O G8 não pode salvar o planeta

“O barco está a afundar-se… temos cerca de 45 anos. E se começarmos agora, não daqui a 10 ou 15 anos, ainda temos hipóteses de alcançar o nosso objectivo. Mas temos de começar já. Não temos tempo a perder”. Estas são as palavras de Lord Ron Oxburgh, presidente da Shell. O aquecimento global é agora um fenómeno geralmente aceite, mas será o G8 capaz de chegar a um acordo sobre a dominuição das emissões de dióxido de carbono? E se foram, será a tempo? Ken Douglas do worldsocialist.net analisa as perspectivas para uma solução da castástrofe eminente

As discussões sobre a mudança climática na cimeira do G8 em Gleneagles, Escócia, parecem condenadas ao fracasso mesmo antes de começarem

Ken Douglas, do Socialist Party de Inglaterra e Gales

Tradução sumária do artigo. Texto completo (em ingês)

[No documento em discussão na reunião do G8] as palavras “o nosso mundo está a aquecer” aparecem em parêntesis rectos, mostrando que pelo menos um país discorda desta declaração. O antigo homem da industria de petróleo, Bush usou um dirigente da Casa Branca que tinha previamente trabalhado para o American Petroleum Institute para abrandar a s investigações que mostram a ligação entre a emissão de gases de estufa e a mudança climatérica – e agora ele foi trabalhar para a Exxon-Mobil. A nomeação de um destacado climatologista para o Painal sobre a Mudança Climatérica foi também bloqueada. O antigo executivo da industria do petróleo, Dick Cheney, encheu a ‘Energy Task Force’ de outros executivos do sector para fabricar nova legislação.

O “erra fatal” no Tratado [de Quioto, que os EUA continuam a recusar a rectificar], de acordo com Bush, é que não coloca limites às emissões de carbono dos chamados países em transição, que estão rapidamente a desenvolver economias industriais – Índia, China, México, Brasil and África do Sul.

Entre 1990 e 002 as emissões de carbono [desses países] aumentaram 33% e em 2040 ultrapassarão as dos EUA.

A Índia é o quinto maior emissor de carbono, e a Rússia, que assistiu a um colapso catastrófico na sua industria, é o terceiro. Além disso, muitos países que fizeram descer os sues níveis abaixo dos objectivos de Quioto podem vender “créditos de emissões” a países que não foram capazes de alcançar os seus objectivos

Assim, as hipóteses de alguma acção real contra a mudança climatérica a emergir da cimeira do G8 parecem ser muito magras.

Parece haver um consenso na comunidade científica sobre o aquecimento global. A mudança climatérica está já a afectar a África.

A administração Bush também tirou do compromissos a fundação de uma rede de centros regionais do clima por toda a África que seriam para minutorar o impacto doa aquecimento global. De acordo com o relatório Africa – Up In Smoke?, as questões da mudança climática e da pobreza em África estão profundamente ligadas. Segundo Nicola Saltman do Fundo Mundial da Vida Selvagem: “Toda a assistência que enviarmos para África será inconsequente se não enfrentarmos o problema da mudança climatérica”

A maioria dos países do G8 até agora prometeram pouco e não pagaram nada para um fundo especial para a mudança climatérica para os antigos países coloniais (o chamado terceiro mundo).

ALGUNS AMBIENTALISTAS defendem que a única maneira de lidar com a mudança climatérica e outros problemas ambientais é parar o desenvolvimento industrial, colocando um limite a produção de mercadorias, e ao mesmo tempo, limitar a população.

[…] isso ignora as realidades do sistema capitalista.

Nenhum estado nacional irá voluntariamente prejudicar os sues próprios interesses económicos e os países mais fortes e maiores irão sempre procurar defender os seus próprios interesses.

Nós defendemos que é impossível tratar eficazmente dos principais problemas ambientais globais sem primeiro mudar o sistema capitalista.

O Socialismo – propriedade colectiva e controlo e planeamento democrático nas bases nacionais, regionais e mundial – poderá transformar a sociedade.

Por exemplo, os enormes recursos tecnológicos da industria do armamento e o Bilião de Milhões de dólares que se gastam na produção de armas podem ser usados no desenvolvimento de métodos de produção que minimizem a emissão de gases de estufa.

Reduzindo os gases de estufa através da conservação de energia, quer dizer construir edifícios eficientes energeticamente e desenvolver sistemas de transportes públicos coerentes para reduzir o uso de automóveis, poderá tornar-se uma realidade.

Os recursos deverão ser votados para o desenvolvimento de fontes de energia alternativa, tais como a tecnologia de células de energia, energia solar eólica e das ondas.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s