A crise deles e a nossa luta! Não pagaremos a crise capitalista!
O Colectivo Socialismo Revolucionário – Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal, saúda os trabalhadores da Administração Pública e os seus sindicatos que saem à rua em revolta contra mais uma tentativa do grande capital e dos seus capatazes no Governo de os fazer pagar a crise que os próprios capitalistas criaram. (ler mais)
Crise permanente do capitalismo global
Num período de profunda crise capitalista e num momento emque os trabalhadores estão a enfrentar intensos ataques contra os seus padrões de vida, o Comité Executivo Internacional (CEI – orgão de direcção entre Congressos) do CIT esteve reunido entre 2 e 9 de Dezembro, na Bélgica e aprovou uma declaração sob o título Crise permanente do capitalismo global. Esta reunião, que decorreu com sucesso, juntou mais de 70 militantes socialistas revolucionários da Europa, e Rússia, Ásia, Ásia Central, América Latina e Amrérica do Norte e África.
O Socialismo Hoje publica material sobre os debates decorridos, nomeadamente Economia e Relações Mundiais, a Situação na Europa e Programa e Palavras de Ordem (O Programa de Transição Hoje).
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O Muro caiu há 20 anos… e depois?
A História é escrita pelos vencedores. Contudo há vitórias que encerram em si próprias os germes das derrotas futuras.
A queda do Muro de Berlim representou para o Capitalismo mundial uma vitória. A restauração capitalista triunfou na antiga União Soviética, nos paises da Europa de Leste, a China acelerou a abertura ao capitalismo, o imperialismo celebrou: “O Socialismo morreu“, ou como o porta voz do capitalismo mundial, o Wall Street Journal proclamou: “Vencemos!”
Numa altura que o Capitalismo atravessa uma crise semprocedentes, com o cortejo grotesco e obsceno de desemprego e empobrecimento de massas, guerras e intensos conflitos sociais, mais e mais activistas procuram retirar lições da História para agirem hoje, em busca de uma alternativa.
Particularmente na América Latina, mas na Europa, onde os partidos da Esquerda reforçam posições e são eleitos deputados e vereadores socialistas revolucionários, como é o caso do Deputado Europeu, Joe Higgins, eleito na Irlanda, o Socialismo reentra em cena como alternativa ao Capitalismo.
Em Portugal ressurge o debate. No PC começam a surgir textos de baanço sobre os motivos do triunfo do Capitalismo na União Soviética. Muitos activistas procuram também ideias e, principalmente formas de enfrentar o Capitalismo aparentemente triunfante.
Nesse sentido, o Colectivo Socialismo Revolucionário publicará um conjunto de textos que, recusando o anti-comunismo primário dos analistas capitalistas a as influências “pós-modernas” dos que abandonaram o principio de luta de classes como motor de transformação social, procura analisar as origens, desenvolvimento e análise dos acontecimentos que levaram à sua queda.
O nosso objectivo é contribuir para o ressurgimento de uma corrente anti-capitalista consistente e activa, armada com a experiência histórica, que reconquiste para as ideias do Socialismo:
Abolição do capitalismo com a construção de uma economia centralizada e planificada sob controlo efectivo dos trabalhadores e utentes, numa forma superior de democracia, a Democracia Socialista.
Contrariamente a que muitos , mesmo na Esquerda, julgam, os movimentos de massas que levaram à queda dos regimes burocráticos e totalitários estalinistas não conduziriam, necessáriamente, à restauração capitalista se as ideias Marxistas não tivessem sido suprimidas nesses países.
Os artigos abordam uma análise geral, “Estalisnismo e depois dele” e balanços dos movimentos e processos na antiga União Soviética, “Da ‘Perestoika’ à restauração Capitalista’, na antiga Republica Democrática Alemã, “RDA – O Poder estava na rua” e na Polónia, “A Derrota às portas da vitória”.
Relembramos que realizamos um Comício Internacional sobre este tema, em Julho pensado
Esperamos assim dar o nosso contributo para o debate que se está a processar.
