Lutar pelo Socialismo – Acabar com a pobreza

Tradução do texto em The Socialist Party Online – [CWI in Ireland]

Lutar pelo Socialismo – Acabar de vez com a pobreza


por Paul Murphy


por Paul Murphy

Se acreditarem na publicidade, poderão ficar agradavelmente supreendidos ao saberem que Tony Blair e Gordon Brown [ministro das finanças do Reino Unido] estão empenhados em erradicar a pobreza mundial

Eles assinaram a campanha Make Poverty History (MPH)(Fazer da pobreza passado), comprometida em três reivindicações chave de comercio justo, fim das dívidas [dos países pobres] e mais e mais justo comércio. Mas a sua presença sono subscritores e apoiantes juntamente com esses aspirantes a messias narcisistas Bono e Bob Geldof certamente que vos fará suspeitosos.

As reivindicações da MPH, embora possam ser apoiadas, são extremamente utópicas e ignoram a realidade da exploração capitalista. Elas são baseadas num desejo do designado “Terceiro Mundo” se possa desenvolver em direcção ao “Primeiro Mundo” numa base capitalista Isso é absolutamente impossível. Há um pequeno número de nações imperialistas poderosas , agrupadas em organizações como o G8, que juntamente com o grande capital efectivam uma morte virtual desses países, porque são capazes de explorar os seus imensos recursos naturais e a sua mão de obra barata. E eles tem um interesse fundamental que os outros países nunca se venham a desenvolver.

Nem nunca se envolverão numa sério cancelamento da divida dos países pobres, a qual opera como uma cnga ao pescoço das pessoas comuns nos países subdesenvolvidos ( a Indonésia gasta 17 mil milhões de dólares por anos em pagamentos da dívida – equivalente a 25% do total das suas exportações). A mais publicitada das propostas de Gordon Brown apenas significa o cancelamento de uma parte da dívida que nunca viria a ser paga de qualquer forma. , para permitir aos dirigentes capitalistas ganharem uma aura de glória humanitária, reduzirem a revolta nos países subdesenvolvidos e permitir investimentos mais lucrativos no futuro.

Não são só as reivindicações da MPH que ignoram obviamente a realidade de um mundo dominado pelo lucro e umas poucas potências capitalistas, também a sua estratégia “de acção” faz o mesmo Os métodos de campanha do MPH consistem em vender faixas brancas (ironicamente produzidas nas fábricas de salários de miséria da China) e fazerem protestos suaves para pedirem aos dirigentes mundiais e aos banqueiros que deitem umas migalhas ao pobres do mundo.

Num certo sentido, Tony Blair expôs as reais intenções de muitos daqueles que dizem apoiar o MPH quando disse: “Seria bastantes estranho se as pessoas viessem protestar contra este G8, uma vez que vamos focar [os nosso debates]na pobreza da África e nas mudanças climatéricas”. Ao serem forçados a falar sobre a ideia de enfrentar os problemas mundiais da desigualdade, eles intentam reduzir a oposição às instituições do capitalismo global e evitarem que as pessoas cheguem a uma conclusão inevitável – o capitalismo é incapaz de prover um padrão decente de vida à maioria das pessoas em todo o mundo,

Necessitamos de organizar, não para pressionar as instituições como o G8, mas para esmagar e substituir todo o sistema capitalista com uma sociedade de democracia socialista, a qual planeie a economia mundial para dar resposta as necessidades de cada um, com base na necessidades das pessoas e não dos lucros.

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