Paris

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Nas ruas de Portugal como nos bairros de França

Basta de criminalização, exclusão e ofensas
contra os trabalhadores, jovens e pobres

O governo Sócrates-PS continua a sua ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, numa lógica invertida de “justiça social” que retira aos trabalhadores e pobres para dar aos ricos e ao grande capital.

Como fiel representante dos ricos e dos grandes grupos económicos, numa altura em que o desemprego continua a disparar, vai reduzir ou cortar o direito ao subsidio de desemprego aos trabalhadores e em especial aos jovens.

Em vez de promover a redução da idade de reforma, como forma de responder ao aumento do desemprego, impõe o aumento a idade da reforma na função pública para os 40 anos de serviço e 65 anos de idade, – dizendo demagogicamente, que é uma questão de igualdade para com os trabalhadores do sector privado – e mal possa impor aos trabalhadores do sector público esta medida, irá alargar a idade da reforma no sector privado dos 65 anos para os 68 anos.

Nem uma única medida é tomada para por cobro à degradação e guetização dos bairros sociais, à parte de reforçar a ideia de insegurança e reforçar as medidas policiais repressivas. Desencadeia um ataque contra a Educação Publica, sub-financiando as escolas, desprezando e criminalizado os professores e os outros trabalhadores das escolas .

Os aumentos sucessivos dos preços e a quebra sucessiva de salários levam ao crescimento de revolta entre quem trabalha e os que estão cada vez mais excluídos em Portugal.

Uma faísca pode desencadear uma revolta nos nosso país semelhante ao que está a decorrer em França neste momento. Lá como cá, a solução necessária a quem trabalha, aos imigrantes, aos jovens e aos excluídos não é a revolta cega e desorganizada, é a luta colectiva firme contra as políticas capitalistas do chamado governo socialista que apenas serve os interesses de uns poucos contra as necessidade de muitos, contra este socialismo patronal por um genuíno socialismo, a Democracia Socialista.

O Alternativa Socialista – grupo de militantes do Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal, divulga o texto que os nossos camaradas em França do Gauche Revolucionárie estão a distribuir nos bairros em revolta em Paris

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O Ministro direitista do Interior Sarkozy insulta a juventude dos bairros

<![endif]–>‘Sarkozy: Já chega! Não à repressão! Não ao racismo!’


A 27 de Outubro, dois jovens de Clichy, um de 15 anos e outro de 17, foram electrocutados e morreram depois de terem fugido para uma sub-estação eléctrica.

Eles iam para casa depois de um jogo de futebol mas deram de caras com um controlo de identidade policial. Tal como muitos outros testemunharam, este é um dos ´poucos ‘direitos’ que se tem quando se vive nos bairros mais pobres: verificações de identidade quando a polícia vem aos bairros. Este drama aconteceu na altura em que o Ministro do Interior Sarkozy intensificava a campanha de insultos contra os jovens que vivem nesses bairros, chamando-lhes “escumalha” e apelando a que os bairros fossem “lavados a mangueiras de alta pressão” (dos carros anti-motins da CRS – policia de choque).

Não é coincidência que a maioria destes acontecimentos (tumultos) dos últimos dias tiveram lugar nos bairros pobres, como Seine-Saint-Denis, Yvelinnes etc) e Villepin [Primeiro Ministro francês] tenha abandonado esses lugares e aumentado as medidas racistas e discriminatórias. Eles são responsáveis pelo alto nível de desemprego, pela falta de habitação decente, pelo encerramento dos postos de correio locais ou de carreiras locais de autocarros, pelo constante aumento dos custo de vida. A revolta dos habitantes dessas áreas é normal e justificada. É a revolta contra o sistema que cria miséria, exclusão e violência.

O que Sarkozy e Villepin querem é uma sociedade onde os ricos e o patronato possam continuar a conspirar para encherem os seus cofres, enquanto que os trabalhadores e os jovens lutam por sobreviver. É precisamente para procurar impor as suas políticas ultra-liberais que eles (o governo) implemeta políticas anti-juventude, racistas e repressivas. Eles querem dividir-nos para que nos possam explorar mais .

Contra Chirac-Villepin-Sarkozy: Jovens, trabalhadores, desempregados, franceses ou imigrantes, homens ou mulheres, todos juntos!

Mas os trabalhadores e os habitantes dos bairros pobres não podem ser alvo de violência. Eles são também vítimas deste sistema e das suas políticas. O mesmo acontece com os bombeiros ou profissionais do sistema de emergência. Não é incendiando carros ou locais de trabalho que é possível uma luta eficiente contra o Sarkozy, o governo ou as forças policiais. Isto reforçará as ideias racistas e reaccionárias. Isto será usado como um pretexto para o governo aumentar a repressão.

A real responsabilidade é do governo e do sistema que este governo defende. Par confrontarmos isso necessitamos de uma resposta colectiva e organizada. É tarefa dos habitants dos bairros pobres organizarem-se com vista a restabelecer a calma, organizando reuniões comunitárias, onde toda a gente se possa expressar, e organizando manifestações contra as provocações policiais.

Organizar para mudar o sistema

O que necessitamos é de empregos reais, habitação decente e serviços públicos gratuitos e de qualidade. Evidentemente que esta não é a política deste governo. Estão a privatizar os nosso serviços públicos, mandam os CRS contra os habitantes dos bairros pobres ou contra trabalhadores em greve para defender os lucros dos patrões.

Estas são as políticas do capitalismo, um sistema que apenas obedece a uma única lei –a lei do lucro. O governo apenas conseguiu implementar estas políticas porque a luta colectiva dos trabalhadores não foi forte nem determinada o suficiente. Temos de sair às ruas para mostrar que os que se opõem a estas medidas são mais numerosos.

Necessitamos de um partido de luta. Um partido de trabalhadores e jovens que nos permita lançar uma luta efectiva contra o capitalismo, contra a miséria, om racismo e a exclusão que o capitalismo gera.

O Esquerda Revolucionária (Gauche révolutionnaire) (CIT) luta pela construção dessepartido. Lutamos pelo fim do capitalismo e a su subtituição por um genuíno socialismo: uma sociedade onde a economia esteja sob controlo democrático dos trabalhadores para satisfazer as necessidade de toda a gente e não os lucros de uns poucos.


Chirac-Villepin-Sarkozy: Já basta!

Exigimos: CRS for a dos bairros! Não ao racismo e discriminação.
Por empregos reais, habitação decente e serviços públicos gratuitos e de qualidade para toda a gente!

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