Quarta-feira, 16 Dezembro 2009

Crise permanente do capitalismo global

O Comité por uma Internacional dos Trabalhadores é uma organização socialista revolucionária internacional com secções, grupos e militantes em mais de 40 paíes em todos os continentes entre os quasi os militantes que dinamizam o Socialismo Hoje.

Num período de profunda crise capitalista e num momento emque os trabalhadores estão a enfrentar intensos ataques contra os seus padrões de vida, o Comité Executivo Internacional (CEI – orgão de direcção entre Congressos) do CIT esteve reunido entre 2 e 9 de Dezembro, na Bélgica e aprovou uma declaração sob o título Crise permanente do capitalismo global, (disponivel em inglês, no site do Comité por uma Internacional dos Trabalhores)

Esta reunião, que decorreu com sucesso, juntou mais de 70 militantes socialistas revolucionários da Europa, e Rússia, Ásia, Ásia Central, América Latina e Amrérica do Norte e África.

O Socialismo Hoje publica nos abaixo material sobre os debates decorridos, nomeadamente Economia e Relações Mundiais, a Situação na Europa e Programa e Palavras de Ordem (O Programa de Transição Hoje).

 

Segunda-feira, 7 Dezembro 2009

O Muro caiu há 20 anos… e depois?

A História é escrita pelos vencedores. Contudo há vitórias que encerram em si próprias os germes das derrotas futuras.

A queda do Muro de Berlim representou para o Capitalismo mundial uma vitória. A restauração capitalista triunfou na antiga União Soviética, nos paises da Europa de Leste, a China acelerou a abertura ao capitalismo, o imperialismo celebrou: “O Socialismo morreu“, ou como o porta voz do capitalismo mundial, o Wall Street Journal proclamou: “Vencemos!”

Numa altura que o Capitalismo atravessa uma crise semprocedentes, com o cortejo grotesco e obsceno de desemprego e empobrecimento de massas, guerras e intensos conflitos sociais, mais e mais activistas procuram retirar lições da História para agirem hoje, em busca de uma alternativa.

Particularmente na América Latina, mas na Europa, onde os partidos da Esquerda reforçam posições e são eleitos deputados e vereadores socialistas revolucionários, como é o caso do Deputado Europeu, Joe Higgins, eleito na Irlanda, o Socialismo reentra em cena como alternativa ao Capitalismo.

Em Portugal ressurge o debate. No PC começam a surgir textos de baanço sobre os motivos do triunfo do Capitalismo na União Soviética. Muitos activistas procuram também ideias e, principalmente formas de enfrentar o Capitalismo aparentemente triunfante.

Nesse sentido, o Colectivo Socialismo Revolucionário publicará um conjunto de textos que, recusando o anti-comunismo primário dos analistas capitalistas a as influências “pós-modernas” dos que abandonaram o principio de luta de classes como motor de transformação social, procura analisar  as origens, desenvolvimento e análise dos acontecimentos que levaram à sua queda.

O nosso objectivo é contribuir para o ressurgimento de uma corrente anti-capitalista consistente e activa, armada com a experiência histórica, que reconquiste para as ideias do Socialismo:

Abolição do capitalismo com a construção de uma economia centralizada e planificada sob controlo efectivo dos trabalhadores e utentes, numa forma superior de democracia, a Democracia Socialista.

Contrariamente a que muitos , mesmo na Esquerda, julgam, os movimentos de massas que levaram à queda dos regimes burocráticos e totalitários estalinistas não conduziriam, necessáriamente, à restauração capitalista se as ideias Marxistas não tivessem sido suprimidas nesses países.

Os artigos abordam uma análise geral, “Estalisnismo e depois dele” e balanços dos movimentos e processos na antiga União Soviética, “Da ‘Perestoika’ à restauração Capitalista’, na antiga Republica Democrática Alemã, “RDA – O Poder estava na rua” e na Polónia, “A Derrota às portas da vitória”.

Esperamos assim dar o nosso contributo para o debate que se está a processar.

Sexta-feira, 18 Dezembro 2009

Desenvolver um programa socialista para atender as necessidades dos trabalhadores e da juventude durante a crise capitalista

As políticas e as reivindicações para um novo período

Paul Murphy, Socialist Party (CIT Irlanda)

Resumo do debate do CEI do CIT sobre Programa e Reivindicações (O Programa de Transição hoje)”.

O debate final, na reunião do Comité Executivo Internacional do Comité para uma Internacional dos Trabalhadores, realizada na Bélgica, entre 2 e 9 de Dezembro, foi sobre o Programa e os Slogans. Como salientou Stephan Kimmerle, do CIT, que introduziu a discussão, todas as amplas discussões políticas ao longo da semana, naturalmente, levaram a esta discussão. O objectivo foi discutir e esclarecer ainda mais os “slogans” e do programa do CIT. Keep reading →

Sexta-feira, 18 Dezembro 2009

Europa – Um continente envolvido numa crise económica, social e política

Os trabalhadores começam a resistir e a procurar uma verdadeira alternativa socialista

Sarah Sachs-Eldridge, Socialist Party (CIT na Inglaterra e no País de Gales)

Embora existam variações na evolução económica, social e político por toda a Europa, nenhum país escapou dos efeitos da pior crise económica desde a Grande Depressão da década de 1930. O Comité Executivo Internacional do CIT debateu e analisou as consequências da situação para a classe operária e demais trabalhadores e da luta para defender as condições de vida face às tentativas de fazer os trabalhadores e jovens pagarem o preço da crise.

Na sua introdução ao debate, Tony Saunois, Secretário Internacional do CIT, descreveu as sombrias perspectivas económicas para a região. As perspectivas de recuperação económica no curto prazo são anémicas, na melhor das hipóteses, em alguns países, e estão completamente postas de parte noutros. Keep reading →

Quarta-feira, 16 Dezembro 2009

“A pior crise do capitalismo desde a década de 1930″

Este relatório dá conta dos debates sobre a situação e prespectivas para a Economia Mundial e para as Relações de classe Mundiais na reunião do Comité Executivo Internacional do Comité por uma Internacional dos Trabalhadores

“A pior crise do capitalismo desde a década de 1930″

Trabalhadores começam a resistir

Relatório da reunião do Comité Executivo Internacional do CIT, Bélgica

Abrindo a reunião de 2009 do Comité Executivo Internacional (CEI) do Comité por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT), Tony Saunois declarou que este último ano foi “extremamente explosivo e importante para o mundo capitalista e para o CIT “. A primeira sessão sobre a Economia Mundial e as Relações Internacionais, introduzido por Peter Taaffe, do Secretariado Internacional (SI) do CIT, desenvolveu este tema. Neste momento, dificilmente um país ou região do mundo pode ser considerado estável, disse Peter. Por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) da África reduziu para metade na última década. O BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) tornou-se no BIC com a implosão económica da Rússia!

É uma “deliciosa” ironia que a esperança que os líderes do mundo tinham de comemorar o 20 º aniversário do colapso do estalinismo na Europa Oriental como uma vitória do “mercado livre” tenha coincidido com a pior crise do capitalismo desde a década de 1930. Um alemão de leste já tinha comentado ao jornal Guardian (Londres) jornal que “comunismo ateu foi substituído pelo capitalismo ateu”! Keep reading →

Segunda-feira, 7 Dezembro 2009

O Estalinismo e depois dele

Quando caiu o muro de Berlim foi em 1989 e desabaram os regimes estalinistas, o Capitalismo declarou-se vitorioso. O colapso do Estalinismo foi utilizado numa ofensiva global ideológica contra o Socialismo, o qual foi injustamente igualado com esse sistema ditatorial e burocrático para conduzir para brutais políticas capitalistas neoliberais à escala mundial. Numa introdução a uma edição especial de aniversário da revista teórica “Socialism Today”, publicada pelo Socialist Party (o Comité por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT) na Inglaterra e País de Gales), Peter Taaffe revê os incríveis acontecimentos de 1989e as suas consequências.

O Estalinismo e depois dele

Por ocasião do 20 de 1989…

Peter Taaffe,
Secretário Geral do Socialist Party (CIT na Inglaterra e País de Gales).
Artigo do Socialism Today, a revista do SP.

publicado no Socialism Today, Novembro de 2009

No vigésimo aniversário de 1989, os ideólogos, políticos e meios de comunicação social do mundo capitalista querem reforçar na consciência popular que os acontecimentos desse ano tumultuoso significaram apenas uma coisa: a “derrota final” do Marxismo, do “comunismo” e do próprio Socialismo, enterrados para sempre sob os escombros do muro de Berlim. A queda do muro também significaria a vitória definitiva do Capitalismo, o “fim da História ” de acordo com Francis Fukuyama, e estabeleceria esse sistema como o único modelo possível para a organização da produção e funcionamento da sociedade. Um paradigma económico, abolindo mesmo os ciclos de “crescimento e queda” do Capitalismo teria estabelecido uma escadaria dourada que levaria para uma existência cada vez mais humana, mais justa e civilizada. A crise económica do início desta década, acompanhado por guerras do Iraque e do Afeganistão, afectou severamente esse prognóstico. A actual devastadora “grande recessão ” desacreditou totalmente esse paradigma. Mais, foi o Marxismo – membros e simpatizantes do Socialist Party e esta revista – que previram isso. Ainda assim, supunha-se nós, enquanto Marxistas e socialistas revolucionários, tivéssemos sido relegados para as margens e destinados a nunca mais exercer qualquer influência. Keep reading →

Segunda-feira, 7 Dezembro 2009

Polónia – a derrota às portas da vitória

Greve nos Estaleiros Lenine de Gdansk, 1980

Greve nos Estaleiros Lenine de Gdansk, 1980

Indiscutivelmente, a Polónia chegou muito próximo de uma revolta operária vitoriosa contra o Estalinismo na Europa Central e Oriental. Antes de 1980, a militância dos trabalhadores tinham desenvolvido um bem organizado movimento sindical ilegal. Então, nesse ano, o Solidariedade irrompeu na cena com uma onda de ocupações e greves que ameaçou varrer o regime apodrecido. No entanto, nove anos depois, um regime pró-capitalista tomava o poder com o Solidariedade no seu seio. Paul Newberry (CIT na Polónia) analisa a forma como isso foi possível. O autor escreveu também uma breve apresentação para os leitores portugueses.

Aos Leitores Portugueses

Quase 30 anos depois do nascimento do Solidariedade, os acontecimentos de 1980-81 ainda causam polémica entre a esquerda europeia. A Esquerda portuguesa não é excepção. Alguns, especialmente os comunistas, acreditam que o Solidariedade é uma organização reaccionária desde o início. Argumentam que o golpe de Estado do General Jaruzelski, em Dezembro de 1981 e a imposição da Lei Marcial foram medidas necessárias para defender o Socialismo ou, pelo menos, para defender a economia estatal planificada. Para ilustrar os seus argumentos lembram a formação do primeiro governo do Solidariedade, em 1989 e as reformas económicos pró-mercado posteriores que restauraram o capitalismo na Polónia, causando a miséria a milhões de trabalhadores e suas famílias.

Paul Newbery

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Sábado, 7 Novembro 2009

Da “perestroika” à restauração capitalista

Gorbachev iniciou em 1985 uma “reestruturação” da economia e do Estado estalinista, com o objectivo de evitar uma crise terminal desviar eventuais movimentos das massas. Em seis anos, a União Soviética entrou em colapso e a economia planificada foi varrida por medidas radicais de privatização de Yeltsin. De facto, desencadearam-se lutas de massas dos trabalhadores, mas os vencedores foram uma nova classe de capitalistas gangster. Rob Jones explica o processo. Keep reading →

Sábado, 7 Novembro 2009

Alemanha – O poder estava na rua

1989 – O momento mais emblemático no colapso do estalinismo foi quando o derrube do muro de Berlim. Porém, o que a imprensa capitalista em grande parte ignora, são os eventos que ocorrem atrás desse muro na semana antes de sua dramática queda. Ingmar Meineke, de Sozialistische Alternative (SAV – CITna Alemanha), dá-nos uma descrição viva dos golpes da Revolução e contra-revolução na Alemanha Oriental. Keep reading →

Sexta-feira, 24 Julho 2009

Brasil: Nasceu a LSR – Liberdade, Socialismo e Revolução

Num Congresso realizado entre os dias 22 e 24 de Maio em São Paulo unificaram-se os grupos Socialismo Revolucionário e Colectivo Luta Socialista  sob a sigla Liberdade, Socialismo e Revolução. Esta nova organização constitui a nova secção brasileira do Comité por uma Internacional dos Trabalhadores.

Os camaradas do LSR constituem tendência no sio do Partido Socialismo e Liberdade (P-SOL)

André Ferrari, da Comissão Executiva Internacional do CIT informa soube a nova organização e as perspectivas  do LSR para o Brasil